Banco de Inglaterra corta taxas de juro em 25 pontos base para 4%

A reunião do Comité de Política Monetária foi, no entanto, animada, com cinco membros a votarem a favor do corte e quatro contra, isto numa segunda ronda de votações após uma primeira inconclusiva.

O Banco de Inglaterra (BoE) reduziu esta quinta-feira a taxa de juro diretora em 25 pontos base para 4,0%. A decisão era amplamente esperada por analistas e investidores mas foi renhida, com os Comité de Política Monetária divididos sobre o quinto corte em 12 meses e a obrigarem a uma inédita segunda ronda de votações.

Numa sondagem da Reuters publicada a 24 de julho, uma maioria de 83% dos economistas, 62 de 75, afirmou esperar mais dois cortes de 25 pontos base este ano – em agosto e novembro –, mantendo o ritmo de um corte por trimestre. Isso colocaria a taxa diretora em 3,75% no final do ano, e mais duas reduções são esperadas em 2026.

Cinco dos membros do Comité votaram a favor do corte e quatro contra, com a divisão a espelharem diferentes posições sobre como o banco central deve tentar controlar a inflação, que em setembro deverá atingir 4%, ou seja, precisamente o dobro da meta do BoE.

Essa nova projeção para a inflação resulta de uma revisão face aos anteriores 3,7%, com o banco central a afirmar que permanecerá atento ao risco de que o aumento dos preços — especialmente dos alimentos — impulsione acordos salariais e pressões de preços a longo prazo.

“De modo geral, o Comité considera que os riscos de alta em torno das pressões inflacionárias de médio prazo aumentaram ligeiramente desde maio“, admitiu, em comunicado.

O BoE afirmou ainda que espera que a inflação volte à meta de 2% apenas no segundo trimestre de 2027, três meses depois da previsão anterior.

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Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

“Abordagem gradual e cautelosa”

“Nesta reunião, o Comité votou a favor da redução da taxa para 4%, continua a ser adequada uma abordagem gradual e cautelosa à continuação da retirada das restrições da política monetária”, explicou o banco central liderado por Andrew Bailey.

“O calendário e o ritmo das futuras reduções da restritividade da política dependerão da medida em que as pressões desinflacionárias subjacentes continuarem a diminuir”, reiterou.

Em relação ao crescimento económico, o BoE disse que espera uma expansão de 0,3% no período de julho a setembro, acima dos 0,1% do segundo trimestre. As projeções de crescimento a longo prazo pouco mudaram em relação ao relatório de maio, com um crescimento anual de pouco mais de 1% nos próximos anos.

(Notícia atualizada às 13h18)

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Google garante que cliques de qualidade aumentam mesmo com IA no motor de pesquisa

  • Lusa
  • 7 Agosto 2025

Google garante que volume orgânico de cliques se manteve, mas que a média de cliques de qualidade (quando uma pessoa permanece em determina página durante um período de tempo considerável) cresceu.

A Google afirma que o número de cliques de qualidade aumentou no motor de busca, mesmo depois da implementação das funções de Inteligência Artificial (IA).

Nos últimos tempos, a empresa de tecnologia tem vindo a implementar funcionalidades de pesquisa no motor de busca, como os resumos de IA apresentados no início de uma pesquisa ou o modo de pesquisa com IA (AI Mode).

Ao oferecer uma resposta rápida, estas funções estão a reduzir a interação dos utilizadores, uma vez que estes não sentem a necessidade de aceder os sites para obter as informações que procuram.

Recentemente, um relatório do Pew Research Center analisou dados de 900 adultos americanos, concluindo que seis em cada dez entrevistados (58%) realizaram pelo menos uma pesquisa no Google que produziu um resumo gerado com IA.

Embora esta tendência abranja o ChatGPT e outras ferramentas semelhantes, a Google defendeu que a situação é oposta ao que é retratado nos relatórios, referindo que os modelos de IA impulsionaram as pesquisas.

