Montenegro subscreve autonomia da Gronelândia

  • Lusa
  • 6 Janeiro 2026

“A Gronelândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Gronelândia, e apenas a elas, decidir sobre questões relativas à Dinamarca e à Gronelândia”, escreveu o primeiro-ministro.

O Governo português subscreveu esta terça-feira uma declaração europeia sobre a autonomia da Gronelândia e a necessidade de manter a segurança no Ártico, na sequência de ameaças de anexação feitas pelo Presidente dos Estados Unidos.

“A Gronelândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Gronelândia, e apenas a elas, decidir sobre questões relativas à Dinamarca e à Gronelândia”, escreveu o primeiro-ministro, Luís Montenegro, numa mensagem divulgada nas redes sociais.

A declaração foi publicada pouco depois de os líderes de Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Polónia terem defendido a autonomia da Gronelândia face às ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, de anexar aquele território controlado pela Dinamarca.

Numa declaração conjunta, aqueles países sublinharam que a ilha ártica, estratégica e rica em minerais, “pertence ao seu povo” e apoiaram a posição da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, que exigiu aos Estados Unidos (EUA) que parem com as ameaças “contra um aliado histórico”.

Na mensagem, Luís Montenegro refere que “Portugal subscreve” a posição dos parceiros europeus de que “a segurança no Ártico continua a ser uma prioridade fundamental para a Europa e é crucial para a segurança internacional e transatlântica”.

Lembrando que a NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) deixou claro que a região do Ártico é uma prioridade, o primeiro-ministro refere que “os aliados europeus estão a reforçar a sua presença, atividades e investimentos para manter a segurança do Ártico e dissuadir adversários”.

Essa segurança, acrescenta, deve ser “alcançada de forma coletiva, em articulação com os aliados da NATO, incluindo os Estados Unidos”, mas “o reino da Dinamarca – incluindo a Gronelândia – faz parte da NATO”. É preciso respeitar “os princípios da Carta das Nações Unidas, nomeadamente a soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras”, adianta ainda, referindo que “estes são princípios universais” que não podem deixar de ser defendidos.

Donald Trump reiterou no domingo o objetivo de anexar a Gronelândia, descrevendo a ilha como estratégica para a segurança dos Estados Unidos. A Gronelândia, uma vasta ilha ártica com uma população de 57.000 habitantes, possui recursos minerais significativos, a maioria dos quais ainda inexplorados, além de uma localização estratégica.

Os Estados Unidos já possuem ali uma base militar e operaram no local cerca de outras 10 durante a Guerra Fria.

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