Seguradoras aumentaram lucros em 33% no 1º semestre

  • ECO Seguros
  • 18 Dezembro 2025

Os resultados líquidos das seguradoras com atividade em Portugal aumentaram 33% no 1º semestre. O negócio segurador ganhou 542 milhões de euros, mas os investimentos geraram perdas de 88 milhões.

As seguradoras em Portugal conseguiram um lucro líquido de 454 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, um valor 33,5% superior ao atingido no mesmo período de 2024, revela o relatório “Contas do Setor Segurador” publicado pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS). Os dados foram obtidos junto das companhias de seguros associadas da APS, que são todas as que atuam em Portugal, mas em alguns casos incluem valores extrapolados com base na amostra.

Estes resultados líquidos resultaram dos resultados técnicos, ou seja, dos que resultam da atividade seguradora e não dos rendimentos dos investimentos realizados, apresentados na Conta Não Técnica.

Sempre comparando o primeiro semestre de 2025 com 2024, na conta técnica do ramo Vida, os lucros subiram 28% para 208 milhões de euros e, na conta técnica dos ramos Não Vida, cresceram 19% para 334 milhões. No entanto, a conta Não Técnica voltou a registar prejuízos, este ano de 88 milhões de euros, ainda assim 15% melhores que no primeiro semestre de 2024.

Nas operações, os réditos de contratos de seguro incidem sobre o período dos prémios a que respeitam.

Neste período, enquanto o valor de prémios emitidos em Portugal foi de 7.989 milhões de euros, os réditos – conceito adotado pelas normas IFRS 17 – com contratos de seguro foram de 5.101 milhões. A diferença principal está nos réditos excluírem a componente de investimento de alguns seguros de vida e de ajustarem por duodécimos os prémios pagos. Já os gastos refletem todas as despesas incorridas na subscrição e gestão de apólices, incluindo custos de aquisição, como comissões de mediação e corretagem, e custos relacionados com os sinistros e serviços passados.

Esses gastos com seguros atingiram 4.226 milhões de euros no primeiro semestre, mais 7,2% que no ano anterior. Assim, no seguro direto, o resultado positivo em 875 milhões de euros, mas o negócio deficitário em 302 milhões no resseguro cedido pelas seguradoras, transformou o resultado em 572 milhões de euros, mais 13% que em 2024.

Saúde, Automóvel e Acidentes de Trabalho melhoram os lucros

Enquanto o Ramo Vida gerou uma melhoria geral dos lucros, o aumento do total dos resultados técnicos das seguradoras deveu-se em muito aos 294 milhões nos ramos Não Vida com destaque para os seguros de saúde que este ano quase multiplicaram por 5 o seu resultado, para 74 milhões de euros.

O seguro automóvel – ramo habitualmente perdulário para as companhias – obteve 54 milhões de lucro técnico, o triplo em relação ao de 2024 e o de acidentes de trabalho continua positivo em 93 milhões de euros. Os seguros IOD que inclui Multirriscos baixaram lucros de 42 para 17 milhões, enquanto Responsabilidade Civil mantém um crescimento suave de 15 milhões em 2024 para 21 milhões em 2025.

Os investimentos das seguradoras ultrapassaram os 51,4 mil milhões de euros no final de junho, mais 3% que no ano anterior, salientando-se que o património imobiliário das companhias em Portugal atinge os 497 milhões de euros.

No balanço o Ativo agregado das seguradoras subiu 3,7% para 56,9 mil milhões de euros, igual crescimento teve o passivo agregado para 51,2 mil milhões, levando os capitais próprios a subir 4% para cerca de 5,7 mil milhões de euros. Assim, só com a atividade de um semestre, a rentabilidade líquida dos capitais próprios de todas as seguradoras já atingiu 8%.

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