Mota-Engil passa a controlar 100% de construtora no Brasil e vende concessão rodoviária no México

A construtora liderada por Carlos Mota Santos quer ficar com a outra metade da ECB, que pertence à família Rezende. Por outro lado, vendeu uma das três concessões no México por quase 14 milhões.

A Mota-Engil está em processo de compra da totalidade do capital da construtora brasileira Empresa Construtora Brasil (ECB), isto depois de no ano passado ter fechado a venda de uma das três concessões rodoviárias no México por cerca de 14 milhões de euros.

A construtora liderada por Carlos Mota Santos, que já detém 50% da sexta maior construtora brasileira, pretende ficar assim com a metade remanescente e que pertence à família Rezende, avança a Globo.

A ser bem-sucedida, esta aquisição da ECB retira os Rezende de cena e a cotada portuguesa fica com 100% deste negócio que fatura cerca de 250 milhões de euros e que se encontra logo atrás da OEC (antiga Odebrecht) e da Acciona em termos de quota de mercado no país.

Foi em novembro de 2012 que a subsidiária da Mota-Engil no Brasil adquiriu uma participação maioritária na ECB por 52,6 milhões de reais (19,4 milhões de euros) e acordou a injeção de parte desse valor na sociedade através de aumento de capital. O objetivo foi a expansão internacional – prevista no Plano Estratégico Ambição 2.0 – para acelerar o crescimento da empresa e aumentar o contributo do mercado brasileiro para o volume de negócios na América Latina.

A ECB opera no setor da construção, como infraestruturas rodoviárias, mineiras industriais e ferroviárias, manutenção urbana e saneamento, barragens, entre outras. Fundada em 1945, a ECB está sediada em Belo Horizonte e, ao longo das últimas décadas, foi responsável por obras como o Aeroporto de Londrina (Paraná), parte da Ferrovia Carajás, encomendada pela Vale no Pará.

Mais-valia de quase 10 milhões no México

Por outro lado, no relatório de contas referente ao ano passado, a Mota-Engil avança que realizou uma mais-valia no valor de 9,9 milhões de euros com a alienação da concessionária Tuxpan Tampico por 13,8 milhões de euros.

Em causa está a concessão por um prazo de 30 anos para a exploração da Autoestrada Tuxpan-Tampico, numa extensão de 106,6 quilómetros, que inclui 28 pontes e viadutos, no Estado de Vera Cruz.

A construtora nortenha, que no último exercício registou lucros recorde de 123 milhões de euros que dão azo à elaboração de um novo plano estratégico até 2030, recorda que em 2015 “celebrou com uma entidade mexicana um acordo conducente à alienação” desta empresa concessionária de autoestradas no México que estava na sua pose.

No âmbito desse acordo, concedeu uma opção de compra durante os 18 meses subsequentes à inauguração daquela via, com a contraparte a atribuir uma “opção de venda daquela participação exercível nos dois anos subsequente à data em que expire a sua opção de compra”.

No exercício findo em 31 de dezembro de 2022, a opção de compra atrás referida foi exercida pela contraparte, tendo a transação sido concluída no exercício de 2024”, lê-se no mesmo documento consultado pelo ECO.

No relatório de contas anterior, a Mota avançava com a previsão de que a venda das participações nas três concessões no México, por 151 milhões de euros, seria fechada no verão de 2024. No entanto, nada é reportado sobre o fecho dos outros dois negócios no país (Autopista Cardel-Poza Rica e APP Tamaulipas).

O ECO pediu esta manhã esclarecimentos e dados adicionais à Mota-Engil sobre estes negócios no Brasil e no México, mas não obteve qualquer resposta até à hora de publicação deste artigo.

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Só 1,35% dos contribuintes declararam rendimentos acima de 100 mil euros em 2023

  • Lusa
  • 1 Abril 2025

Em 2023, havia 74.647 agregados com rendimentos anuais entre os 100 mil e os 250 mil euros, a que se somam 6.410 agregados que auferiram um valor superior a 250 mil euros, num total 81.057.

O número de agregados familiares com rendimentos superiores a 100 mil euros brutos por ano totaliza 81.057, o que equivale a 1,35% dos que em 2024 entregaram declaração de IRS.

De acordo com as estatísticas do IRS de 2023 (cuja declaração foi entregue em 2024), agora divulgadas, havia naquele ano 74.647 agregados com rendimentos anuais entre os 100 mil e os 250 mil euros, a que se somam 6.410 agregados que auferiram um valor superior a 250 mil euros, num total 81.057.

Em ambos os patamares de rendimento se registou uma subida face ao ano anterior em que as pessoas no escalão entre 100 mil a 250 mil euros totalizavam 64.940 e as do patamar acima dos 250 mil euros eram 5.409. Juntos estes dois grupos de contribuintes correspondem a 1,35% do total de 6.005.665 que entregaram declaração de IRS.

