Pinto Luz responde ao CEO da Ryanair: “não apreciamos intimidação”
Ministro das Infraestruturas rejeita acusação de Michael O'Leary de que a capacidade do aeroporto de Lisboa está artificialmente limitada para beneficiar a TAP.
O ministro das Infraestruturas e da Habitação rejeitou esta quinta-feira as acusações deixadas na véspera pelo CEO da Ryanair de que o Governo estava a limitar o crescimento do aeroporto Humberto Delgado para proteger a TAP.
“Não apreciamos intimidação nem inverdades”, afirma Miguel Pinto Luz numa publicação no LinkedIn, onde se afirma que “Lisboa não está artificialmente limitada”.
“O Aeroporto Humberto Delgado ultrapassou 36 milhões de passageiros em 2025, acima do ‘limite’ que a própria Ryanair aponta. Não há bloqueio político, há uma infraestrutura urbana a operar no seu máximo”, refere a publicação, acrescentando que “há uma ação concreta — foi aprovado um plano de expansão que permitirá alcançar 40 a 45 milhões de passageiros“. O plano está a ser desenvolvido pela ANA, que em maior irá submeter à Agência Portuguesa do Ambiente o primeiro relatório de avaliação ambiental para o aumento do número de movimentos na Portela.
O Governo “está a proteger a TAP enquanto está a ser vendida e entretanto os portugueses, os cidadãos de Lisboa, estão a pagar tarifas mais elevadas”, afirmou o gestor da companhia aérea irlandesa durante uma conferência de imprensa esta quarta-feira em Lisboa. “A capacidade na Portela pode ser aumentada com uma caneta”, acrescentou.
O gestor da companhia aérea irlandesa voltou a insistir no Montijo, afirmando que seria possível construir na base aérea uma infraestrutura semelhante ao Terminal 2 da Portela para estar a operar em 2028. O ministério de Miguel Pinto luz é perentório: “o futuro está decidido e não passa pelo Montijo”. “O Montijo é uma base aérea militar e não avançou por razões ambientais e de ordenamento do território”.
Michael O’Leary disse também que a Ryanair vai mesmo deixar de voar para os Açores a partir do final de Março, culpando as taxas aeroportuárias elevadas e as taxas ambientais a que as companhias aéreas passaram a estar sujeitas na Europa.
O Ministério das Infraestruturas contrapõe que “nos Açores, a taxa de rota é a mais baixa da Europa e as taxas aeroportuárias mantêm-se competitivas. O resto é narrativa”.
“Portugal é um país aberto à concorrência e ao investimento, mas exige respeito, verdade e seriedade. Alguns vivem da polémica. A governação vive de factos, planeamento e resultados. Em Portugal, ficamos com a segunda”, termina a publicação.
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