Supervisor dos seguros está atento a companhias e à proteção de consumidores
O foco da supervisor está em perceber os custos para o setor e implicações nas garantias financeira e verificar se as práticas adotadas pelas seguradoras estão alinhadas com a proteção do consumidor.
A ASF, entidade de supervisão de seguros, “encontra-se a recolher informação relativa aos sinistros e aos montantes envolvidos na dupla vertente: perceber os custos para o setor e as suas implicações nas garantias financeiras e, simultaneamente, para verificar se as práticas adotadas pelas empresas de seguros estão alinhadas com a proteção dos consumidores”, disse a ECOseguros uma fonte da instituição.
A mesma fonte refere que “o setor tem respondido à altura das necessidades, agilizando os processos de peritagem e de pagamento de sinistros”, salientando que a ASF tem acompanhado, desde o primeiro momento, o plano de ação que as seguradoras estão a implementar no terreno para responder aos desafios colocados pela tempestade.
Para o supervisor a capacidade financeira das seguradoras não é preocupante. “Em termos financeiros, as empresas de seguros no mercado nacional enfrentam este evento num quadro de posições de solvência robustas, amplamente acima dos mínimos regulamentares”.
E do ponto do ponto de vista da liquidez, ou seja, da capacidade de dispor fundos imediatos para disponibilizar para pagamento de sinistros, a mesma fonte situa “este evento num contexto em que os riscos de liquidez se apresentam reduzidos e sob controlo, destacando-se, para esse efeito, a proporção de títulos financeiros de elevada liquidez nas carteiras de investimentos, bem como a adoção de resseguro como política de gestão de riscos de catástrofe natural – riscos complexos e passíveis de causar eventos de maior dimensão”, diz.
“A adoção do resseguro nos ramos que cobrem estes riscos é elevada, e tem sobretudo o intuito de mitigar os impactos de eventos de maior dimensão”, prossegue e, deste modo, “ameniza os impactos que as seguradoras no mercado nacional sofreriam caso não utilizassem esta medida de transferência de risco”, conclui.
Já em 2024, a ASF emitiu um conjunto de recomendações em caso de eventos extremos relacionados com riscos climáticos, tanto ao nível da gestão de riscos pelas empresas de seguros como dos procedimentos centrados no consumidor.
Entre estas recomendações está a disponibilização imediata de linhas de atendimento e de meios dedicados à regularização de sinistros, bem como a ativação de planos especiais de atuação pelas equipas de peritagem, “assegurando capacidade de resposta adequada à localização e dimensão do evento e conferindo-lhes poderes para agilizar procedimentos”.
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