Os dados relativos ao número de agregados por escalão de rendimento mostram que os grupos mais numerosos de contribuintes estão entre os que ganham entre 5 mil e 10 mil euros brutos por ano e entre os 10 mil e os 13.500 euros, patamares onde se encontram, respetivamente, 1.036.514 e 1.112.802 agregados.

Antes destes valores há ainda um grupo de 690.372 que reportaram rendimentos inferiores a 5 mil euros brutos anuais, com este número a refletir uma subida de 1,48% face ao ano imediatamente anterior. De acordo com as estatísticas da AT, em 2023 registou-se uma descida de 15,88% no número de agregados com rendimentos entre os 5 mil e os 10 mil euros anuais, por comparação com os 1.232.199 contribuintes que se enquadravam neste patamar um ano antes.

Esta descida poderá ser devida à subida do salário mínimo nacional que em 2023 foi fixado nos 760 euros, fazendo com que o valor bruto anual avançasse para os 10.640 euros. A subida do SMN ajuda, por ouro lado, a explicar o acréscimo de 12,96% observado no universo dos que reportaram rendimentos entre os 10 mil e os 13.500 euros brutos anuais.

Despesa com regime fiscal do residente não habitual aumentou 25% em 2023

A despesa fiscal associada ao regime do residente não habitual ascendeu a 1.516 milhões de euros em 2023, subindo 25% face ao ano anterior, e representando 58,4% da despesa fiscal do IRS. Estes dados constam das estatísticas do IRS relativas aos rendimentos auferidos em 2023 e cuja declaração foi entregue no ano passado, tendo agora sido divulgadas pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).

No total, a despesa fiscal em IRS ascendeu a 2.598 milhões de euros, tendo subido 19,46% face ao ano imediatamente anterior, cabendo neste valor global (além do montante atribuído ao RNH) uma variedade de situações e deduções como a que é conferida por via do IVA das faturas na restauração, oficinas, cabeleireiro e transportes públicos, que em 2023 ascendeu a 115 milhões de euros (contra 101 milhões de euros um ano antes).

A isenção parcial de IRS conferida através do IRS Jovem (no modelo então em vigor e que é distinto do atual) também está aqui contabilizada, com a despesa fiscal associada a este regime a totalizar 77 milhões de euros, o que traduz uma subida de 153% face aos 30,4 milhões de euros registados um ano antes.

Criado em 2009 e alterado em 212, o regime do RNH confere a possibilidade de quem não foi residente fiscal em Portugal nos cinco anos anteriores, beneficiar durante 10 anos de uma taxa de IRS de 20% sobre rendimentos de trabalho (se provenientes de profissões consideradas de elevado valor acrescentado).

O Orçamento do Estado para 2024 (OE2024) extinguiu este regime, mas a despesa fiscal deverá continuar a ser contabilizada uma vez que há pessoas que beneficiam do RNH que não esgotaram ainda os 10 anos de prazo.

Os dados agora disponibilizados mostram ainda que no reporte dos rendimentos de 2023, 3.578.173 agregados familiares reportaram despesas de saúde, universo apenas ultrapassado pelos 4.380.674 que apresentaram despesas e deduziram ao seu IRS as chamadas despesas gerais familiares.

Em ambos os casos se registou um aumento face ao ano anterior de, respetivamente, 2,72% e 1,84% – invertendo a queda observada entre 2021 e 2022. Em valor, as deduções com despesas de saúde ascenderam a 619 milhões de euros (subindo 7,51%) e as despesas gerais familiares totalizaram 1.430 milhões de euros (mais 1,80%).

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Montenegro diz ser alvo de “flagrante e inconcebível campanha de desinformação”

  • ECO
  • 1 Abril 2025

O primeiro-ministro critica "campanha de desinformação e manipulação de factos" sobre o parecer em Espinho que fez enquanto advogado.

Luís Montenegro classifica, esta terça-feira em comunicado, de “flagrante e inconcebível campanha de desinformação e manipulação de factos” as notícias e declarações políticas sobre o parecer que fez para câmara de Espinho quando era advogado da autarquia.

Em cinco pontos, o primeiro-ministro esclarece que o parecer “dirime uma questão jurídica simples”, que “não beneficia ninguém” e “exime-se expressamente a invadir questões técnicas de engenharia”. De acordo com o Expresso, o Ministério Público está a investigar uma obra pública adjudicada pela Câmara Municipal de Espinho, o ReCaFe, que incluiu a construção de um parque de estacionamento subterrâneo de 400 lugares no centro da cidade.

