De quarentena? Isto é o que pode fazer no fim de semana, sem sair de casa

Peças de teatro, cinema, concertos, visitas a museus, sessões educativas e até treinos personalizados. São algumas das opções - online e gratuitas -, para ocupar o seu fim de semana em casa.

O período de quarentena está a obrigar milhares de pessoas a ficar em casa e as ideias para ocupar o tempo fora das horas de trabalho podem esgotar-se. Para apoiar os portugueses em períodos de isolamento surgem todos os dias mais opções na internet, e de participação gratuita.

Ir ao teatro, ter acesso a um filme que estaria em exibição no cinema, visitar um museu ou até ter uma aula de ginástica com um personal trainer são algumas das formas de ocupar o tempo e preencher o fim de semana, a partir de casa.

 

Concertos online

78 artistas, seis dias e 40 horas de música. São os números do #FestivalEuFicoEmCasa, ao qual se juntaram dezenas de artistas portugueses, que desde terça-feira estão a transmitir concertos de meia hora, através das suas páginas pessoais no Instagram. Os concertos vão acontecer até 22 de março.

Boss AC, David Fonseca, Samuel Úria, Márcia, Branko, António Zambujo, Joana Espadinha, Noiserv, são alguns dos artistas que já passaram pelo festival.

Mente sã em corpo são

Segundo os especialistas, manter a atividade física é fundamental para manter o equilíbrio e a saúde em tempos de quarentena. Para ajudar quem teve de desistir do ginásio, surgem centenas de vídeos e sugestões de exercícios nas redes sociais e no Youtube. Na maior parte dos casos, não é necessário qualquer equipamento, só precisa de reservar um espaço em sua casa e alguma motivação.

Os ginásios, obrigados a fechar em tempo de quarentena, também estão a criar alternativas. As cadeias de ginásios Holmes Place, o Fitness Hut ou o Go Fit, têm disponíveis treinos em vídeo e aulas em direto, através das páginas oficiais do Instagram. O ginásio Kalorias criou a plataforma Kalorias em Casa, uma plataforma de streaming onde partilha treinos e até dicas de nutrição.

No Instagram são muitas as opções para manter a forma. Há também personal trainers e personalidades a partilhar com os seguidores os seus hábitos saudáveis.

É o caso da youtuber Helena Coelho ou dos treinos personalizados New Me.

Estimular os mais novos a aprender sobre o ambiente

Se está sem ideias para entreter os mais novos, as sessões educativas e interativas sobre o ambiente, podem ser uma opção. O Observatório do Mar dos Açores criou o projeto #EuMergulhoEmCasa, e todos os dias vai adaptar uma atividade para que possa ser feita à distância. Serão abordadas seis temáticas ao longo de seis semanas.

Como salvar o planeta sem sair de casa? Que espécies de cavalos-marinhos existem em Portugal? Queres seres um líder ambiental? Estes são alguns dos temas das sessões online e gratuitas sobre o ambiente, que a Associação Natureza Portugal vai disponibilizar, entre 24 de março e 6 de abril. Para se inscrever só tem de escolher a sessão que prefere, na página oficial da associação.

Teatro e cinema, sem sair do sofá

O Teatro Aberto, em Lisboa, vai apresentar online seis peças representadas nas suas temporadas com o projeto “Teatro Aberto em Casa”, com cartaz até 29 de abril. Pode assistir às peças de teatro às 21h00, na página oficial da companhia de teatro.

A temporada de teatro à distância estreou-se com “A Mentira”, de Florian Zeller, e estão agendadas as peças “A Verdade”, de Florian Zeller, de 26 de março a 01 de abril, “Vermelho”, de John Logan, de 2 a 8 de abril, “Noite Viva”, de Conor McPherson, de 9 a 15 de abril, “O Preço”, de Arthur Miller, de 16 a 22 de abril, e “Amor e informação”, de Caryl Churchill, de 23 a 29 de abril.

O Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, também vai disponibilizar todos os dias, até 9 de abril, uma peça de teatro diferente no canal de Youtube da companhia.

Se prefere cinema e costumava deslocar-se ao Espaço Nimas, em Lisboa, no Teatro do Campo Alegre, no Porto, ou no Teatro Circo, em Braga, pode continuar a assistir aos filmes da distribuidora de cinema. A Medeia Filmes vai disponibilizar, gratuitamente, três filmes por semana, às terças, quintas e sábados. Os filmes ficam disponíveis no site oficial, das 12h00 às 00h00 do dia seguinte.

Visitar museus ou passear por aldeias históricas

Se o plano ideal de fim de semana é visitar um museu ou passear por um lugar que ainda não conhece, saiba que há centenas de visitas virtuais a museus um pouco por todo o mundo e até aplicações que lhe permitem entrar dentro de igrejas em várias cidades e vilas portuguesas.

A biblioteca interativa Google Arts & Culture integra 57 palácios e museus portugueses classificados como as “Maravilhas de Portugal”. O projeto Portugal em 360º permite-lhe explorar o país, visitar igrejas e outros espaços e ver de perto locais classificados como Património da Humanidade.

No site oficial do Governo dos Açores pode explorar alguns dos locais mais famosos do arquipélago, como o Museu da Graciosa, o Museu Regional de Angra do Heroísmo ou o Museu do Pico.

Se preferir viajar, sem sair do lugar, o Google Art & Culture dá-lhe ainda a possibilidade de explorar mais de 500 museus e galerias em todo o mundo, como é o caso do Museu Vang Gogh, em Amesterdão, do British Museum, em Londres, ou o Guggenheim, em Nova Iorque.

Ler… e assistir a lançamentos de livros online

A quarentena pode ser uma oportunidade para ler o livro que tem na estante ou explorar um livro que sempre quis ler. Pode fazer download de e-books no site da editora Leya, na Biblioteca Digital Camões ou no arquivo digital da Biblioteca Nacional. Na Biblioteca Livros Digitais, um projeto do Plano Nacional de Leitura Ler+, encontra livros para crianças e adultos, e ainda vídeos explicativos e materiais de apoio sobre cada obra.

A Chiado Books criou o projeto Chiado Play, para promover o lançamento e pré-lançamento de livros transmitidos em direto a partir da casa dos autores. Na página oficial da editora pode ainda encontrar livros gratuitos, no separador StayHome Books.

Atividades com animais de companhia

Se tem cães, não precisa de excluí-los das atividades que tem planeadas para o fim de semana. A Barkyn sugere vários exercícios que pode fazer com o seu animal de companhia e lançou até uma linha de apoio telefónico para esclarecimento de dúvidas em tempo de quarentena.

Se preferir reunir-se com os seus amigos de longa data, pode utilizar a aplicação House Party. Nesta aplicação é possível fazer chamadas de grupo e até desafiar os participantes em jogos durante as videochamadas.

Na página do Instagram fica.em.casa pode encontrar mais recomendações sobre o que fazer em casa durante o período de quarenta, desde sugestões de músicas, séries, filmes e até receitas para testar os seus dotes culinários.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

De quarentena? Isto é o que pode fazer no fim de semana, sem sair de casa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião