“Faltam instrumentos financeiros para capacitar as empresas” no pacote da habitação
Francisca Lourenço Martins, administradora do grupo AM48, alerta para entraves ao financiamento da banca, uma vez que os promotores "precisam de ter 33% do projeto vendido" ainda em planta.
A administradora executiva do grupo AM48, promotor imobiliário que tem sob gestão ativos no valor de mais de 220 milhões, diz que o setor reagiu ao programa do Governo de forma positiva, embora alerte para a necessidade de reforço do apoio ao financiamento dos projetos.
“Estamos bastante satisfeitos com o facto de estar a haver uma proposta de mudança e acredito que aqui a grande mensagem do setor para a Assembleia é aprovem (…). Precisamos de alguma estabilidade para que os próprios investidores consigam investir e executar com segurança e estabilidade”, refere Francisca Lourenço Martins, cuja empresa tem vários empreendimentos residenciais em construção.
O principal problema a endereçar daqui para a frente é a criação de mais produtos financeiros, uma vez que os promotores, para se dirigem à banca tradicional, precisam de ter, pelo menos, 33% do projeto (em planta) vendido. “Acredito que há aqui uma falta de oferta de instrumentos financeiros para capacitar as empresas nesta fase dos projetos, o que iria permitir, avançar para outros mais rápido e, no final do dia, colocar mais casas no mercado”, adverte.
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