Sem partilhar dados, a gigante da tecnologia garante que o volume orgânico de cliques se manteve em termos interanuais, mas que a média de cliques de qualidade (quando uma pessoa permanece em determina página durante um período de tempo considerável) cresceu.

Para justificar estes dados, a empresa explica que os utilizadores procuram uma resposta rápida e simples, que encontram nos resumos de IA, sendo que, se pretenderem aprofundar um tema podem aproveitam os links que esses resumos oferecem, motivo para o crescimento dos cliques de qualidade.

“Embora o tráfego geral para os sites seja relativamente estável, a web é extensa e as tendências dos utilizadores estão a desviar o tráfego para diferentes sites, o que resulta numa diminuição do tráfego em alguns sites e num aumento noutros”, lê-se num comunicado citado pela agência de notícias Europa Press.

A empresa afirma ainda que treinou os seus modelos de IA “para compreender profundamente a web e saber quando e como ligar aos sites mais relevantes”.

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Primeiro-ministro indiano disposto a “pagar o preço” por defender país contra tarifas dos EUA

  • Lusa e ECO
  • 7 Agosto 2025

"Não vamos comprometer os interesses dos nossos agricultores, do nosso setor dos laticínios, dos nossos pescadores", afirmou Narendra Modi, dizendo-se “pronto” para "pagar o preço pessoalmente”.

O primeiro-ministro indiano admitiu esta quinta-feira vir a “pagar pessoalmente o preço” da defesa dos agricultores do país face à decisão de Donald Trump de aumentar as sobretaxas aduaneiras sobre os produtos da Índia. “Não vamos comprometer os interesses dos nossos agricultores, do nosso setor dos laticínios, dos nossos pescadores“, afirmou Narendra Modi, num discurso proferido numa conferência em Nova Deli.

A declaração é vista como a primeira resposta pública de Modi à subida das tarifas aduaneiras decidida pelo Presidente dos Estados Unidos, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP). “Sei que vou ter de pagar o preço pessoalmente, mas estou pronto“, acrescentou, sem dar mais pormenores.

Washington anunciou na quarta-feira um aumento de 50% das sobretaxas aduaneiras sobre os produtos indianos importados, devido à compra de petróleo russo por Nova Deli. A venda de petróleo é uma fonte de receitas fundamental para a Rússia, que enfrenta sanções ocidentais desde que iniciou a guerra contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Para Nova Deli, um dos principais pontos de discórdia é a exigência de Washington de acesso ao vasto mercado agrícola e de laticínios da Índia. O Governo indiano está a tomar uma posição dura para defender o setor agrícola de mão-de-obra intensiva e para evitar perturbar os agricultores, um poderoso bloco eleitoral, segundo a AFP.

O Executivo está também preocupado com a possibilidade de a importação de produtos lácteos poder ofender as sensibilidades culturais e religiosas da maioria hindu da Índia, que venera as vacas como animais sagrados. A Índia recusou-se também a autorizar a importação de produtos geneticamente modificados.

Os Estados Unidos são o maior parceiro comercial da Índia, com Nova Deli a exportar 87,4 mil milhões de dólares (75,2 mil milhões de euros, ao câmbio atual) de mercadorias para o país.

As negociações entre a Índia e os Estados Unidos sobre as tarifas de Trump começaram sob auspícios promissores. Em fevereiro, Trump descreveu Modi como um “negociador muito mais duro” do que ele próprio e afirmou que existia uma “ligação especial” entre ambos.

As sucessivas administrações norte-americanas têm visto a Índia, a nação mais populosa do mundo e a quinta maior economia, como um parceiro fundamental com interesses comuns face ao poder da China. A Índia e a China são dois países rivais que há muito tempo lutam pela influência estratégica no sul da Ásia.

Os meios de comunicação social indianos noticiaram a possibilidade de Modi visitar a China no final de agosto, o que aconteceria pela primeira vez desde 2018, mas a informação não foi confirmada por nenhuma fonte oficial. Modi e o Presidente chinês, Xi Jinping, encontraram-se pela última vez na Rússia em outubro de 2024.