Entre os visados do caso está o empreiteiro de Barcelos, Alexandre Barbosa Borges, e a antiga sociedade de advogados de Luís Montenegro, SP&M, da qual este era sócio antes de ser líder do PSD. Em causa está a requalificação do canal ferroviário de Espinho, que foi lançada pelo autarca do PSD Joaquim Pinto Moreira (no cargo de 2009 a 2021) e que é arguido na Operação Vórtex, acusado de corrupção passiva agravada, tráfico de influências e violação das regras urbanísticas

O projeto foi adjudicado – tendo sido o único a ser admitido no concurso porque apresentava o valor baixo de custo de referência – em abril de 2017 por 12,4 milhões de euros, mas a obra arrisca-se a derrapar 73,2% face ao valor inicial previsto, cerca de mais nove milhões de euros. O empreiteiro de Barcelos ofereceu uma proposta 7 mil euros mais baixa do que o preço-base, enquanto as outras propostas estavam 25,3% a 40,5% acima.

O então escritório de Luís Montenegro produziu vários pareceres jurídicos, a pedido da Câmara, para resolver os diferendos entre a equipa de fiscalização da obra da edilidade e a ABB, empresa de Barbosa Borges.

Alguns desses pareceres terão sido favoráveis aos interesses do empreiteiro. Um dos pareceres, de 14 de maio de 2020, foi assinado pelo primeiro-ministro, que esta terça-feira o torna público no comunicado (leia abaixo).

Montenegro reitera que o autor deste parecer “não foi individual”, ainda que tivesse a sua assinatura, mas da “Sociedade de Advogados”. O primeiro-ministro indica ainda que o “Tribunal de Contas auditou o procedimento e arquivou o processo”, depois de realizar “diligências probatórias” e não terem sido “obtidos indícios de prática de qualquer infração”.

O inquérito-crime teve origem numa denúncia anónima entregue em janeiro de 2023 na Procuradoria-Geral da Republica e no DIAP Regional do Porto, três dias depois de Pinto Moreira ter sido detido.

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Leiria apela ao Governo para elevar o Politécnico a universidade

  • Lusa
  • 1 Abril 2025

Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria quer concretizar a ambição "justa e legítima" de transformar o Politécnico de Leiria em universidade.

O presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) e autarca de Leiria apelou nesta terça-feira ao ministro da Educação, Ciência e Inovação para que ajude a concretizar a ambição “justa e legítima” de transformar o Politécnico de Leiria em universidade.

“A região de Leiria está pronta, a instituição está preparada, os agentes políticos, empresariais e sociais estão unidos. Investir numa universidade aqui é uma decisão estratégica. As regiões com universidades fortes são mais coesas, mais inovadoras, mais competitivas”, disse o presidente da CIMRL, Gonçalo Lopes, dirigindo-se ao ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, que esteve nesta terça-feira presente em Leiria para a apresentação do estudo da Estrutura de Missão do Politécnico de Leiria.

Segundo o autarca, “Leiria já é uma das regiões com maior peso industrial e com melhor performance exportadora”.

“Com uma universidade, esse contributo será exponenciado. A região de Leiria merece evoluir para a dimensão universitária. É uma questão de coesão territorial e de visão nacional. Somos uma das poucas regiões e capitais de distrito sem universidade”, frisou o também presidente da Câmara de Leiria.

Gonçalo Lopes destacou os centros de investigação reconhecidos e projetos de vanguarda, assim como o “tecido económico inovador e com forte vocação internacional”.

Além disso, a comunidade já funciona como verdadeira cidade universitária: “O Politécnico de Leiria já demonstrou amplamente essa capacidade”, sendo “reconhecido nos ‘rankings’ internacionais mais prestigiados”.

Com uma oferta formativa “robusta, com mais de 14.000 estudantes e uma forte dimensão internacional”, o Politécnico de Leiria “desenvolve investigação de excelência, com centros ativos em diversos domínios”, disse Gonçalo Lopes, não esquecendo a “forte ligação às empresas e uma aposta clara na qualificação dos recursos humanos como motor de desenvolvimento regional”.

“Os municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria assumem com firmeza esta convicção: a criação da universidade pública de Leiria é hoje uma prioridade estratégica da região. Entendemos que estão reunidas todas as condições para entrar num novo ciclo, com uma universidade de pleno direito, sediada em Leiria, com expressão nacional e vocação internacional”, reforçou.

Numa nota de imprensa, a CIMRL acrescentou que o Politécnico de Leiria é colíder da universidade europeia Regional University Network (RUN-EU), possui atualmente um programa doutoral em Fabrico Digital Direto para as Indústrias dos Polímeros e Moldes, lecionado em associação com a Universidade do Minho, estando igualmente em funcionamento o doutoramento em Criação Artística, realizado em associação com a Universidade de Aveiro e o Politécnico do Porto. Foi também aprovado o doutoramento internacional em Engenharia da Digitalização, que será promovido conjuntamente com a Technological University of the Shannon (Irlanda) e com o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), “sendo o primeiro doutoramento cujo grau será diretamente outorgado pelo Politécnico de Leiria, desencadeando assim mais um passo para a transformação da instituição em universidade”.

