Quem são os sociais-democratas e liberais que apoiam Seguro?

Da esquerda à direita, são vários os apoios que se concentram no candidato socialista para a segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 8 de fevereiro.

António José Seguro e André Ventura disputam, no dia 8 de fevereiro, a segunda volta das eleições presidenciais. O candidato apoiado pelo PS venceu a primeira volta, realizada este domingo, com 31,11% dos votos, enquanto o líder do Chega alcançou 23,52%.

À entrada para a segunda volta, António José Seguro começa a reunir um leque alargado de apoios à esquerda e à direita do espetro político, enquanto André Ventura conta, para já, sobretudo com o apoio do eleitorado tradicional do Chega.

Apoios da esquerda concentram-se em Seguro

No campo da esquerda, os apoios a António José Seguro sucedem-se. O Bloco de Esquerda e o Livre, que apresentaram candidatos próprios – Catarina Martins e Jorge Pinto, respetivamente – anunciaram o apoio ao candidato socialista na segunda volta.

Os co-porta-vozes do Livre, Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes, adiantaram que a decisão será formalizada internamente, mas sublinharam existir uma “certeza clara” de que o partido estará “do lado da democracia e da defesa da Constituição”.

Também o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, anunciou que irá propor à Mesa Nacional do partido um apelo ao voto em António José Seguro.

Logo na noite eleitoral, os dois candidatos apoiados por BE e Livre tornaram público o seu posicionamento. Catarina Martins reconheceu ter obtido um resultado “muito abaixo” do esperado, mas defendeu que a resposta democrática passa pelo voto em Seguro. “Percebo que todos os democratas fiquem preocupados. A resposta adequada é votar em António José Seguro na segunda volta”, afirmou.

Jorge Pinto, que reuniu o menor número de votos entre os candidatos de esquerda, também foi claro: “Irei votar em António José Seguro na segunda volta”.

Do lado do Partido Comunista Português, o candidato António Filipe, que ficou em sétimo lugar, considerou essencial derrotar os “propósitos reacionários” de André Ventura. “O apelo ao voto em António José Seguro não significa apoio às suas posições políticas, mas sim a vontade imperiosa de derrotar o candidato André Ventura”, sublinhou.

No mesmo sentido, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou que a passagem de Ventura à segunda volta “conduz ao voto” em Seguro.

Alinhando pelo mesmo diapasão, o PAN – Pessoas-Animais-Natureza anunciou, em comunicado, o apoio ao candidato socialista, considerando que representa “uma solução de equilíbrio, moderação e estabilidade, com sentido de Estado e compromisso com os valores democráticos”.

Apoios vindos da direita

Os apoios a António José Seguro não se limitam à esquerda. À direita, surgem declarações de apoio de várias personalidades ligadas ao Partido Social Democrata (PSD) e à Iniciativa Liberal (IL).

Na noite eleitoral da RTP, Miguel Poiares Maduro, antigo ministro do PSD e membro da comissão política de Marques Mendes, anunciou que irá votar em Seguro. “Eu apoiarei claramente e votarei em António José Seguro”, afirmou, defendendo que o candidato socialista é “mais importante” e preferível para o PSD face a André Ventura.

Também Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto e ex-ministro de Luís Montenegro, confirmou o voto em Seguro, classificando a decisão como “clara e inequívoca”.

José Eduardo Martins, António Capucho e José Pacheco Pereira, todos militantes do PSD, anunciaram igualmente que irão votar em António José Seguro.

“Optar pela moderação é optar pela sensatez. É rejeitar os extremos que corroem o tecido social e minam as instituições. É escolher um estilo de exercício do cargo que privilegia o diálogo sobre o monólogo, o argumento sobre o insulto, e a busca de consensos sobre a imposição de vontades”, escreveu Cristóvão Norte nas redes sociais, que também manifestou apoio a Seguro.

O antigo deputado do PSD, que apoiou Luís Marques Mendes na primeira volta, sublinhou: “Não sou socialista, nunca serei, mas rejeito contribuir para uma sociedade cujo combustível seja a intolerância e o ressentimento”.

Na Iniciativa Liberal, o líder parlamentar Mário Amorim Lopes revelou na RTP que votará no candidato apoiado pelo PS, invocando a “ameaça ao Estado de direito” que considera estar associada ao Chega. “Voto segundo a minha consciência, à frente de interesses pessoais e partidários”, afirmou, ressalvando que a sua posição não vincula o partido.

Também José Manuel Júdice, mandatário de João Cotrim de Figueiredo nestas presidenciais, anunciou que votará em Seguro: “Vou votar com total determinação em António José Seguro”.

Rodrigo Saraiva, antigo dirigente da IL, defendeu igualmente que Seguro representa a manutenção da ordem democrática face a quem “quer tudo destruir”. Enquanto a líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, afirmou que o partido ainda não tomou uma posição formal.

Francisco Rodrigues dos Santos, ex-líder do CDS-PP, que apoiou Gouveia e Melo, na primeira volta, anunciou que votará em Seguro, defendendo que estão em causa “valores fundacionais e civilizacionais”.

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, a 8 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.

Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 11%.

À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, que ficou abaixo do cantor Manuel João Vieira que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08% dos votos.

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