Quatro em dez trabalhadores já não aceitam novo emprego sem flexibilidade

Novo estudo mostra também que 50% dos profissionais já abandonaram um emprego por falta de independência concedida pelas chefias.

O salário ainda é o fator que mais pesa no momento de um candidato escolher um novo emprego, mas quatro em cada dez já avisam que não aceitam um novo posto de trabalho se não houver flexibilidade de local e de horário. Este cenário é revelado na nova edição do estudo “Workmonitor” da Randstad, que tem por base as respostas de 26 mil profissionais em 35 mercados, incluindo o português.

“No recrutamento, 87% do talento é atraído pelo salário, mas 42% não aceitaria um novo emprego sem flexibilidade de local e 41% rejeitaria uma função sem flexibilidade de horário“, explica a consultora de recursos humanos, no estudo divulgado esta terça-feira.

Já quanto à retenção de talento, o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal é, neste momento, o principal motivo para 51% dos profissionais permanecerem nas funções que ocupam atualmente. Este fator supera mesmo a remuneração e benefícios (23%) e a segurança no emprego (22%).

E no que diz respeito às saídas, a Randstad indica que 50% dos profissionais já abandonaram um emprego por falta de independência concedida pelas chefias. Isto apesar de a maioria dos empregadores (80%) reconhecer que “a autonomia aumenta o compromisso e a produtividade”.

Carreira tradicional contra carreira de portfólio

A nova edição do “Workmonitor” mostra que ter uma carreira tradicional e linear ainda é o objetivo com maior incidência entre os trabalhadores (39%). Em contraste, 27% dos inquiridos afirma que preferir ter uma carreira de portfólio, com mudanças de setor e funções.

Outro dado relevante é que a maioria do talento da geração Z (67%) confessa preferir traçar o seu próprio percurso em vez de seguir uma hierarquia definida.

Já quanto à adoção de ferramentas tecnológicas, 89% das empresas em Portugal planeiam reforçar a utilização da Inteligência Artificial nos próximos 12 meses, “embora apenas metade (50%) dos profissionais acredite ter as competências necessárias para potenciar esta tecnologia”.

“Relativamente à produtividade, 60% do talento e 70% dos empregadores sentem que a IA ajuda a melhorar o desempenho, mas 44% do talento considera que a adoção da IA beneficiará principalmente as empresas e não os trabalhadores“, salienta a Randstad, que adianta ainda que 72% dos profissionais admitem precisar de adaptar as suas competências atuais para manterem a relevância.

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