⛽ Diesel desce meio cêntimo e preço da gasolina não mexe para a semana
A partir de segunda-feira, quando for abastecer, deverá passar a pagar 1,529 euros por litro de gasóleo simples e 1,656 euros por litro de gasolina simples 95.
Na próxima semana os combustíveis vão ter um comportamento diferente. O gasóleo, o combustível mais utilizado em Portugal, vai descer meio cêntimo e a gasolina não deverá sofrer alterações, de acordo com os dados do ACP.
Na próxima semana, que será marcada pela viragem do ano, quando for abastecer, deverá passar a pagar cerca de 1,529 euros por litro de gasóleo simples e 1,656 euros por litro de gasolina simples 95, tendo em conta os valores médios praticados nas bombas à segunda-feira, divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).
Estes preços podem ainda sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do petróleo brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas também porque os preços finais resultam da média dos valores praticados por todas as gasolineiras. Além disso, os preços cobrados ao consumidor final podem variar consoante o posto de abastecimento.
Esta semana, o gasóleo subiu 0,8 cêntimos e a gasolina 0,2 cêntimos, um comportamento diferente do esperado pelo mercado, que apontava para uma descida da gasolina de meio cêntimo e a manutenção do preço do diesel.
Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 0,77%, para os 62,46 dólares por barril, pelo segundo dia consecutivo e caminhando para a terceira semana consecutiva de ganhos, devido à incerteza sobre o futuro do fornecimento da Venezuela e ao aumento das preocupações com a produção iraniana no meio da crescente instabilidade no Irão. Os preços do Brent subiram mais de 3% na quinta-feira, após dois dias consecutivos de quedas, e, em termos semanais, deverá subir 2,7%.
“Os estrangulamentos no fluxo de barris sancionados e os sinais de procura estável parecem contrariar o cenário de excesso de oferta previsto para 2026, pelo menos por enquanto”, disse Priyanka Sachdeva, analista sénior de mercado da Phillip Nova, citado pela Reuters. “A escalada do stress geopolítico contribui para o atual impulso dos preços do petróleo”, acrescentou.
Os preços subiram após a detenção do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, a semana passada, e as suas declarações de que os EUA vão controlar o setor petrolífero do país sul-americano.
A agitação civil no Irão, um dos principais produtores do Médio Oriente, e as preocupações com a expansão da guerra entre a Rússia e a Ucrânia para atingir as exportações de petróleo russas também aumentaram as preocupações com a oferta.
“A subida dos preços deve-se principalmente à reivindicação de Trump de controlar as exportações de petróleo da Venezuela, o que pode resultar num aumento dos preços em relação às vendas anteriormente com desconto”, explicou Tina Teng, estratega de mercado da Moomoo ANZ, citada também pela Reuters.
Para a analista, “o mercado estará atento nos próximos dias ao desfecho da venda e distribuição do petróleo venezuelano armazenado. A preocupação com o excesso de oferta poderá persistir caso não haja limitação nas vendas”.
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