Maria João Ricou: “Temos a expectativa de que a economia portuguesa continue a crescer”

A managing partner da Cuatrecasas, Maria João Ricou, acredita que o próximo ano irá ser movimentado nos setores da Energia e Infraestruturas, Financeiro, Imobiliário, Retalho e TMT.

A managing partner da Cuatrecasas, Maria João Ricou, partilhou com a Advocatus as suas perspetivas para o ano de 2022. A líder acredita que o próximo ano irá ser movimentado nos setores da Energia e Infraestruturas, Financeiro, Imobiliário, Retalho e TMT.

Maria João Ricou confessa que em 2021 assinalou-se um marco importante na firma: a mudança da Cuatrecasas para a nova sede.

Que balanço faz do ano de 2021 no que toca ao mercado da advocacia de negócios?

Foi mais um ano desafiante, com uma evolução da conjuntura pandémica que tem vindo a alternar notícias positivas e negativas, o que contribui, naturalmente, para a manutenção de um ambiente de incerteza. Ainda assim, face ao ano de 2020, a conjuntura foi genericamente mais favorável, com uma reanimação da economia que levou a um aumento muito significativo da atividade no sector da advocacia. A par de operações de M&A em vários sectores, como o retail, serviços financeiros, tecnologias, financeiro, energia e infraestruturas, os projetos no sector imobiliário multiplicaram-se. Na área de Bancário e Financeiro verificou-se também um crescimento importante do volume de trabalho, quer na vertente regulatória, quer na vertente transacional, designadamente operações de financiamento imobiliário, de NPLs e de direct Lending, bem como operações de refinanciamento, reestruturações e situações especiais. As áreas de Concorrência, Contencioso, Fiscal, TMT e Saúde registaram igualmente níveis de crescimento muito expressivos.

Maria João Ricou, managing partner da CuatrecasasCuatrecasas

O que mudou no vosso escritório em termos de estratégia em 2021?

Este ano assinala um marco particularmente importante para a Cuatrecasas em Portugal pois mudámo-nos para a nossa nova sede que, além de ser uma área de grande amplitude, foi concebida para integrar espaços de trabalho colaborativo a par de espaços de concentração e está dotado da tecnologia mais avançada. Contamos ainda com áreas de convivência e com uma rede de serviços internos que promovem o bom relacionamento e o bem-estar da nossa equipa. O novo escritório é um elemento essencial da nossa estratégia de crescimento assente numa estrutura de áreas de prática mais colaborativa, multidisciplinar, transversal e integrada. Paralelamente, implementámos um novo modelo de trabalho pós-pandémico, o Cuatrecasas Smart Work, um modelo híbrido que permite à generalidade dos nossos advogados e colaboradores teletrabalharem dois dias por semana, assegurando, por outro lado, que pelo menos outros dois dias por semana todos coincidem presencialmente no escritório. Reforçámos ainda o nosso compromisso com a tecnologia e a digitalização, que se traduz não só no enorme investimento tecnológico na nova sede, mas também num programa contínuo de capacitação digital de todos os nossos advogados e colaboradores e lançámos uma nova unidade ESG (Environmental, Social and Governance) para investigar, debater e apoiar em questões ambientais, sociais e de governo corporativo todos as nossas áreas de prática e que constitui um espaço de desenvolvimento de conhecimento jurídico orientado para prestar uma melhor assessoria aos nossos clientes nestes âmbitos.

Maria João Ricou, managing partner da CuatrecasasCuatrecasas

Quais foram os setores mais movimentados e cuja movimentação se refletiu em termos de faturação no escritório?

Assistimos a um dinamismo particularmente notório nos setores da Energia e Infraestruturas, Financeiro, Imobiliário, Retalho e TMT.

Quais são as expectativas para 2022 em termos de volume de negócios?

Continuamos a enfrentar um período de grande incerteza decorrente, em particular, das dúvidas que se levantam, a nível global, sobre a evolução mais ou menos favorável da situação pandémica e, a nível local, também decorrente de ser um ano eleitoral. Ainda assim, temos a expectativa de que a economia portuguesa continue a crescer e de que se mantenha o interesse de grandes fundos e investidores internacionais em ativos portugueses, o que se irá refletir positivamente na nossa atividade, numa linha de continuidade da curva de crescimento que temos consolidado ao longo dos últimos anos.

Que tipo de operações podem vir a acontecer?

Poderemos assistir a uma continuidade quer quanto aos setores mais ativos quer quanto ao tipo de operações predominantes durante o corrente ano, já acima referidos.

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