Eurogrupo avalia candidatos a vice-presidente do BCE a 19 de janeiro
A 19 de janeiro, grupo de ministros de Finanças da área do euro discute seis candidaturas à vice-presidência do BCE, mas o nome escolhido terá ainda de receber aval do BCE e do Parlamento Europeu.
O Eurogrupo vai debater a 19 de janeiro as seis candidaturas apresentadas para suceder a Luis de Guindos na vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE), numa corrida onde figura o nome do ex-governador do Banco de Portugal, Mário Centeno.
A informação foi confirmada pelo presidente do Eurogrupo, em comunicado divulgado esta sexta-feira, após o prazo para apresentação de candidaturas ter terminado.
“Na sequência do debate do Eurogrupo, o Conselho adotará uma recomendação ao Conselho Europeu, deliberando por maioria qualificada reforçada dos Estados-Membros da área do euro”, refere o Eurogrupo em comunicado, notando que “essa maioria requer o apoio de 72 % dos Estados-Membros da área do euro (ou seja, pelo menos 16 dos 21 países da área do euro), representando pelo menos 65 % da população da área do euro.”
A candidatura de Mário Centeno, revelada em primeira mão pelo ECO através de declarações exclusivas do próprio, foi formalizada pelo Governo português na quinta-feira ao final do dia, conforme confirmou o Ministério das Finanças em comunicado esta sexta-feira.
“Tendo o Governo português recebido a manifestação de interesse do Doutor Mário Centeno em candidatar-se a vice-presidente do Banco Central Europeu, o Ministério das Finanças apresentou essa candidatura ao presidente do Eurogrupo ontem ao fim do dia”, indicou o ministério.
Em declarações ao ECO, Centeno justificou a sua disponibilidade para o cargo com base na experiência acumulada ao longo de mais de três décadas no Banco de Portugal e quase dez anos em funções de representação na União Europeia, incluindo o período em que presidiu ao Eurogrupo.
Após indicação do Eurogrupo, nome do futuro vice-presidente do BCE ainda terá de ser aprovado pelo BCE e pelo Parlamento Europeu, antes da nomeação definitiva.
“A candidatura integra-se no meu persistente contributo para o aprofundamento da integração europeia, sustentado na experiência adquirida ao longo do meu percurso profissional”, afirmou o antigo governador, sublinhando que a possibilidade de assumir a vice-presidência do BCE representa um desafio para o qual se sente “motivado e qualificado”.
O lugar de vice-presidente do BCE ficará vago no final de maio, com o termo do mandato do espanhol Luis de Guindos. Além de Centeno, foram apresentadas mais cinco candidaturas por outros Estados-membros da Zona Euro, incluindo nomes da Croácia, Estónia, Finlândia, Letónia e Lituânia, tornando a corrida particularmente disputada.
Embora a reunião de 19 de janeiro do Eurogrupo possa, em teoria, resultar numa recomendação formal sobre o nome a propor para avançar no processo, o nome ainda terá de ser aprovado por várias instâncias comunitárias, incluindo o BCE e o Parlamento Europeu, antes da nomeação definitiva.
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