Índia anuncia visita de Putin

O Presidente russo vai visitar em breve a Índia, anunciou também esta quinta-feira o conselheiro para a segurança nacional indiano, Ajit Doval, numa altura de pressão norte-americana sobre os laços económicos entre Nova Deli e Moscovo.

Durante uma visita oficial a Moscovo, Doval disse que a viagem está planeada, embora ainda não tenham sido definidas datas, segundo a agência de notícias espanhola EFE. A agência russa Interfax noticiou que a visita poderá ter lugar no final de agosto. “Estamos muito entusiasmados e satisfeitos por saber da visita (…). Penso que as datas estão agora quase definidas”, afirmou o conselheiro indiano em Moscovo.

As receitas das vendas de petróleo e gás são fundamentais para a Rússia para manter o esforço de guerra na Ucrânia, que invadiu em fevereiro de 2022, face às sanções económicas ocidentais.

O Governo russo criticou as decisões de Trump como uma “tentativa grosseira de exercer pressão sobre um parceiro estratégico”. Para Moscovo, as medidas dos Estados Unidos procuram “punir a Índia por defender a sua autonomia energética” e não têm “qualquer relação real com a Ucrânia”.

A Índia, o terceiro maior importador de petróleo bruto do mundo, adotou uma posição neutra e pragmática na guerra da Ucrânia e passou de importar menos de 2% do petróleo da Rússia para mais de um terço. A Rússia passou a ser o principal fornecedor de petróleo da Índia, que aproveitou os descontos oferecidos por Moscovo como forma de manter receitas.

Putin não visita a Índia desde dezembro de 2021. A eventual visita poderá reforçar a aliança estratégica entre Moscovo e Nova Deli num momento de realinhamentos globais e de disputa geopolítica, segundo a EFE.

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Private equity são alavanca, mas IESBA pede atenção aos riscos

Há benefícios na aposta dos private equity em auditoria e contabilidade, que podem ajudar ao crescimento dos negócios. Mas o IESBA lança um alerta para riscos que devem ser acautelados.

O International Ethics Standards Board for Accountants (IESBA) vê a chegada do capital de risco ao negócio da auditoria e da contabilidade como uma alavanca para o crescimento, dando-lhe o “músculo” financeiro para o investimento em novas tecnologias. Os private equity trazem oportunidades, mas o organismo com sede em Nova Iorque também vê algumas ameaças. Lança mesmo um alerta para garantir que auditores e contabilistas continuam a servir o interesse público, não apenas o lucro.

“O investimento de private equity em empresas de contabilidade e auditoria aumentou significativamente ao longo dos últimos cinco anos”, refere o IESBA, salientando que estas empresas podem olhar para esta aposta “como uma fonte de capital atrativa para apoiar o crescimento do negócio, o investimento em tecnologia, os planos de sucessão, financiamento das reformas e reter talento”.

Por outro lado, “os fundos de private equity podem ver oportunidades para investir em empresas estáveis e lucrativas com potencial de crescimento, visando retornos consistentes e uma saída lucrativa no devido tempo”, aponta o organismo que é responsável por preparar e emitir standards éticos e de independência para auditores e contabilistas certificados.

O investimento destes fundos em empresas de contabilidade e auditoria pode, porém, representar alguns riscos na dimensão ética e de independência. “Embora o investimento dos private equity possa trazer um conjunto de benefícios para uma empresa, também pode introduzir uma série de mudanças no negócio e aumentar o potencial para conflito de interesses, colocar pressão indevida e [representar] outros desafios éticos”, refere o IESBA, frisando que, “não obstante os benefícios que poderá obter, a liderança da empresa deve estar especialmente consciente da sua responsabilidade principal de agir de acordo com o interesse público em todas as circunstâncias”.

Embora o investimento dos private equity possa trazer um conjunto de benefícios para uma empresa, também pode introduzir uma série de mudanças no negócio e aumentar o potencial para conflito de interesses, colocar pressão indevida e [representar] outros desafios éticos.