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Conselho de Redação do Correio da Manhã e CMTV renuncia por desinteresse dos jornalistas

  • Lusa
  • 1 Abril 2025

O Conselho de Redação aponta que em 17 meses de funções foi "formalmente interpelado por escrito por jornalistas do CM/CMTV" apenas por duas vezes, ambas sobre assuntos fora das suas das competências.

Os membros eleitos do Conselho de Redação (CR) do Correio da Manhã/CMTV renunciaram coletivamente aos cargos para os quais foram eleitos em novembro de 2023, lamentando o “desinteresse dos jornalistas” nos assuntos que lhes dizem respeito.

“A decisão de renúncia depois de cinco meses em que os membros eleitos se mantiveram em funções na esperança de que a redação se mobilizasse justifica-se com a utilidade para o CM/CMTV de um novo Conselho de Redação, devidamente legitimado por eleições”, justifica o órgão, em comunicado datado de 31 de março a que a Lusa teve hoje acesso.

Os membros eleitos do CR “que agora renunciam não podem deixar de lamentar o desinteresse dos jornalistas de todas as plataformas do universo CM/CMTV nos assuntos que lhes dizem respeito particular e coletivo“, refere o órgão.

O CR exemplifica com o facto de “em 17 meses de funções o Conselho de Redação apenas” ter sido “por duas vezes formalmente interpelado por escrito por jornalistas do CM/CMTV (em ambos os casos situações que foram encaminhadas para os delegados sindicais por se tratarem de assuntos fora das suas das competências)”.

Os membros que renunciam agora “agradecem a permanente disponibilidade do diretor Carlos Rodrigues em reunir e agradecem ainda aos jornalistas do CM/CMTV, esperando que procurem organizar-se o quanto antes para a eleição de um novo Conselho de Redação, ao qual deem a maior confiança e solidariedade na prossecução dos objetivos“.

Em jeito de balanço, os membros eleitos salientam que durante 17 meses reuniram-se em “mais de duas dezenas de ocasiões com o diretor do CM/CMTV, Carlos Rodrigues, ao qual apresentaram dúvidas e propostas e manifestaram preocupações em relação a assuntos de grande relevância para os jornalistas e redação”, entre os quais processo de avaliação, correção de erros e incorreções que subsistem na informação passada pelo CM e pela CMTV e reforço, com qualidade, das equipas editoriais, entre outros pontos.

Ao mesmo diretor e aos jornalistas do CM/CMTV foram sempre disponibilizadas as funções do Conselho de Redação” como dar pareceres ao diretor, que não são vinculativos, quando necessário e quando for solicitado, cooperar com o diretor e direção na definição das linhas de orientação do jornal e pronunciar-se, com voto deliberativo, sobre todos os setores da vida e da orgânica do jornal relativas ao exercício da atividade profissional dos jornalistas, lê-se no comunicado.

Inclui ainda pronunciar-se acerca da admissão, sanções disciplinares e despedimentos de jornalistas profissionais, analisar todas as questões do seu âmbito que lhe sejam apresentadas por qualquer jornalista do CM/CMTV e pronunciar-se sobre elas e cooperar com os delegados sindicais, salvaguardadas as atribuições específicas desse órgão.

A cooperação foi a possível dentro da informação que foi sendo disponibilizada, maioritariamente a pedido do Conselho de Redação e sempre comunicada aos jornalistas através de comunicados por email e afixados no quadro existente para esse efeito na redação”, adianta o CR.

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Nova rede de autocarros estreia-se em Famalicão, Santo Tirso e Trofa

  • Lusa
  • 1 Abril 2025

O arranque da Mobiave implica que tanto na Área Metropolitana do Porto como na Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave existam duas redes de transportes: a Unir e a Ave Mobilidade.

A nova rede de autocarros Mobiave arrancou oficialmente nesta terça-feira em Vila Nova de Famalicão, Trofa e Santo Tirso, depois de três dias gratuitos. “A nova operação traz um reforço de oferta relativamente à anterior e vai ter 90 linhas, servidas por cerca de 110 autocarros conduzidos por 180 motoristas e aproximadamente 2.700 paragens”, de acordo com a Transdev Portugal, que irá operar a concessão de 76,3 milhões de euros durante sete anos.

Segundo a empresa, estará também disponível ao público informação em tempo real, através de “um ‘website’ e uma aplicação móvel onde todos podem aceder a mapas interativos, aos percursos das linhas, à localização das paragens e à localização dos autocarros em tempo real, facilitando a consulta de horários e percursos disponíveis”.

