Sonae prevê supermercados de portas abertas e “operação normal” durante a greve geral
Dona do Continente não antecipa “impactos significativos” apesar da greve agendada para quinta-feira. “Temos uma relação muitíssimo boa com as nossas pessoas. Estão satisfeitas e felizes", diz CEO.
O líder da Sonae MC acredita que o Continente vai ter “as lojas de portas abertas” e “uma operação normal nos padrões a que sempre [habituou] os clientes” durante a greve geral agendada para esta quinta-feira 11 de dezembro.
“Respeitamos o direito à greve, mas acreditamos que não vamos ter impactos significativos e que as nossas lojas estarão de portas abertas para servir os clientes. Não prevemos o fecho de nenhuma loja. Serviços mínimos? Serão serviços normais”, afirmou Luís Moutinho.
Recusando comentar as alterações à lei laboral com que o Governo quer avançar e que motivaram esta paralisação convocada pela CGTP e pela UGT – “digo que, dentro do contexto que o país nos permite, tentamos ser os melhores da classe” –, o CEO da empresa de distribuição disse estar “mesmo muito confiante” na manutenção das operações.
Lembrando que “a relação com os colaboradores não é de ontem e já [houve] outros episódios de greve” no passado, Luís Moutinho, que lidera a MC há 16 anos, disse ainda que “respeita os sindicatos [com quem tem] uma relação profissional”.
Respeitamos os sindicatos, temos uma relação profissional com eles, mas, acima de tudo, temos uma relação muitíssimo boa com as nossas pessoas. Estão satisfeitas e felizes por trabalharem no Continente.
Mas, acrescentou o gestor, “acima de tudo”, a empresa retalhista tem “uma relação muitíssimo boa com as pessoas” que trabalham no Continente e que diz estarem “satisfeitas e felizes por trabalharem” na empresa.
O CEO da Sonae MC fez estas declarações durante um encontro com jornalistas, no Porto, em que apresentou o plano de expansão que prevê a abertura de mais 100 lojas com 3.000 empregos no Continente até ao final da década e em que disse que a distribuidora dispensa “meter-se em problemas” no estrangeiro, depois das tentativas mal sucedidas no Brasil e em Angola.
No que toca ao setor, como um todo, o secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), Gonçalo Lobo Xavier, também já assinalou que não prevê perturbações nos supermercados relacionadas com a escassez de produtos nas prateleiras, a propósito da paralisação marcada para esta quinta-feira.
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