BRANDS' ECOSEGUROS Os 3 maiores desafios dos agentes de seguros em 2026

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  • 10 Dezembro 2025

Rui Pinto, Diretor da Rede de Agentes da NacionalGest, enumera os principais desafios que os agentes de seguros vão ter de enfrentar em 2026.

O mercado segurador português entra em 2026 num momento de grande transformação. A digitalização, a pressão sobre custos e a mudança de perfil dos clientes obrigam a repensar o papel do agente de seguros. O maior desafio dos agentes de seguros em 2026 vai muito para além de simplesmente vender produtos, vai exigir ser um verdadeiro consultor de confiança.

Ser capaz de explicar, aconselhar e criar valor num contexto cada vez mais exigente. Desta forma, trabalhar com todas as seguradoras do mercado torna-se, assim, uma mais-valia essencial. Permite ao agente comparar soluções, garantir melhor cobertura e assegurar que cada cliente recebe a proposta mais competitiva e adequada ao seu perfil.

De seguida, destaco três grandes desafios que irão marcar o próximo ano.

Desafio 1: Profissionalização e credibilidade dos agentes de seguros

O agente de seguros em 2026 precisa de ser, acima de tudo, profissional e credível. A relação com o cliente baseia-se na confiança, e é essa confiança que nasce de um conhecimento profundo, da transparência e da capacidade de explicar o motivo que leva à decisão.

O aumento da complexidade dos produtos e o reforço das exigências regulatórias leva os agentes de seguros que se limitam a vender apólices, sem compreenderem profundamente o que estão a oferecer, a perderem relevância.

Ser profissional de seguros hoje significa entender o enquadramento técnico, legal e económico de cada seguro e a conseguir traduzir isso de forma simples e clara para o cliente.

Neste contexto, trabalhar com várias seguradoras é uma vantagem competitiva evidente: permite analisar diferentes ofertas, comparar coberturas e condições e construir uma resposta verdadeiramente independente e centrada naquele que é o interesse do cliente.

Em 2026, a credibilidade será o ativo mais valioso de qualquer mediador e fazer parte de uma estrutura profissional poderá fazer todo o sentido.

Desafio 2: Explicar os aumentos tarifários com clareza

Nos próximos meses, continuaremos a assistir a ajustes tarifários significativos nos ramos da Saúde, Automóvel e Acidentes de Trabalho. A pressão sobre os custos médicos, as reparações e a sinistralidade são reais e resultam de fatores externos, tais como a inflação técnica, o envelhecimento da população e as novas exigências de cobertura.

O agente de seguros é responsável por compreender e saber comunicar estas alterações, nomeadamente explicar que os aumentos de prémios não são decisões arbitrárias, mas sim necessidades de sustentabilidade do sistema.

Quando o agente de seguros trabalha com várias seguradoras, é capaz de apresentar alternativas, justificar diferenças e mostrar opções que melhor se ajustam ao perfil e à capacidade financeira de cada cliente. E é nesse tratamento que se reforça a confiança e a fidelização.

A formação técnica e a comunicação empática serão duas ferramentas essenciais para atravessar esta fase que se aproxima.

Rui Pinto, Diretor da Rede de Agentes da NacionalGest

Desafio 3: Novos produtos financeiros — explicar sem prometer

Outro grande desafio dos agentes de seguros em 2026 será a evolução dos produtos financeiros oferecidos pelas seguradoras.

Há uma clara tendência de mercado para o lançamento de soluções sem capital garantido, alguns com risco, que privilegiam a rentabilidade, mas exigem maior capacidade de explicação.

Estes produtos, relacionados com fundos de investimento, exigem que o agente apresente uma compreensão sólida sobre risco, diversificação e horizonte temporal.

Não basta falar de rentabilidade. É preciso explicar como o produto está estruturado, saber qual o perfil de risco envolvido e em que condições é que o cliente pode sentir-se seguro nas suas aplicações.

Aqui, o facto de trabalhar com várias seguradoras reforça novamente o papel consultivo: permite ao agente comparar carteiras, políticas de investimento, estruturas de comissões e níveis de risco. E, desta forma, garantir que as recomendações são sólidas e ajustadas aos objetivos e tolerância do cliente.

O papel do agente de seguros em 2026 passa a ser o de consultor financeiro, ajudando o cliente a compreender as opções, gerir expectativas e tomar decisões informadas.

Conclusão

Em 2026, os desafios dos agentes de seguros em 2026 também ditará o sucesso dos mesmos. Vai depender menos do número de apólices vendidas e mais da qualidade do aconselhamento prestado.

Ser um profissional credível, comunicar com transparência, dominar o enquadramento técnico dos produtos e ter acesso a todo o mercado serão pilares fundamentais da nova mediação.

A mudança é inevitável, mas também deve ser vista como uma oportunidade. Os agentes que investirem em conhecimento, diversificação de oferta e independência consultiva estarão mais bem preparados para proteger pessoas, negócios e o futuro da profissão.

Rui Pinto, Diretor da Rede de Agentes da NacionalGest

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