“Vai funcionar muito bem desde o início. A realidade da informação digitalizada e em tempo real é algo que nós chamamos de tecnológico, mas é um tecnológico que já tem alguns anos, não estamos a fazer nada que não seja aquilo que as pessoas esperam hoje em dia”, disse aos jornalistas o presidente executivo da Transdev para Portugal e Espanha, Sérgio Soares, após uma cerimónia de apresentação na quarta-feira, no núcleo do Museu Nacional Ferroviário de Lousado, em Famalicão.

Haverá tanto passes municipais (30 euros) como gerais (40 euros), bem como a “integração do sistema Andante na extensão das linhas partilhadas entre Trofa e Famalicão e entre Santo Tirso e Famalicão”.

O arranque da Mobiave implica que tanto na Área Metropolitana do Porto como na Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave existam duas redes de transportes: a Unir e a Ave Mobilidade, respetivamente, que também atuam na Trofa, Santo Tirso (distrito do Porto) e Famalicão (Braga), embora com abrangências geográficas diferentes.

O presidente da Transportes Metropolitanos do Porto (TMP), Marco Martins, e vários especialistas do setor criticaram, na quinta-feira, a criação da Mobiave, por representar mais uma autoridade de transportes em territórios onde já existiam.

“Ainda ontem [26 de março] foi – com toda a legitimidade, mas com razões históricas que hoje não aconteceriam – lançada a Mobiave. Não justifica. Se cada CIM [Comunidade Intermunicipal] ou se cada Área Metropolitana tem a sua operação estabilizada, tem que ser capaz, nas zonas fronteiriças, de criar dinâmicas”, considerou Marco Martins.

O professor universitário e presidente da consultora Trenmo Álvaro Costa também abordou a questão da Mobiave, falando em “situações em que a não integração das redes vai fazer com que os problemas se vão mantendo no tempo”.

Tiago Ferreira, da CIM do Cávado, criticou o facto de “ter sido dado um poder discricionário para as autoridades de transporte se organizarem como quisessem” por todo o país, e, numa referência indireta à Mobiave, contestou a existência de autoridades de transportes que abrangem “metade de um município”.

Os autarcas dos três municípios abrangidos defenderam a pertinência da criação da Mobiave.

“Não havia nenhuma garantia, nem por parte da Área Metropolitana do Porto que, como é sabido, tem muitos problemas na sua rede que ainda não estão resolvidos, há muitos anos, e da própria CIM do Ave, que é uma rede um pouco minimalista”, considerou em 26 de março o presidente da Câmara de Famalicão, Mário Passos.

Já o presidente da Câmara da Trofa, António Azevedo, disse que a Mobiave “nasceu porque a Unir, em termos de concelho da Trofa, não tinha linhas nalgumas zonas que eram muito importantes”.

Alberto Costa, presidente da Câmara de Santo Tirso, considerou que os sete anos de concessão “vão decidir” se o modelo da Mobiave é o adequado, aguardando para ver “como vai correr” a concessão” e “como vai correr a concessão da Unir”.

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Como as marcas aproveitaram o dia 1 de abril para mentir nas redes sociais

Descubra como as marcas aproveitaram o único dia do ano em que é "legítimo" mentir para comunicar e interagir com os consumidores.

O primeiro dia do mês de abril é o único em que é “permitido” às marcas mentir. Muitas não deixam escapar a oportunidade, aproveitando para comunicar nas redes sociais, tentando arrancar sorrisos e ganhar mais visibilidade. A maioria dos internautas já estará de sobreaviso, alinhando na brincadeira e “rindo” em conjunto com a marca, mas há sempre alguns mais distraídos que acabam enganados, questionando as marcas nos comentários.

Certo é que o Dia das Mentiras é certamente uma oportunidade para as marcas poderem pregar uma partida sem ninguém levar a mal, interagir com os consumidores e, quem sabe, testar a recetividade a eventuais novos produtos ou serviços.

Algumas marcas, como a Ikea, Staples, Dr. Bayard ou Penha Rebuçados conjugaram o Dia das Mentiras com o fenómeno de popularidade do chocolate do Dubai para comunicarem o lançamento de (supostos) novos produtos inspirados no chocolate com recheio de pistácio.

 

O Banco Best partilhou algumas “mentirinhas financeiras” que afastam os clientes dos seus objetivos, deixando alguns conselhos. “Não perca mais tempo, nem se engane mais, coloque já hoje o seu dinheiro a trabalhar para si com a ajuda do Best”, escreve a marca.

A Control, como já vem sendo seu apanágio, apostou numa publicação pautada pelo humor. Por seu lado, a Betclic “hipnotizou” os internautas para estes não pedirem apostas grátis. “Estão sobre o novo controlo!”, diz a marca na descrição da publicação acrescentando que essa é “a maior mentira de sempre”.