IESBA

As empresas que estejam a considerar a entrada de fundos de private equity devem “garantir que continuarão a cumprir, tanto na forma como na substância, todos os requisitos legais e regulatórios”, alerta ainda o organismo liderado por Gabriela Figueiredo Dias.

O IESBA refere também que, “embora o investimento dos private equity traga não só capital novo para o rápido crescimento do negócio de uma empresa, mas também alavancas estratégicas, além de know-how, também pode levar a mudanças na cultura da empresa”. Isto “porque os fundos têm frequentemente um horizonte de investimento específico, focado em maximizar as oportunidades de crescimento e em alcançar eficiências operacionais nas empresas do seu portefólio, de forma a satisfazer as expectativas de retorno dos seus investidores”.

A gestão das empresas deve, por isso, “estar consciente do potencial do investimento dos private equity para influenciar a cultura da sociedade através do papel estratégico que desempenham”, aponta a mesma entidade.

Em entrevista ao EContas, Gabriela Figueiredo Dias, presidente do IESBA, já tinha revelado que este alerta iria ser lançado, numa altura em que o interesse dos fundos de private equity em empresas de contabilidade e auditoria está a aumentar, não só lá fora como em Portugal. “Há determinados riscos que resultam deste tipo de investimento, relativamente aos quais o IESBA está não só atento, como vamos emitir um alerta”, disse a ex-presidente da CMVM.

“Há algumas oportunidades [que advêm desta aposta dos fundos nestas empresas], como oportunidades de crescimento e de investimento. Mas há alguns riscos, principalmente na dimensão ética e de independência. E são riscos relevantes”, salientou a presidente do IESBA, cujo mandato foi renovado no final do ano passado.

Gabriela Figueiredo Dias explicou que os “auditores estão obrigados a servir o interesse público”. Isto enquanto os “fundos de private equity, por definição – e não há aqui da minha parte nenhum juízo crítico – são entidades que estão destinadas a obter lucro rápido e a maximizar esse lucro”, disse. É, por isso, necessário alcançar um equilíbrio para que a natureza das empresas de contabilidade e de auditoria se mantenha.

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Famílias portuguesas sofrem maior recuo do rendimento real entre países da OCDE

Instituição internacional avança que o rendimento real das famílias 'per capita' baixou 4,5% em Portugal durante o primeiro trimestre do ano. É o maior recuo entre os países analisados.

As famílias portuguesas foram as que mais viram os seus rendimentos reais encolher nos primeiros três meses do ano, entre os vários países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira, em causa está um recuo de 4,5% explicado pelo enquadramento fiscal.

Portugal registou o maior decréscimo (-4,5%) do rendimento real das famílias per capita da OCDE, sobretudo devido à subida dos impostos a pagar, com o Produto Interno Bruto (PIB) per capita também a contrair (-0,6%). Esta subida nos impostos aconteceu depois de um decréscimo no trimestre anterior em resultado de mudanças no regime fiscal“, observa a organização, numa nota enviada esta quinta-feira às redações.

Rendimento real das famílias caiu 4,5% em Portugal

Fonte: OCDE

De notar que as taxas efetivas dos impostos (nomeadamente, do IRS) não têm sido agravadas em Portugal. Pelo contrário, até houve um alívio. Mas a receita fiscal tem subido, conforme já tinha escrito o ECO, por efeito, nomeadamente, do próprio aumento dos rendimentos.

Por outro lado, é de realçar que esta quebra trimestral do rendimento real das famílias portuguesas acontece depois de ter sido registado um reforço de 5,03% no último trimestre de 2024. E essa foi, na altura, subida mais elevada entre os países da OCDE.

Já em contraste com o registado em Portugal entre janeiro e março, no conjunto da OCDE, os primeiros três meses do ano foram sinónimos de um aumento de 0,1% do rendimento real das famílias per capita, desacelerando, ainda assim, face ao aumento verificado no trimestre anterior (0,6%).

