Cloudflare leva multa de 14 milhões em Itália por permitir pirataria
Empresa foi multada por um regulador italiano por não tomar nenhuma medida para bloquear sites com conteúdos pirateados, violando uma lei de Itália.
A Autoridade Italiana para as Garantias nas Comunicações (Agcom) multou em mais de 14 milhões de euros a empresa norte-americana Cloudfare por ter violado repetidamente a regulamentação contra pirataria audiovisual e não bloquear conteúdos divulgados ilegalmente online.
A sanção, comunicada esta sexta-feira pelo regulador, equivale a 1% da faturação global da plataforma de desempenho e segurança online, o máximo previsto em casos de desobediência a ordens relacionadas com a proteção dos direitos de autor.
Segundo a Agcom, a Cloudflare não desativou o acesso a páginas web e endereços indicados pelos titulares dos direitos, apesar de ter sido ordenada a fazê-lo em fevereiro de 2025, através da aplicação da lei antipirataria italiana.
O organismo sustenta que a empresa não tomou nenhuma medida para impedir que os seus serviços continuassem a ser utilizados para difundir conteúdos ilícitos, o que considera constituir uma violação continuada da regulamentação.
A Agcom salientou ainda que grande parte dos sites bloqueados em Itália por pirataria utiliza serviços da Cloudflare, o que reforça a relevância da decisão.
A lei antipirataria, em vigor desde 2023, obriga todos os intermediários digitais que facilitam o acesso a conteúdos ilegais — incluindo fornecedores de DNS, serviços de VPN e motores de busca — a agir quando recebem uma ordem da autoridade, independentemente da sua localização.
Desde o lançamento do sistema de bloqueio rápido “Piracy Shield”, em fevereiro de 2024, mais de 65.000 domínios e cerca de 14.000 endereços IP ligados à distribuição de conteúdos pirateados foram desativados, de acordo com dados da Agcom.
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