A Nicola optou por uma publicação discreta, com a foto de um café da sua marca acompanhado pela frase “há melhores…”. “…e hoje é Dia das Mentiras!”, acrescenta, para não deixar margem para dúvidas.

Já o E.Leclerc avançou com uma “novidade”, afirmando que “é o primeiro hipermercado a contar com assistentes humanoides nas caixas” e dando a conhecer o “Nico”. “Sim, leu bem — já pode ser atendido por um robô simpático e eficiente enquanto faz as suas compras do dia a dia. Mais rapidez, mais tecnologia, mais futuro!”, escreve a retalhista de origem francesa.

A VisitAlgarve, entidade de promoção turística da região algarvia, “anunciou” também o lançamento do “primeiro elétrico de praia do mundo”. “Adeus pés na areia, olá passeios panorâmicos pela costa! Quem vai ser o primeiro a subir a bordo?”, questiona nas redes sociais.

A criatividade no Dia das Mentiras também chegou ao mundo desportivo. O Sport Clube União Torreense, por exemplo, anunciou que a cantora norte-americana Taylor Swift confirmou uma atuação em Torres Vedras no âmbito da celebração de 108 anos do clube.

Entre as entidades institucionais, também a GNR aproveitaram o Dia das Mentiras para comunicar. Embora em anos anteriores tenham apostado numa abordagem mais virada para a sensibilização, ambas as entidades enveredaram desta vez por uma vertente humorística.

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‘ChatGPT português’ Amália só disponível ao público no final de junho de 2026

A versão beta do LLM português está apenas disponível aos centros de investigação que o estão a desenvolver. 

O ChatGPT português Amália só estará disponível ao grande público no final do primeiro semestre do próximo ano, diz fonte oficial do Ministério da Juventude e Modernização e do Ministério da Educação, Ciência e Inovação ao ECO. A versão beta está apenas disponível aos centros de investigação que o estão a desenvolver.

A conclusão da fase beta do primeiro Modelo de Linguagem em Grande Escala (LLM, na sigla em inglês) de Portugal, o Amália, anunciado por Luís Montenegro durante a Web Summit, tinha sido apontada para o final do primeiro trimestre deste ano.

“A versão beta do modelo não estará acessível ao público em geral, sendo disponibilizada apenas aos Centros de Investigação que integram o consórcio responsável pelo seu desenvolvimento”, clarifica a mesma fonte do Governo.

O treino e desenvolvimento técnico está a cargo de “um consórcio liderado pelos centros de investigação Nova LINCS da Universidade Nova de Lisboa, Instituto de Telecomunicações e Instituto Superior Técnico, e integrará outros centros de investigação nacionais com reconhecido mérito no âmbito da Inteligência Artificial”, informou o Governo em comunicado.

E, de “forma a tornar o modelo o mais robusto possível e permitir aproveitar sinergias com conhecimento desenvolvido por outros centros de investigação e iniciar o processo de treino do Amália com dados de domínios específicos (e.g. Media, Ciência e Educação)”, a Fundação de Ciência e Tecnologia “celebrou um contrato com a Universidade Nova de Lisboa e com o Instituto Superior Técnico, bem como com a Universidade de Coimbra, Universidade do Porto e Universidade do Minho”.

Mais, este “projeto é concretizado em articulação com centros de investigação nacionais, tais como o NOVA LINCS, o IT, o INESC-ID, o INESC-TEC, o CISUC e o ALGORITMI, envolvendo adicionalmente investigadores da Universidade da Beira Interior e Universidade de Évora”.

Financiado com 5,5 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resilência (PRR), o Amália tinha uma plano de desenvolvimento faseado a 18 meses, com a fase final (intermodal) — “capaz de interpretar diversos formatos de dados”, como texto, imagem e vídeo — prevista para o segundo trimestre de 2026.

Só nessa altura, o Amália ficará assim disponível para o grande público. “A versão final (versão multimodal) será disponibilizada em formato open source e gratuito no final do projeto, previsto para o final do primeiro semestre de 2026, conforme anunciado no comunicado de novembro de 2024″, diz o Governo.

“Assim, pretende-se não só a disponibilização do modelo em open source para que possa ser utilizado para o desenvolvimento de aplicações pela sociedade civil (e.g. empresas, centros de investigação), mas também será utilizado pela Administração Pública para desenvolver aplicações que utilizem a Inteligência Artificial Generativa”, diz a mesma fonte ao ECO.

“Na esfera da Administração Pública, o objetivo será utilizar o modelo para o desenvolvimento destas aplicações específicas e disponibilizá-las para utilização pelos cidadãos. São exemplos destas aplicações um tutor educativo ou a assistente virtual do gov.pt”, destaca ainda.

Mas, em novembro, na mesma altura em que foi conhecido o montante alocado ao projeto via PRR, o Executivo referia que “todas as versões desenvolvidas [seriam] disponibilizadas de forma gratuita e em opensource, para que seja utilizado por todos, incluindo Academia, centros de investigação, entidades públicas, empresas e cidadãos”.