Já entre os 20 países para os quais há dados disponíveis, dez registaram aumentos do rendimento real das famílias e os outros dez recuos.

No primeiro desses grupos, o Chile destaca-se, tendo registado o crescimento mais robusto do rendimento real das famílias per capita (3,1%), como mostra o gráfico acima. A explicar essa subida estão, aponta a OCDE, a redução da inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto per capita (0,5%).

Entre os países que saem melhor na fotografia, estão ainda a Hungria (com um aumento de 1,9% do rendimento real das famílias), a Bélgica (1,3%) e a Austrália (1,1%).

Já entre os dez países onde o rendimento real dos agregados recuou, além de Portugal, estão a Áustria (com uma descida de 2,1%), a Grécia (recuo de 1,9%) e a Chéquia (1,5%).

(Notícia atualizada às 12h17)

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Taxa Euribor sobe a três e a 12 meses e desce a seis meses

  • Lusa
  • 7 Agosto 2025

Esta quinta-feira, as taxas Euribor subiram a três meses para 2,003% e a 12 meses para 2,122%. No prazo de seis, desceu para 2,087%.

A taxa Euribor subiu esta quinta-feira a três e a 12 meses, no prazo mais curto para mais de 2%, e desceu a seis meses face a quarta-feira. Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,003%, manteve-se abaixo das taxas a seis (2,087%) e a 12 meses (2,122%).

  • A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou para 2,087%, menos 0,002 pontos do que na quarta-feira.
  • No prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou, ao ser fixada em 2,122%, mais 0,004 pontos.
  • A Euribor a três meses também subiu, para 2,003%, mais 0,019 pontos do que na véspera e depois de quatro sessões consecutivas abaixo de 2%.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a junho indicam que a Euribor a seis meses representava 37,74% do stock de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 32,28% e 25,58%, respetivamente.

Na última reunião de política monetária, em 24 de julho, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, como antecipado pelos mercados e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

Enquanto alguns analistas antecipam a manutenção das taxas diretoras pelo menos até ao final deste ano, outros preveem um novo corte, de 25 pontos base, em setembro. A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 10 e 11 de setembro em Frankfurt.

Em julho, as médias mensais da Euribor inverteram a tendência dos últimos meses e subiram ligeiramente nos dois prazos mais curtos, mas de forma mais acentuada a seis meses. A média da Euribor em julho subiu 0,002 pontos para 1,986% a três meses e 0,005 pontos para 2,055% a seis meses. Já a 12 meses, depois de se ter mantido em junho, a média da Euribor desceu ligeiramente em julho, designadamente 0,002 pontos para 2,079%.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da Zona Euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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Estado vai comparticipar tratamentos termais até 35% com limite de 110 euros

A partir de 1 de outubro, os utentes podem usufruir de consultas e técnicas de vapor, duche ou imersão subsidiadas até 35%. A prescrição é feita pelo SNS e tem a validade de um ano.

A partir de 1 de outubro, o Estado vai comparticipar tratamentos termais prescritos pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) até 35% com o limite de 110 euros por utente em cada ano civil, segundo uma portaria publicada esta quinta-feira em Diário da República.

O Governo estima gastar até um máximo de dois milhões de euros por ano com a comparticipação de tratamentos termais, que incluem consultas, técnicas de vapor, duche ou de imersão para patologias como artrite reumatoide, rinite, asma, psoríase, hipertensão arterial, anemia, vulvovaginites ou doenças do foro psiquiátrico.

“O valor da comparticipação do Estado é de 35% do preço dos tratamentos termais, com o limite de 110 euros por cada conjunto de tratamentos termais. […] Cada tratamento termal deve ter uma duração mínima de 12 dias e máxima de 21 dias“, estabelece o mesmo diploma, assinado pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e a ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

Os tratamentos termais comparticipados são prescritos por meios eletrónicos, preferencialmente em formato desmaterializado, através dos sistemas disponibilizados pela SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, EPE (SPMS, EPE). E a prescrição tem a validade de um ano.

