Montenegro não quer mais eleições até 2029 e continua a contar com Chega no Parlamento

“Cooperação” é o que o primeiro-ministro promete e espera de Seguro em Belém. No Parlamento, apesar das ameaças de Ventura à governabilidade, tentará "a contribuição de todos", incluindo no Orçamento.

ECO Fast
  • O primeiro-ministro Luís Montenegro congratulou António José Seguro pela sua eleição como Presidente da República, destacando a importância da cooperação para a estabilidade política em Portugal.
  • Montenegro enfatizou que o novo ciclo de três anos e meio sem eleições permitirá a todos os órgãos de soberania trabalhar em conjunto, focando em áreas prioritárias como saúde e educação.
  • O primeiro-ministro acredita que a relação entre o Governo e a nova Presidência será construtiva, desvalorizando a influência da origem partidária de Seguro no seu mandato.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

O primeiro-ministro felicitou António José Seguro pela eleição como Presidente da República, garantindo “espírito de convergência” e que “cooperação será a nota dominante que garantirá a estabilidade política em Portugal” nos próximos anos. A partir da Casa das Artes, no Porto, Luís Montenegro salientou ainda como há um “período de três anos e meio sem eleições que se abre agora” e em que “todos os órgãos de soberania estão legitimados”.

“Garanti a António José Seguro, em nome do Governo, toda a disponibilidade para trabalharmos em prol do futuro de Portugal, com espírito de convergência para salvaguardarmos o interesse dos portugueses, com toda a cooperação e com o sentido de servimos o povo português de forma construtiva e positiva, cada um ao nível dos poderes que a Constituição lhes atribui. A cooperação será a nota dominante”, assegurou o chefe do Executivo.

Alegando que “o Governo foi a votos duas vezes em 14 meses”, numa referência às eleições legislativas das quais, na verdade, sai a composição da Assembleia da República, Luís Montenegro sublinhou que espera encontrar tanto na Presidência da República como no Parlamento “os parceiros para, com ambição e sentido de convergência e responsabilidade, executar o seu programa”. E até destacou as áreas prioritárias: saúde, educação, habitação, “garantias de mobilidade” e “fomento da economia”.

No Palácio de Belém estará a partir de março, e pela primeira vez nas últimas duas décadas, um chefe de Estado oriundo da esquerda. Porém, Montenegro respondeu que “não é a origem partidária dos percursos do Presidente da República que marcam o exercício do seu magistério e não será desta perspetiva que o Governo olhará para o mandato do novo Presidente da República”. “Estou certo, pelo que conheço de António José Seguro, que não será difícil estabelecermos uma relação de cooperação entre o Governo e a Presidência”, insistiu.

Já na relação com o Chega e com o PS na Assembleia da República, Luís Montenegro acha que vai continuar tudo igual, apesar de André Ventura reclamar agora o estatuto de novo líder da direita em Portugal.

“Contamos com o esforço e contribuição positiva de todos os partidos nela representados, em particular os que têm um nível de participação que pode desequilibrar as votações mais importantes, como o Orçamento do Estado (OE). Para um OE não passar, é preciso que os dois maiores partidos da oposição votem contra. O Governo tentará que isso não aconteça; se não for possível que os dois não votem contra, pelo menos que haja um que não o faça. É isso que continuaremos a fazer. Não haverá nada novo com esta eleição presidencial”, resumiu.

Questionado sobre a comparação entre os votos e a percentagem obtidos por André Ventura nas presidenciais e os registos que a AD teve nas últimas legislativas, o primeiro-ministro desvalorizou que “o Governo não [está] à espera de outra contagem que não a essencial, que é saber quem é o Presidente da República”. Acrescentou que houve “duas eleições legislativas inequívocas quanto à escolha do Governo e do programa que os portugueses querem ver executado”.

“Os portugueses não querem sequer que se estabeleça uma discussão sobre se o Governo é de esquerda ou é de direita. O Governo é de Portugal, o Governo é de todos os portugueses, o Governo é do país. Vencemos as eleições legislativas de forma inequívoca e nada disso esteve em apreciação nestas eleições presidenciais”, rematou Luís Montenegro.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Montenegro não quer mais eleições até 2029 e continua a contar com Chega no Parlamento

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião