Preços da eletricidade e água tendem a subir em 2026. Mas há exceções

No mercado regulado, o preço da eletricidade sobe, mas no mercado livre há pelo menos uma comercializadora que promete descidas. Na água, faltam muitas decisões, mas a tendência é de subida.

Os preços da luz e da água deverão aumentar, na generalidade, em 2026. No que diz respeito aos preços da luz, o preço no mercado regulado vai agravar, em média, 1%, enquanto no mercado livre há quem baixe.

No setor da água, os municípios, que têm o poder de decisão sobre os tarifários a aplicar, ainda não se pronunciaram todos, pelo que ainda não é possível perceber a evolução a nível nacional. Contudo, a tendência será de agravamento, já que nos serviços a jusante do caminho que a água percorre até às casas, foi acatada a proposta do regulador de subir os preços em pelo menos 1,8%.

Eletricidade sobe 1% no regulado

Os preços regulados da luz vão subir, em média, 1% no próximo ano, informou a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), como habitual, a meados de dezembro.

Isto significa que, no final de contas, a fatura mensal apresentará aumentos entre 18 a 28 cêntimos no início do próximo ano, dependendo do agregado em causa. O típico casal sem filhos deverá passar a pagar uma fatura mensal de eletricidade de 36,82 euros, enquanto um casal com dois filhos receberá uma conta, todos os meses, em torno dos 95 euros.

Estas projeções afetam, diretamente, os 817 mil clientes que permaneciam, no final de setembro de 2025, no mercado regulado. Os 5,8 milhões que escolheram o mercado liberalizado são afetados apenas em parte: há uma componente do preço da eletricidade que é comum aos dois mercados, a Tarifa de Acesso às Redes, que subiram 3,5% para as famílias.

Contactada, a EDP Comercial, empresa dominante no mercado livre para o segmento doméstico, indica que os respetivos preços vão descer, em média, 1%, tendo em conta que já havia anunciado que iria aliviar o custo na componente de energia (que tem nas suas mãos) em 4%, mas a tarifa de acesso às redes sofreu um aumento de 3,5%. A Galp, que havia anunciado o mesmo alívio de 4% na componente da energia, confirma que se deverá verificar uma descida média de cerca de 0,5% na fatura final da eletricidade.

A Iberdrola indica que não vai mexer na sua componente da energia, pelo que deverá agravar os preços, já que a componente das redes sobe. A Endesa preferiu não avançar informação relativa aos preços do próximo ano. Goldenergy e Repsol também não avançam qual será a sua opção.

Olhando ao simulador de preços da ERSE, a oferta mais vantajosa no mercado para um casal sem filhos, que opte por um tarifa simples e sem fidelizações ou outras promoções associadas, é a “Vantagem+”, da comercializadora G9. Em segundo lugar está a EDP, com a oferta Eletricidade DD+FE – Digital 2025. A fechar o pódio encontra-se a Luzigás, com a modalidade “Luzigás Energy 8.8”. Os preços regulados ficam em 16.º lugar.

Para um casal com dois filhos, a melhor oferta num cenário equivalente ao já descrito, é da comercializadora Plenitude, com a “Tarifa Tendência”, à qual se seguem duas ofertas da Luzboa, a “Rockwatt” e “Luzboa spot”. Estas simulações não têm em conta, para já, as alterações de preço programadas para 2026.

No caso do gás, o ano “começa” em outubro. A partir desse mês, os preços regulados subiram 1,5%. Os preços da EDP mantiveram-se inalterados, depois de as Tarifas de Acesso às Redes terem subido 8% neste segmento. No caso da Galp, a empresa vai descer as tarifas do gás natural em 14%, mesmo tendo em conta a subida anunciada na componente das redes.

Conta da água sobe pelo menos 1,8%

A Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos ainda não recebeu todas as propostas de atualização tarifária para o ano de 2026 e a maioria das atualizações ainda não foi aprovada pelos municípios, informa fonte oficial, frisando que não é o regulador a definir os preços mas sim os municípios. Desta forma, não é ainda possível aferir a real evolução do preço dos serviços de águas para o ano que vem.

EPA/NEIL HALLEPA/NEIL HALL

 

Contudo, existe já um indicador que a tendência é de subida: no que diz respeito às tarifas em alta, ou seja, do serviço de captação e tratamento de água, que antecede a distribuição (baixa), as tarifas foram atualizadas à taxa de inflação recomendada pela ERSAR para 2026, isto é, 1,8%.

É expectável que o valor desta atualização [1,8%] possa vir a ser refletido na atualização das tarifas municipais, na vertente em baixa [distribuição]”, antevê o regulador.

(Artigo atualizado às 12h40 com a confirmação oficial da Galp de que os preços da eletricidade praticados pela comercializadora deverão descer, em média, 0,5% em 2026 e que a descida de 14% nos preços do gás se verifica apesar da subida na componente que diz respeito às redes)

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