“Compete à SPMS assegurar, no prazo máximo de 180 dias após a entrada em vigor da presente portaria, a adaptação dos sistemas de prescrição eletrónica e das plataformas de acesso utilizadas pelos estabelecimentos termais”, estabelece a portaria.

A Administração Central do Sistema de Saúde “acompanha a implementação do regime, assegurando a monitorização do número de utentes, tipologia de atos e técnicas termais e despesa faturada global e por unidade local de saúde prescritora”.

A comparticipação é “objeto de avaliação anual, no terceiro trimestre de cada ano, em condições a definir por despacho”, de acordo com a mesma portaria.

O diploma define o conjunto de atos e técnicas termais que podem ser comparticipados pelo Estado:

  • consulta médica/acompanhamento médico;
  • hidropinia;
  • técnicas de imersão;
  • técnicas de duche;
  • técnicas de vapor;
  • técnicas especiais (aparelho respiratório, outras técnicas);
  • técnicas complementares.
Patologias elegíveis para comparticipação do Estado

“O valor anual máximo de comparticipação do Estado no âmbito dos tratamentos termais abrangidos pela presente portaria é fixado em dois milhões de euros”, para o ano de 2025, de acordo com o diploma. Esse montante foi apurado tendo em conta a despesa “efetuada entre 1 de janeiro e 31 de maio ao abrigo das comparticipações do Estado no âmbito dos tratamentos termais”, esclarece o texto legal.

Em 2019, os tratamentos termais prescritos pelos centros de saúde voltaram a ser comparticipados pelo Estado. Há seis anos foi então retomado o financiamento dos tratamentos realizados nas termas, que tinha sido suspenso em 2011, primeiro ano do resgate financeiro perpetrado pela troika.

Inicialmente, arrancou como projeto-piloto que foi sendo sucessivamente prolongado até 2023. Até que nesse ano o Parlamento aprovou, por unanimidade, uma proposta do PS que fixou na letra de lei que os tratamentos termais prescritos nos centros de saúde voltariam a ser comparticipados pelo SNS a partir de 2024.

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Um em cada três voos sofre “perturbações” nos aeroportos portugueses. Lisboa e TAP encabeçam lista negra

No primeiro semestre apenas 67% das voos cumpriram o horário previsto. Mais de cinco milhões de pessoas viram os voos atrasos ou cancelados.

No primeiro semestre do ano, 33% dos voos sofreu algum tipo de perturbação. O aeroporto de Lisboa foi o que apresentou mais atrasos ou cancelamentos, de acordo com os números da AirHelp, organização especializada na defesa dos direitos dos passageiros aéreos.

Durante os primeiros seis meses do ano, quase 16 milhões de passageiros apanharam um
voo a partir de um aeroporto português e desse total mais de cinco milhões de pessoas sofreram perturbações nos voos.

Fonte: AirHelp

O Aeroporto de Faro foi aquele que registou um maior número de voos sem perturbações (82%), seguido do Aeroporto de Porto (76%). Por outro lado, o Aeroporto de Lisboa encontra-se no final da lista com apenas 59% de voos sem perturbações.

Das 5,3 milhões de pessoas com perturbação no voo, a empresa assinala que mais de 231 mil passageiros aéreos são elegíveis para receber uma indemnização por um atraso superior a três horas, cancelamento do voo ou perda de ligação causada pelo atraso de um voo anterior.

De acordo com a AirHelp, de janeiro a junho viajaram mais de quatro milhões e meio de passageiros pela TAP, tendo 40% sofrido alguma perturbação no seu voo. A Ryanair registou mais de três milhões de passageiros e uma taxa de perturbação de 28%. A EasyJet transportou mais de dois milhões de passageiros aéreos, sendo que 32% sofreu algum tipo de atraso ou cancelamento.

De acordo com o Regulamento CE 261/2004, que regula os voos de partida ou chegada na UE, cada passageiro tem direito a uma compensação até 600 euros em caso de voos com atrasos superiores a três horas à chegada ao destino, em caso de cancelamentos sem aviso prévio 14 dias antes da hora de partida ou em caso de recusa de embarque por parte da companhia por situações de overbooking.

