Consumo mundial de carvão atinge novo máximo este ano

  • Lusa
  • 17 Dezembro 2025

A procura global de carvão em 2025 deverá aumentar ligeiramente, cerca de 0,5%, em comparação com 2024, que já foi um ano recorde.

O consumo global de carvão deverá atingir este ano um novo máximo histórico, em parte devido às políticas da administração Donald Trump, mas deverá começar a diminuir até 2030, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). Segundo o relatório anual da AIE a descida será impulsionada pelo crescimento de fontes alternativas de eletricidade.

Os dados indicam que a procura global de carvão em 2025 deverá aumentar ligeiramente, cerca de 0,5%, em comparação com 2024, que já foi um ano recorde, atingindo 8,85 mil milhões de toneladas, indica o documento publicado esta quarta-feira sobre o carvão, o maior contribuinte para as emissões de dióxido de carbono (CO2) causadas pela atividade humana.

Após o pico do ano passado, 2025 está a caminho de um “novo máximo histórico” no consumo de carvão, afirmou Keisuke Sadamori, diretor de mercados de energia da AIE, numa conferência de imprensa. O ano de 2025 anuncia-se também como o segundo ano mais quente de que há registo, empatado com 2023 e atrás de 2024, de acordo com o observatório europeu Copernicus.

A AIE explica que a procura global de carvão “estabilizou”, o que significa que tende a manter-se estável e até 2030 deverá diminuir ligeiramente para o nível de 2023.

O aumento da capacidade de energia renovável, a expansão regular da energia nuclear e o aumento do gás natural liquefeito devem fazer com que a produção de eletricidade a partir do carvão, que representa dois terços do consumo total de carvão, diminua a partir de 2026, indica a AIE.

A nível mundial, a participação do carvão na produção de eletricidade continua a diminuir: “Em 2013, era de 41%, e em 2025 esperamos que seja de cerca de 34%, o nível mais baixo da história estatística da AIE”, observou Keisuke Sadamori.

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