Seahawks ‘vingam-se’ dos Patriots e conquistam 60.º Super Bowl
O maior evento da televisão norte-americana voltou a concentrar as atenções dos publicitários este domingo, naquele que é considerado o 'Santo Graal' da publicidade.
Os Seattle Seahawks ‘vingaram’ este domingo a derrota na final de 2014, conquistando o 60.º Super Bowl ante os New England Patriots (29-13), selando a segunda conquista da Liga de futebol americano (NFL) do seu palmarés.
Nos arredores de São Francisco, os Seahawks, que chegaram ao quarto e último período a vencer por 12-0, repetiram o sucesso de 2013 e ‘vingaram’ a final de 2014, nesse ano, contra os Patriots (28-24), que procuravam ser a primeira equipa a somar sete conquistas.
Com Sam Darnold aos comandos do ataque, a equipa de Seattle conseguiu ainda impedir os rivais de chegarem ao ‘hepta’ inédito, num jogo em que Kenneth Walker, o ‘running back’, foi um dos destaques na frente, com Jackson Smith-Njigba, o jogador ofensivo do ano na fase regular, coberto por uma grande exibição de Christian Gonzalez.
Mais do que um ‘show’ das principais estrelas, o jogo de domingo confirmou uma ‘frase feita’, habitual no futebol americano, a de que a defesa conquista campeonatos, com uma exibição de ‘gala’ da linha defensiva da formação de Seattle, cujo treinador, Mike Macdonald, chegou em 2024 para o primeiro cargo como técnico principal na NFL.
Devon Witherspoon, Derick Hall, Byron Murphy e Uchenna Nwosu, entre outros, com sete ‘sacks’ (fazer tombar o ‘quarterback’ com a bola), acabaram por impedir Drake Maye, o segundo ‘quarterback’ mais jovem de sempre a ser titular num Super Bowl, de mostrar o talento que o levou a ser segundo classificado na corrida ao MVP (melhor jogador da época regular), atrás apenas de Matthew Stafford.
Na verdade, foi num desses ‘sacks’ que Maye largou a bola, permitindo a recuperação de Seattle, que cinco jogadas depois marcava o primeiro touchdown da partida, apenas no quarto período.
A 13:24 minutos do final, Darnold, que entrou na Liga em 2018 mas foi considerado dispensável por várias equipas, encontrou o ‘rookie’ AJ Barner com um passe para a sua direita.
No entanto, em três jogadas e menos de um minuto de ‘bola corrida’, Drake Maye conseguiu um ’touchdown’ para os Patriots, com dois passes seguidos para Mack Hollins, o último para a zona pontuável, reduzindo o défice para 12 pontos.
Já dentro dos últimos nove minutos, e quando os Patriots ganhavam balanço, com o marcador em 19-7, Love intercetou um passe de Mayer e permitiu aos comandados de Mike Macdonald controlar a partida até final, marcando mais um pontapé de três pontos.
Essa conversão, de resto, permitiu ao ‘kicker’ Jason Myers bater o recorde de remates certeiros num Super Bowl, com cinco, tendo feito 15 dos 29 pontos — outro roubo de bola a Maye permitiu a Nwosu ‘fugir’ para novo touchdown.
Até final, o ’touchdown’ de Rhamondre Stevenson, uma das figuras da formação comandada por Mike Vrabel, pouco significou, e os Seahawks impediram qualquer recuperação milagrosa dos adversários para selar o segundo título.
Antes do decisivo quarto período, a defesa conhecida nos Estados Unidos como ‘Dark Side’ forçou o ‘punt’ dos Patriots em oito das nove primeiras posses de bola — a exceção foi quando Maye se ajoelhou, a segundos do intervalo, para terminar a primeira parte.
No intervalo, ‘brilhou’ o músico Bad Bunny, que trouxe ao LoFi Stadium uma celebração da cultura de Porto Rico, mas também uma mensagem de união para os continentes norte e sul-americanos, além de convidados como Ricky Martin e Lady Gaga — o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o espetáculo como “terrível” e “uma afronta ao povo norte-americano”.
Sem a ‘lenda’ Tom Brady, os Patriots regressaram ao Super Bowl mostrando não ter armas para contrariar o poderio dos Seahawks, e Drake Maye, numa exibição muito abaixo do que mostrou na fase regular, não conseguiu ser o mais jovem quarterback de sempre a ser campeão.
A equipa de New England, em que Mike Vrabel procurava somar nova conquista, agora como treinador, depois de três ‘anéis’ como ‘linebacker’, segue empatada com os Pittsburgh Steelers, com seis troféus Vince Lombardi, enquanto a formação de Seattle voltou a vencer na quarta aparição num Super Bowl — perdeu os jogos de 2005 e 2014, essa uma final ‘marcada’, perdida perto do fim.
Os Seahawks, com um ‘kicker’ que marcou mais pontos do que o adversário, mostraram paciência na partida, somando tentativas de três pontos bem sucedidas antes dos dois ’touchdowns’ no final, tiveram em Darnold um ‘quarterback’ que não entregou a bola uma única vez nos três jogos dos ‘play-offs’.
“É um sonho tornado realidade. Muita gente não chega tão longe na carreira, é uma bênção. Agradeço ao treinador e à equipa. Passámos por adversidades esta época, mas isso mostrou-nos quem éramos como equipa. Poder ganhar aqui é especial”, declarou Kenneth Walker.
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