No entanto, as alterações ao regulamento europeu sobre os direitos dos passageiros aéreos reduzem de forma significativa o universo de clientes das companhias que poderão pedir uma indemnização em caso de atraso do voo. Com as novas regras, 60% dos passageiros aéreos perdem direito a indemnização por atraso.

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Consultora tecnológica paga recompensa de mil euros a quem recomendar candidatos

HCCM Consulting paga recompensa se o candidato indicado for recrutado e permanecer, no mínimo, seis meses na empresa.

A HCCM Consulting, consultora tecnológica sediada em Lisboa, quer chegar ao fim do ano com 120 trabalhadores e está disponível para pagar uma compensação de mil euros a qualquer pessoa que recomende candidatos (que venham a ser recrutados e a permanecer na empresa).

“A HCCM Consulting acaba de lançar um programa de referências, que permite a qualquer pessoa, a partir de qualquer ponto do mundo, recomendar profissionais para integrar a equipa em Portugal“, anunciou a empresa portuguesa, numa nota enviada às redações.

A compensação depende, porém, de o candidato ser efetivamente escolhido para integrar a equipa e permanecer, no mínimo, seis meses na consultora.

Neste momento, esta consultora tem abertas vagas para posições de, nomeadamente, Oracle SOA-OSB Developer, XP Full Stack Java Developer e FullStack Developer, que “permitem trabalhar remotamente a partir de outro país, dependendo dos projetos em curso“.

“A HCCM tem ainda posições abertas para as restantes áreas de negócio em Portugal, com base nas tecnologias SAP, Outsystems, Mulesoft e Nintex”, acrescenta a empresa portuguesa.

“Continua a ser um desafio atrair talento em áreas muito técnicas do setor das TI. Acreditamos que as boas recomendações podem vir de qualquer lugar do mundo, e os programas de referência são uma forma de chegar ao melhor talento. Os candidatos que nos cheguem através destas recomendações irão integrar o mesmo processo de recrutamento, exatamente com os mesmos critérios das restantes candidaturas que recebemos diretamente dos candidatos”, sublinha Nuno Vasconcelos, diretor executivo da HCCM Consulting.

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Ferramentas contra desinformação do YouTube aplicadas de forma incoerente na Europa

  • Lusa
  • 7 Agosto 2025

O YouTube “parece aplicar os seus painéis informativos de forma desigual” na UE, sendo o inglês o único idioma capaz de ativar todos os mecanismos de luta contra a desinformação.

As ferramentas de combate à desinformação do YouTube são aplicadas de forma incoerente em toda a Europa, criando uma proteção desigual para os utilizadores que não falam inglês, concluiu um estudo da organização AI Forensics.

De acordo com o documento, o YouTube conta com várias medidas de combate à desinformação, como os painéis de contexto temático e os de informação que pretendem fornecer contexto para pesquisas sobre temas controversos, exibindo informação adicional proveniente de outras fontes de informação.

Neste sentido, através de um teste realizado nas 83 línguas suportadas pelo YouTube verificou-se uma “distribuição desigual de informações contextuais entre os idiomas“, resultando num apoio desigual aos utilizadores para avaliar a confiabilidade do conteúdo tendo em conta diferentes regiões.

No contexto da União Europeia (UE), a plataforma “parece aplicar os seus painéis informativos de forma desigual”, afirmam os investigadores, sendo que o inglês é o único idioma capaz de cumprir os requisitos para ativar todos os mecanismos de luta contra a desinformação.

Por exemplo, as notas contextuais relacionadas com o aborto aparecem apenas para utilizadores nos Estados Unidos, o que significa que, para determinados tópicos, o acesso a essa informação depende da localização física do utilizador e não das configurações de região e idioma selecionadas.

