LALIGA salienta que a decisão sobre a Superliga não apoia nenhum formato nem implica alterações substanciais no modelo atual do futebol europeu

  • Servimedia
  • 30 Outubro 2025

Como destacado no comunicado da LALIGA, em nenhum caso entra em avaliação o mérito da questão nem a viabilidade de torneios alternativos ao modelo vigente.

O Tribunal Provincial de Madrid emitiu uma sentença relativa ao processo judicial sobre a chamada Superliga, que a LALIGA avaliou com «respeito e prudência» num comunicado em que salienta que a decisão não aprova nem apoia qualquer formato específico de competição, nem se pronuncia sobre o projeto inicial anunciado em 2021, posteriormente alterado pelos seus promotores.

Indica que a decisão judicial se limita a aspetos processuais, ao salientar que os sistemas de autorização de competições devem basear-se em critérios transparentes, objetivos e revisíveis.

Acrescentou que a decisão judicial surge num momento em que o projeto da Superliga não apresenta avanços substanciais há meses. Promovida inicialmente pela empresa A22 Sports Management, a iniciativa tem enfrentado sérias dificuldades para consolidar um formato viável, «num contexto marcado pela delicada situação financeira da própria empresa», acrescenta. Ele afirma que, de acordo com as contas anuais depositadas no Registo Comercial, a A22 registou perdas de 5,5 milhões de euros no exercício de 2024, o que colocou seu património líquido em negativo, com um saldo de -5,2 milhões no encerramento do último exercício. Este desequilíbrio patrimonial constitui, de acordo com o artigo 363.º da Lei das Sociedades de Capital, uma causa legal de dissolução, tal como reconhecem as próprias contas da empresa.

O Real Madrid, que tinha deixado a liderança do projeto a cargo da A22, comemorou publicamente a sentença, uma posição que reabre o debate sobre o papel dos clubes num projeto que não conseguiu concretizar-se e cuja estrutura, segundo diferentes fontes do setor, continua sem ter um desenvolvimento operacional.

A LALIGA reitera o seu compromisso com «a integridade e a estabilidade das competições nacionais, consideradas o pilar essencial do futebol europeu e da sua sustentabilidade económica e social. A entidade patronal defende também o cumprimento das regras de concorrência da União Europeia, através de procedimentos claros e não discriminatórios, e mantém a sua disponibilidade para o diálogo com instituições e clubes, a fim de garantir que qualquer inovação ou proposta não afete negativamente o conjunto do ecossistema futebolístico.

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