Restaurantes e hotéis lideram subida dos preços em 2025

Produtos alimentares não transformados registaram o maior contributo para a variação da inflação. No entanto, no ranking das maiores subidas de preços estão os restaurantes e hotéis.

O ano de 2025 confirmou a trajetória de desaceleração da inflação em Portugal, com o Índice de Preços no Consumidor (IPC) a situar-se em 2,3%, o valor mais baixo desde 2021. Embora os alimentos tenham registado o maior contributo para a subida dos preços, foram os restaurantes e hotéis que lideraram a taxa de variação média mais elevada.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados na terça-feira confirmaram dois dados: primeiro, o valor da estimativa rápida avançada no início de janeiro; em segundo, que a crise inflacionista que se iniciou em 2021 e atingiu o pico em 2022, ficou para trás e se verifica um abrandamento no aumento dos preços.

Em termos de contributo é certo que os produtos alimentares não transformados registaram o “mais significativo” para a taxa de variação média com uma variação de 4,8%, contra 1,6% no ano anterior. No entanto, quando a análise se centra apenas em que tipo de bens, verifica-se que os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas mantém-se a tendência verificada no ano anterior, com uma variação média anual de 2,8%, contra 2,4% em 2024, depois dos picos dos anos anteriores.

Nesta fotografia, são os restaurantes e hotéis que lideram, com um aumento médio de 6,2%, que compara com os 4,7% registados no ano anterior. Por outro lado, os preços das comunicações que em 2024 foram os que mais subiram (6%), em 2025 recuaram 1%.

Já os preços da saúde subiram 3,2% em 2024, contra 3,6% em 2024, enquanto os da educação aumentaram 3,6%, o que compara com 3,7% no ano anterior.

Os dados do organismo de estatística revelam ainda que o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), que difere do IPC por incluir os gastos dos turistas no país e excluir os gastos de residentes no exterior, sendo aquele que é utilizado pelo Banco Central Europeu e nas comparações internacionais, registou uma taxa de variação média de 2,2% em 2025 (2,7% no ano anterior). A taxa fica 0,2 pontos abaixo do indicado pelo INE na estimativa preliminar e próxima daquele que é o objetivo da instituição liderada por Christine Lagarde.

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