Natalia Basterrechea: “Com o Facebook, é possível começar um negócio sem orçamento”

Natalia Basterrechea, executiva do Facebook na região ibérica, esteve em Lisboa esta quinta-feira. Em entrevista ao ECO, diz ser possível começar um negócio sem orçamento. Como? Com as redes sociais.

Advogada, com vasta experiência em telecomunicações e, desde 2011, diretora de assuntos públicos do Facebook em Portugal e Espanha. Natalia Basterrechea esteve em Lisboa para participar no Boost Your Business, uma iniciativa europeia do Facebook cujo objetivo é falar de pequenas e médias empresas (PME) — mais propriamente de como potenciar negócios nesta era digital com as ferramentas que a rede social oferece. Por cá, a iniciativa realizou-se em Lisboa e no Porto, em colaboração com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

No LinkedIn, diz-se “experiente e focada em dar conselhos a startups”. Participou no lançamento de “operadoras móveis e novos negócios na internet” e trabalhou na Vodafone Espanha, GSM Association, FON Wireless e vLex Networks. A executiva, acompanhada pela assessora, falou com o ECO sobre negócios, empresas, digitalização e, claro, do Facebook. Leia a entrevista abaixo.

Natalia Basterrechea no painel do “Boost Your Business”, promovida pelo Facebook no Teatro Thalia em LisboaFlávio Nunes/ECO
Qual é a sua missão no Facebook enquanto diretora de assuntos públicos em Portugal e Espanha?

O meu papel, basicamente, é falar com os governos e com outros stakeholders relevantes para a nossa agenda. É por isso que estamos aqui hoje [no Boost Your Business]: conhecemos a AICEP e decidimos juntar as empresas que trabalham com a agência. Pensámos que era uma grande oportunidade para trabalharmos juntos.

Porque é que é importante ter uma presença forte nas redes sociais?

O Facebook é muito mais do que apenas partilhar fotografias. Essa é a primeira coisa em que as pessoas pensam. Mas 99% do tecido empresarial português é composto por PME, e é absolutamente importante que nos aproximemos delas. Uma das principais razões que leva o Facebook a desenvolver ferramentas para as PME é para as ajudar a impulsionar os negócios. Hoje em dia falamos de democratização do marketing e agora, a partir de casa, com um computador ou telemóvel, consegue-se começar um negócio sem qualquer orçamento. Pode, basicamente, atrair para a sua página mais de 1,7 mil milhões de pessoas, um número que às vezes até é difícil dizer. É como ter à sua frente o mundo inteiro.

Agora, a partir de casa, com um computador ou telemóvel, consegue-se começar um negócio sem qualquer orçamento.

Natalia Basterrechea

Diretora de Assuntos Públicos do Facebook em Portugal e Espanha

Se toda a gente puder fazer isso, não significa que esse mercado pode ficar saturado ou demasiado competitivo?

Acredito que não. É o que falámos aqui hoje acerca da digitalização da economia. Com isso, houve uma verdadeira mudança não só para os pequenos negócios como também no geral. A economia tornou-se digital. E acho que as empresas devem ver isto como uma oportunidade, não como uma ameaça. Tal como se pode comprar um bolo numa loja, pode agora comprar-se online. É outra forma de fazer negócio e acho que [o mercado] ficar saturado não é realmente um problema. É encontrar outro canal que, em alguns casos, o ajuda a ter acesso a mercados aos quais nunca pensou que podia ir. [No Facebook], temos ferramentas de negócio que lhe ajudam a ser grande.

Mas continua a ser preciso ser diferente. Ter o tal elemento diferenciador...

Importa a forma como apresenta o seu conteúdo. Ou seja, quão atraente é para os seus clientes quando está a tentar encontrá-los. As nossas ferramentas permitem fazer isso, mas a criatividade é extremamente importante em funcionalidades como o vídeo e as fotografias, que lhe permitem apresentar o seu produto de uma forma diferente. É fazer as perguntas “onde quero ir?” e “com quem quero falar?”, e usar as nossas ferramentas para o conseguir.

Sente que as pessoas estão conscientes dessas oportunidades?

O principal objetivo de eventos como o Boost Your Business é alcançar essas pessoas que começaram ou estão a começar um negócio. São eventos onde realizamos workshops, por exemplo, e as tentamos ajudar. Mas obviamente que não se consegue alcançar toda a gente. Agora, temos uma coisa nova chamada Facebook Blueprint, que é uma ferramenta de e-learning com vários módulos onde até pode obter uma certificação. Isto é, a partir de casa pode facilmente aprender como usar o Facebook para [fazer crescer] a sua empresa.

A criatividade é extremamente importante em funcionalidades como o vídeo e as fotografias.

Natalia Basterrechea

Diretora de Assuntos Públicos do Facebook em Portugal e Espanha

O Facebook ainda é a rede social da juventude? Ou os jovens estão a procurar outras plataformas?

O Facebook sempre foi uma plataforma para os jovens, mas tem pessoas de todas as idades. A avó está no Facebook para ver a fotografia do seu netinho, e os jovens estão lá para encontrar amigos que vivem longe porque precisam de manter contacto. E temos ainda o Instagram, que também é uma grande plataforma para a gente jovem.

Trabalhou em muitas outras empresas para além do Facebook. Tem algum conselho para quem queira começar

Recomendo que sejam persistentes. Se falharem, é normal. Mas têm de tentar. Tentar e continuar a tentar, porque nunca se sabe. É o que me diz a minha experiência pessoal.

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