BRANDS' ECOSEGUROS Os 3 maiores desafios dos agentes de seguros em 2026
Rui Pinto, Diretor da Rede de Agentes da NacionalGest, enumera os principais desafios que os agentes de seguros vão ter de enfrentar em 2026.
O mercado segurador português entra em 2026 num momento de grande transformação. A digitalização, a pressão sobre custos e a mudança de perfil dos clientes obrigam a repensar o papel do agente de seguros. O maior desafio dos agentes de seguros em 2026 vai muito para além de simplesmente vender produtos, vai exigir ser um verdadeiro consultor de confiança.
Ser capaz de explicar, aconselhar e criar valor num contexto cada vez mais exigente. Desta forma, trabalhar com todas as seguradoras do mercado torna-se, assim, uma mais-valia essencial. Permite ao agente comparar soluções, garantir melhor cobertura e assegurar que cada cliente recebe a proposta mais competitiva e adequada ao seu perfil.
De seguida, destaco três grandes desafios que irão marcar o próximo ano.
Desafio 1: Profissionalização e credibilidade dos agentes de seguros
O agente de seguros em 2026 precisa de ser, acima de tudo, profissional e credível. A relação com o cliente baseia-se na confiança, e é essa confiança que nasce de um conhecimento profundo, da transparência e da capacidade de explicar o motivo que leva à decisão.
O aumento da complexidade dos produtos e o reforço das exigências regulatórias leva os agentes de seguros que se limitam a vender apólices, sem compreenderem profundamente o que estão a oferecer, a perderem relevância.
Ser profissional de seguros hoje significa entender o enquadramento técnico, legal e económico de cada seguro e a conseguir traduzir isso de forma simples e clara para o cliente.
Neste contexto, trabalhar com várias seguradoras é uma vantagem competitiva evidente: permite analisar diferentes ofertas, comparar coberturas e condições e construir uma resposta verdadeiramente independente e centrada naquele que é o interesse do cliente.
Em 2026, a credibilidade será o ativo mais valioso de qualquer mediador e fazer parte de uma estrutura profissional poderá fazer todo o sentido.
Desafio 2: Explicar os aumentos tarifários com clareza
Nos próximos meses, continuaremos a assistir a ajustes tarifários significativos nos ramos da Saúde, Automóvel e Acidentes de Trabalho. A pressão sobre os custos médicos, as reparações e a sinistralidade são reais e resultam de fatores externos, tais como a inflação técnica, o envelhecimento da população e as novas exigências de cobertura.
O agente de seguros é responsável por compreender e saber comunicar estas alterações, nomeadamente explicar que os aumentos de prémios não são decisões arbitrárias, mas sim necessidades de sustentabilidade do sistema.
Quando o agente de seguros trabalha com várias seguradoras, é capaz de apresentar alternativas, justificar diferenças e mostrar opções que melhor se ajustam ao perfil e à capacidade financeira de cada cliente. E é nesse tratamento que se reforça a confiança e a fidelização.
A formação técnica e a comunicação empática serão duas ferramentas essenciais para atravessar esta fase que se aproxima.

Desafio 3: Novos produtos financeiros — explicar sem prometer
Outro grande desafio dos agentes de seguros em 2026 será a evolução dos produtos financeiros oferecidos pelas seguradoras.
Há uma clara tendência de mercado para o lançamento de soluções sem capital garantido, alguns com risco, que privilegiam a rentabilidade, mas exigem maior capacidade de explicação.
Estes produtos, relacionados com fundos de investimento, exigem que o agente apresente uma compreensão sólida sobre risco, diversificação e horizonte temporal.
Não basta falar de rentabilidade. É preciso explicar como o produto está estruturado, saber qual o perfil de risco envolvido e em que condições é que o cliente pode sentir-se seguro nas suas aplicações.
Aqui, o facto de trabalhar com várias seguradoras reforça novamente o papel consultivo: permite ao agente comparar carteiras, políticas de investimento, estruturas de comissões e níveis de risco. E, desta forma, garantir que as recomendações são sólidas e ajustadas aos objetivos e tolerância do cliente.
O papel do agente de seguros em 2026 passa a ser o de consultor financeiro, ajudando o cliente a compreender as opções, gerir expectativas e tomar decisões informadas.
Conclusão
Em 2026, os desafios dos agentes de seguros em 2026 também ditará o sucesso dos mesmos. Vai depender menos do número de apólices vendidas e mais da qualidade do aconselhamento prestado.
Ser um profissional credível, comunicar com transparência, dominar o enquadramento técnico dos produtos e ter acesso a todo o mercado serão pilares fundamentais da nova mediação.
A mudança é inevitável, mas também deve ser vista como uma oportunidade. Os agentes que investirem em conhecimento, diversificação de oferta e independência consultiva estarão mais bem preparados para proteger pessoas, negócios e o futuro da profissão.
Rui Pinto, Diretor da Rede de Agentes da NacionalGest
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