“Há outros apoios que estão em vias de ser tornados públicos”, diz Seguro
O candidato presidencial apoiado pelo PS reconhece que "nada está ganho", mas considera que a vitória da primeira volta significa que o seu apelo aos democratas "foi bem sucedido".
António José Seguro, o candidato apoiado pelo PS, que venceu a primeira volta das eleições presidenciais com 31,1% do votos, considera que o seu “apelo aos democratas, humanistas e progressistas para se juntarem a esta candidatura, que é uma candidatura pela liberdade”, foi “bem sucedido”.
Sobre os apoios que têm recebido, da esquerda à direita, Seguro interpreta-os como uma “manifestação de confiança”. “Correspondem a esse apelo que eu fiz e sei que outros estão em via de ser tornados públicos e isso é muito bom”, sublinhou.
“A minha candidatura está a fazer o seu caminho e cada vez vai somando mais apoios, uns mais à esquerda outros mais à direita e também muitos apoios de pessoas que não se reveem nesses quadrantes políticos. São pessoas que vivem fora da política”, acrescentou. Para Seguro “não está nada ganho”, por isso apela novamente à “confiança” dos portugueses e diz que “não vai parar” e que está “preparado para tudo”.
“Amanhã, já estarei num centro de saúde da Área Metropolitana de Lisboa”, continuou. O antigo secretário-geral do PS indicou que recebeu “telefonemas de todos os candidatos” para lhe felicitarem pela vitória. Mas ainda não recebeu o contacto do atual Chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa: “Isto é só a primeira volta, o natural é ligar depois de ganhar”.
António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, a 8 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.
Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 11%.
À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve, 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, que ficou abaixo do cantor Manuel João Vieira que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.
(Notícia atualizada às 16h43)
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