Planeta Ómicronpremium
Nada de original e perfeitamente normal na selva simples, saloia, sórdida e brutal que é Portugal.
O Primeiro-Ministro está politicamente contaminado com a variante ComicCon. Mudou o fato e a máscara e circula no Portugal pandémico com um ar sério e preocupado. Subitamente a pose leve e o riso de escárnio desaparecem do semblante político. A preocupação domina o seu pensamento próximo certamente em rebate pelo futuro dos portugueses. Ilusão e mentira. A explosão do planeta Ómicron apanha o Primeiro-Ministro de surpresa, logo quando pensava enfrentar um Natal normal pleno de futilidades, falsas devoções e sentimentalismos dispostos à volta da mesa. Comportamento típico de um político teflon que pensa que o Mundo abre com as notícias da manhã e fecha com o último escândalo da justiça. Depois de anunciar a “libertação”, depois de elevar as vacinas ao altar último da ciência do milagre, depois de ter ido a correr ao banco com o vale do PRR, o Primeiro-Ministro manda os portugueses para as filas intermináveis dos testes, sem que a logística e a organização de uma testagem em massa de um Portugal inteiro fosse sequer sonhada quanto mais pensada. As filas aos esses pelo País antecedem a geografia de “duas semanas de contenção”, uma espécie de arame farpado para português evitar o maquiavelismo Ómicron.
Esta é a variante mais politicamente infecciosa. O Primeiro-Ministro está deprimido e taciturno pela perspectiva da lotaria de Janeiro onde se decide a manutenção ou a mudança de Poder. O coração de…
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