O Amália era uma das primeiras peças a serem conhecidas da Agenda Nacional para a Inteligência Artificial, cuja data de apresentação, que chegou a estar prevista para o final do primeiro trimestre, foi adiada com a queda do Governo.

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MetLife faz rebranding da rede de agências

  • ECO Seguros
  • 1 Abril 2025

"A nova identidade visual da rede de agentes exclusivos reflete um design mais moderno e apelativo, garantindo uma comunicação clara dos benefícios" dos seguros, diz representante da seguradora.

A MetLife concluiu o rebranding da sua rede de agências em Portugal alinhado com o conceito das campanhas lançadas há dois anos “Diga que sim”. O objetivo da mudança é de “uniformizar a identidade visual da marca em todas as nove lojas” para consolidar a imagem e posicionamento “junto dos clientes”.

 

A campanha utilizada para o rebranding foi desenhada para encorajar “os portugueses a abraçarem novas experiências com a confiança de contar com a proteção” dos seus seguros, anuncia a seguradora em comunicado.

“A nova identidade visual da rede de agentes exclusivos reflete um design mais moderno e apelativo, garantindo uma comunicação clara dos benefícios dos nossos Seguros de Vida e de Acidentes Pessoais”, afirma Ana Araújo, diretora de distribuição Face-to-Face em Portugal.

Entre os painéis posicionados nas vitrinas das lojas há aqueles que incentivam os transeuntes a fazer um seguro de viagem e outros convidam a contratualizar num seguro para a casa. As imagens que acompanham o caminho até às portas das lojas começam sempre com o lançamento de uma proposta cuja resposta é o mote da campanha, por exemplo: “‘E se este ano formos fazer uma viagem pela Europa?’ Diga que sim”.

Ao mesmo tempo que reformula a marca, a MetLife está a reforçar a sua rede de agentes exclusivos através de um novo processo de recrutamento – a seguradora quer certificar 125 novos agentes ao longo deste ano.

Os agentes exclusivos MetLife desempenham um papel essencial como embaixadores da marca e este investimento estratégico reforça o nosso compromisso com o seu crescimento”, rematou a responsável. Nesse sentido, um dos painéis fixados na montra convidam profissionais da área comercial a “Dizer que sim” a uma carreira na MetLife.

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Consumo de eletricidade atinge nível mais alto de sempre em Portugal

O consumo de gás no país, pelo contrário, tem vindo a decrescer.

O consumo de energia elétrica nos primeiros três meses de 2025 foi o mais elevado de sempre, tendo sido consumidos 14,1 terawatts-hora, indica a REN, num comunicado enviado à imprensa.

A fasquia atingida até março supera os 13,9 TWh registados no primeiro trimestre de 2010, até agora o recorde. Face ao mesmo período do ano passado, regista-se um aumento de 1,9%, com correção da temperatura e dias úteis. Em março o consumo de energia elétrica registou um crescimento homólogo de 1,4%.

No primeiro trimestre, o índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 1,42, o de produtibilidade eólica em 1,03 e o de produtibilidade solar em 0,78, face a médias históricas de 1.

No mesmo trimestre, a produção renovável abasteceu 81% do consumo de eletricidade, com a componente hidroelétrica a representar 39%, a eólica 29%, a fotovoltaica 7% e a biomassa 5%. A produção a gás natural forneceu apenas 12% do consumo, enquanto o saldo de trocas com estrangeiro abasteceu os restantes 7%.

Consumo de gás cai

No final do trimestre, o consumo acumulado anual de gás regista uma descida marginal de 0,2%, resultado do crescimento de 20% no segmento de produção de energia elétrica, embora se mantenha com valores muito reduzidos, e de uma contração de 5,7% no segmento convencional, que abrange os restantes consumidores.

O abastecimento do sistema nacional foi efetuado fundamentalmente a partir do terminal de GNL de Sines, com 76% do consumo nacional, embora se tenha também registado algum movimento através da interligação com Espanha correspondente aos restantes 24% do consumo. O Terminal de Sines abasteceu 93% do consumo nacional, com origem fundamentalmente na Nigéria (49% do gás descarregado em Sines) e EUA (35%).

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Ferramenta de inteligência artificial da Apple está disponível em português

  • Lusa
  • 1 Abril 2025

“A partir de hoje, com a disponibilização do iOS 18.4, iPadOS 18.4 e macOS Sequoia 15.4, as funcionalidades do Apple Inteligence estão disponíveis em muitas novas línguas”, anunciou a Apple.

A ferramenta de inteligência artificial (IA) da Apple, Apple Inteligence, está agora disponível em mais idiomas, como o português, de forma a estar “em quase todas as regiões do mundo”, avançou a agência EFE.

