A pequena percentagem dos CTT que a Parpública comprou atesta a insensatez da ideia. Não admira que tenham tentado varrê-la para baixo do tapete do esquecimento.
A campanha eleitoral vai aquecendo e tudo serve de munição. A revelação de que o Governo ordenou à Parpública que adquirisse uma participação relevante nos CTT em 2021 tem esse fito.
A ideia peregrina germinou de um acordo com o PCP, defensor da renacionalização, que começou a ser desenhado em novembro de 2020. Os comunistas, recorde-se, eram os únicos parceiros da geringonça que se mantinham a bordo, depois do chumbo do Bloco ao Orçamento do Estado para 2021. O plano passou à prática nos primeiros meses de 2021, com o pedido de um parecer à Unidade Técnica de Acompanhamento e Monitorização do Setor Público (UTAM), que abriu caminho a um despacho do ex-ministro João Leão, em julho de 2021, para a aquisição de até 1,95% do capital dos CTT em bolsa.
O objetivo do Governo era, no entanto,
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