Além disso, o relatório sugere que o YouTube demonstra “uma atenção desproporcional aos idiomas ocidentais, enquanto negligencia grandes comunidades linguísticas em partes de África, sudeste Asiático e idiomas regionais, como o basco ou o galego”.

Apesar disso, a plataforma refere estar a trabalhar para disponibilizar todas as suas ferramentas de combate à desinformação em mais países e regiões.

O YouTube, detido pela Google, é signatário do código de boas práticas para a utilização de Inteligência Artificial (IA), um acordo voluntário que estabelece normas para que as empresas tecnológicas respeitem os conteúdos protegidos por direitos de autor e não forneçam informações discriminatórias ou contrárias aos direitos fundamentais.

A AI Forensics é uma organização europeia sem fins lucrativos que procura perceber a influência dos algoritmos, através de investigações técnicas independentes.

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Reforma das finanças locais empurrada para depois das autárquicas adia impacto para 2027

  • ECO
  • 7 Agosto 2025

Governo quer negociar a nova Lei das Finanças Locais com a ANMP que resultar das eleições autárquicas marcadas para 12 de outubro. Porém, a legislação só terá efeitos práticos a partir de 2027.

A crise política no início deste ano e a consequente realização de legislativas antecipadas em 18 de maio contribuíram para que o Governo não tenha dado continuidade ao dossiê da nova Lei das Finanças Locais. Segundo o Público (acesso pago), o Executivo pretende agora negociar a legislação com a próxima Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), ou seja, a que resultar das eleições autárquicas de 12 de outubro.

A expectativa do Governo era de que a nova lei pudesse figurar no Orçamento do Estado (OE) para 2026, mas, mesmo que esse cenário se concretize, os efeitos práticos só irão sentir-se em 2027 — isto é, com a aprovação da proposta orçamental para esse ano.

Por seu turno, a presidente da ANMP, entidade que queria a nova lei até agosto, lamenta mais um ano perdido na aprovação de uma legislação há muito exigida pelos autarcas. Lembrando que um dos grandes impactos que a legislação terá tem a ver com questões orçamentais e critérios de transferências, e que “a nova lei só terá eficácia plena quando tiver cabimentação de base num OE”, Luísa Salgueiro salienta que se “ficar pronta em abril do próximo ano, não haverá grandes diferenças nas transferências para os municípios”.

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Governo já tem carta da Azul em que pagamento das obrigações da TAP SGPS é assegurado

  • ECO
  • 7 Agosto 2025

O ministro Miguel Pinto Luz tinha dito que o Governo não encontrava a carta enviada pelo Executivo socialista à Azul em 2020. Entretanto, a companhia brasileira forneceu a missiva em causa.

A Azul entregou ao Ministério das Infraestruturas a carta enviada pelo então titular da pasta, Pedro Nuno Santos, em junho de 2020, em que o Governo de António Costa confirmava o pagamento das obrigações da TAP SGPS à empresa brasileira, após o atual Executivo ter afirmado que não tinha consigo nenhum documento que o comprovasse, avança esta quinta-feira o jornal Público (acesso pago).

Na carta, o ex-ministro socialista assegurava à administração da transportadora brasileira que “o Estado português apenas solicita que a Azul aceite eliminar das condições da emissão o direito à conversão, nada mais”. O acordo, segundo é defendido na comunicação, “não consubstanciará” uma “degradação do valor intrínseco das obrigações”. Ou seja, a Azul teria sempre direito ao reembolso do empréstimo em causa, de 90 milhões de euros, feito em 2016, acrescido dos respetivos juros (mais cerca de 90 milhões acumulados a pagar no final, em 2026).

A “segurança jurídica” que a Azul reclamou “apenas os tribunais lha poderão dar, como é próprio de um Estado de direito”, escrevia o Governo da altura no documento. Caso algo o justificasse, a empresa teria o mesmo tratamento que “quaisquer outros credores comuns” ou como “credora sénior”. Em nenhum momento é usada a palavra “suprimento”. Na altura, Pedro Nuno Santos dizia: só um “desfecho favorável evitará o recurso à nacionalização” da TAP.

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