2537 militares apoiam 41 concelhos portugueses
No total, foram 221 pessoas resgatadas, 677 refeições distribuídas, 1 860 camas disponibilizadas em 15 unidades militares, bem como capacidade de fornecimento de alimentação.
As Forças Armadas têm no terreno 2537 militares, 363 viaturas, 23 máquinas de engenharia, 66 botes, quatro semirrígidos e duas lanchas anfíbias de reabastecimento, espalhados por 41 concelhos. Os dados foram revelados em comunicado de fonte oficial das Forças Armadas, no balanço do apoio às populações afetadas pelo agravamento das condições meteorológicas, registado às 10h00.
As ações desenvolvidas incidem, prioritariamente, na relocalização de pessoas e bens, através de meios anfíbios, remoção de escombros e ações de limpeza, desobstrução de acessos, contenção de caudais, vigilância e reconhecimento aéreo das zonas afetadas, ações de proximidade junto das populações, realizadas entre os dias 28 de janeiro e 8 de fevereiro. “As Forças Armadas mantêm o seu compromisso permanente de apoio às populações, em estreita articulação com as autoridades civis, enquanto persistirem as necessidades decorrentes da situação meteorológica adversa”, segundo o mesmo comunicado.
No total, foram 221 pessoas resgatadas, 677 refeições distribuídas, 1 860 camas disponibilizadas em 15 unidades militares, bem como capacidade de fornecimento de alimentação. E mais de 78 habitações e edifícios públicos reparados, 1 430 pessoas apoiadas em alojamento e alimentação, mais de 82 equipamentos utilizados em apoio às populações e entidades locais (incluindo motosserras, gruas, contentores, monta-cargas, tendas, lonas e máquinas de engenharia), 773 ações de proximidade realizadas, 178 apoios de fornecimento de energia, com recurso a geradores e 119 ações de desobstrução e limpeza de vias rodoviárias concluídas, encontrando-se 66 ainda em curso e 10 133 sacos de areia utilizados nas barreiras de contenção.
Este domingo, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou que apesar do desagravamento meteorológico das últimas horas “a situação continua bastante crítica” em relação a risco de cheias, pela saturação de solos a albufeiras em níveis máximos.
No ‘briefing’ das 12:00 sobre o ponto de situação na prevenção e apoio às zonas e populações afetadas pelo mau tempo, na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras, o comandante nacional alertou para novo agravamento a partir do final da tarde de hoje e para a possibilidade de precipitação forte nos distritos litorais do continente até Aveiro, “que poderá ser para aviso amarelo em algumas zonas”.
A Proteção Civil regista até ao momento 11.213 ocorrências e mais de 1.272 deslocados, sobretudo devido a deslizamentos de terras, “a situação que mais desalojados está a criar”, sublinhou Mário Silvestre, que pediu especial atenção das populações a eventuais situações de risco.
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