AHRESP aplaude apoios à restauração, mas alerta que devem chegar às “empresas que mais precisam”

A associação que representa a restauração aplaudiu os apoios anunciados para as empresas do setor, mas avisa que os critérios de elegibilidade às ajudas devem permitir chegar a quem mais precisa.

A AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) aplaudiu as medidas de apoio anunciadas esta quarta-feira pelo ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, para o setor da restauração, adiantando que vão ao encontro das propostas que a associação tem vindo a defender. A entidade alerta, porém, que os critérios para aceder a estes apoios devem permitir que estes cheguem “às empresas que mais precisam“.

“A AHRESP espera que os critérios de elegibilidade das medidas divulgadas pelo Governo sejam ajustadas à realidade da restauração e capazes de chegar às empresas que mais precisam, e continuará a acompanhar de perto a regulamentação anunciada para fevereiro”, adianta a associação, em comunicado.

Numa primeira reação às medidas anunciadas esta quarta-feira pelo ministro Castro Almeida, a associação realça que “são o resultado da atuação persistente e estruturada que a Associação tem vindo a desenvolver junto do Governo, em particular com o Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, no sentido de aliviar a pressão sentida pelos empresários“.

O apoio anunciado esta quarta-feira prevê que as unidades que têm dívidas ao Turismo de Portugal de linhas disponibilizadas na pandemia, vão ter mais tempo para pagar esses financiamentos. Para quem tem dívidas à banca, o Turismo de Portugal vai assumir a responsabilidade pelo empréstimo, passando os restaurantes a pagar a esta entidade, mas com um prazo mais dilatado. E há ainda um mecanismo de financiamento para as empresas que precisem até 60 mil euros, com uma componente a fundo perdido até 30%.

A associação defende que as medidas “vão ao encontro das propostas que a AHRESP tem vindo a defender” e têm como objetivo “reforçar a sustentabilidade das empresas, aliviar pressões de tesouraria, criar condições para o investimento e salvaguardar o emprego, pilares essenciais da estabilidade e competitividade do setor”.

A AHRESP destaca ainda que o setor é composto maioritariamente por micro e pequenas empresas, “ainda a lidar com créditos Covid e elevados níveis de incerteza”.

“O aumento sucessivo dos custos com matérias-primas, energia, rendas, salários e outros encargos tem sido, em grande parte, absorvido pelas próprias empresas, comprimindo margens e limitando a capacidade de investimento“, adianta ainda no mesmo comunicado.

(Notícia atualizada)

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