“A partir de hoje, com a disponibilização do iOS 18.4, iPadOS 18.4 e macOS Sequoia 15.4, as funcionalidades do Apple Inteligence estão disponíveis em muitas novas línguas”, anunciou a empresa em comunicado citado pela agência de notícias.

Assim, o instrumento de IA da Apple passa a estar disponível em português, francês, alemão, italiano, espanhol, japonês, coreano e chinês.

A Apple Inteligence foi lançada no verão passado e entre as suas principais funcionalidades estão as “notificações prioritárias”, para ajudar os utilizadores a manterem-se a par das comunicações urgentes que recebem, a possibilidade de criar um vídeo utilizando fotografias dos utilizadores e a possibilidade de criar desenhos.

A empresa de tecnologia anunciou também que a partir da última segunda-feira os utilizadores na Europa passaram a ter acesso à inteligência Apple pela primeira vez.

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Auditor da UE pede rede elétrica mais moderna e ‘verde’ e dá exemplo em Portugal

  • Lusa
  • 1 Abril 2025

O Tribunal de Contas Europeu (TCE) defende a modernização da rede elétrica comunitária para a União Europeia (UE) conseguir chegar à neutralidade carbónica em 2050.

O Tribunal de Contas Europeu (TCE) defende a modernização da rede elétrica comunitária para a União Europeia (UE) conseguir chegar à neutralidade carbónica em 2050, dando exemplo de flexibilidade no sistema em Portugal entre possíveis medidas a adotar.

Em causa está um documento de análise divulgado pelo TCE, no qual o auditor comunitário defende ser “crucial um investimento em grande escala na rede para apoiar a transição energética e modernizar uma rede envelhecida” da UE.

A manter-se o ritmo atual, os investimentos previstos totalizarão 1.871 mil milhões de euros entre 2024 e 2050, [mas] este montante é inferior às necessidades de investimento na rede elétrica estimadas pela Comissão, que se situam entre 1.994 mil milhões de euros e 2.294 mil milhões de euros”, explica.

O TCE argumenta que “as necessidades de investimento podem ser reduzidas conferindo mais flexibilidade à rede elétrica e ao sistema elétrico no seu todo“, acrescentando que “a ambição da UE de alcançar a neutralidade carbónica e reforçar a sua independência energética constitui uma boa oportunidade para promover soluções eficientes”.

Porém, de acordo com tribunal, existem hoje “vários obstáculos à aceleração dos investimentos”, nomeadamente lentidão dos processos de licenciamento e reduzida aceitação pública, escassez de equipamento, de materiais e de mão-de-obra qualificada e um planeamento da rede ineficaz, complexo e fragmentado.

O TCE sugere, por isso, simplificação do licenciamento, a utilização de soluções tecnológicas modernas, a promoção de iniciativas de formação e melhoria de competências para suprir a escassez de mão-de-obra e um aumento da flexibilidade para evitar picos elevados, flutuações e imprevisibilidade tanto do lado da oferta como da procura.

Portugal como exemplo de flexibilidade

Relativamente a esta última questão, o TCE dá exemplo de uma estratégia de flexibilidade executada em 2022 em Portugal, quando a E-Redes, o maior operador de rede de distribuição português, lançou um leilão de mercado local de flexibilidade em oito zonas para aferir a disponibilidade dos utilizadores da rede para ajustarem a sua produção ou o consumo de eletricidade mediante um pagamento, no qual podiam participar consumidores diretos e entidades e agregassem consumidores de menor dimensão.

O primeiro leilão recebeu 623 licitações de 21 entidades diferentes, principalmente clientes industriais. A flexibilidade solicitada com um pré-aviso de uma semana foi a que suscitou mais interesse e foi mais popular do que as opções que exigiam tempos de ativação mais curtos“, exemplifica o TCE sobre o caso português.

No seu relatório, auditor da UE propõe ainda “sistemas de contadores inteligentes e aparelhos inteligentes que permitam o acompanhamento à distância e em tempo real, a comunicação e o controlo da utilização de eletricidade, bem como a interoperabilidade dos dados”, com Portugal a ocupar a 13.ª posição (o meio da tabela de 27 países) na implantação de contadores inteligentes na UE, com uma percentagem de 86%.

No relatório, o TCE fala ainda na necessidade de reforçar as interligações elétricas entre os Estados-membros, uma iniciativa pedida há vários anos por Portugal e Espanha e bloqueada por França. Sobre esta questão, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, defendeu há cerca de duas semanas um aumento da interligação energética de Portugal com o resto da UE, para 15% até 2030 através da construção de mais interconexões.

Portugal tem uma rede elétrica com uma dimensão de quase 235.000 quilómetros para distribuição e de 9.400 quilómetros para transporte e composta por 13 operadores e 6,5 milhões de clientes.

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