Mercadona cria em Gaia escritórios que podem ser “modelo” em Espanha. Investe 8 milhões

O novo conceito de escritórios, adequado às novas tendências do mercado laboral, foi construído de raiz e vai servir de “estudo” para futuros espaços a implementar pela empresa, também em Espanha.

Com salas de concentração e colcaboração, sem lugares definidos, com horários flexíveis e muito, muito espaço livre. A Mercadona continua a afirmar-se em Portugal. Chegou em 2016, já conta com onze lojas abertas no Norte do país e pretende abrir mais nove ainda este ano, mas a mais recente novidade são os novos escritórios construídos de raiz em Mafamude, Vila Nova de Gaia. O investimento de oito milhões de euros pretende servir como modelo, também em Espanha, e integra um investimento global de 25 mil euros entre a loja com cobertura ajardinada, o escritório modelo e a praça de convívio.

“Estávamos a alterar a localização dos escritórios do Porto para Gaia e havia uma oportunidade de testar um novo modelo de escritório. Todo este projeto vai ajudar a adaptar os futuros escritórios em Espanha”, explica ao ECO Elena Aldana, diretora-geral internacional de relações externas.

Os novos escritórios, ajustados às novas tendências do mercado laboral, ficam por cima do supermercado da Mercadona e vão albergar os 150 colaboradores da empresa do norte do país. Todo o espaço foi pensado ao pormenor: um escritório open space, com espaços de reuniões de diferentes tamanhos e estilos, salas de concentração e colaboração. Os lugares não são definidos, os horários são flexíveis e o espaço é livre.

Novo escritório, nova forma de trabalhar

Com uma área de 2.500 metros quadrados e são distribuídos por três pisos, nos novos escritórios da Mercadona funcionam desde a receção aos departamentos financeiros. Ao entrar no edifício, o cheiro a novo permanece no ar, as cores claras destacam-se e a luz natural invade as grandes janelas.

Mercadona

Toda a iluminação é LED, automática, e adaptada a cada espaço, o que evita o desperdício energético. Para além do espaços dedicados ao trabalho, o edifício conta com uma cozinha e copa, zonas de lazer, espaço destinados à separação do lixo e cacifos individuais.

Além de todas estas comodidades, os novos escritórios estão rodeados de zonas verdes e, na cobertura do supermercado foram instalados espaços ajardinados, projeto que além de melhorar a imagem e qualidade de vida da área, permite regular a climatização do interior das instalações e melhorar o isolamento térmico e acústico da loja.

É tudo baseado num modelo novo e, para nós, testar tudo isto aqui em Portugal é uma oportunidade.

Elena Aldana

Diretora-geral internacional de relações externas

“É tudo baseado num modelo novo e, para nós, testar tudo isto aqui em Portugal é uma oportunidade. Foi selecionado Portugal porque a amostra é mais pequena, estamos a falar de 150 colaboradores; em Espanha são mil. Mais vale testar num superfície mais pequena, que sirva também de laboratório para os restantes”, refere Elena Aldana, numa apresentação à imprensa esta segunda-feira.

Mercadona

O diretor de organização da Mercadona, Nichan Bakkalian explica ainda que, nos novos escritórios, “os colaboradores vão poder estar mais próximos da loja, mantendo um contacto permanente com os ‘chefes’, e ainda usufruir dos espaços verdes na área envolvente. Considerámos essencial adaptar as infraestruturas existentes face às necessidades de crescimento e bem-estar das nossas equipas, criando de raiz um novo conceito de escritórios totalmente adaptado às necessidades da empresa e dos próprios colaboradores”, destaca Nichan Bakkalian.

Para erguer este empreendimento foram necessários 12 meses aos quais se somaram mais sete para o desenvolvimento do projeto de design. Elena Aldana ressalta que, na construção do supermercado e no exterior do edifício, colaboraram 132 PME portuguesas.

Em 2019, primeiro ano da Mercadona em Portugal, a empresa que faturou 32 milhões no país. Além dos escritórios a Norte, a Mercadona conta também com escritórios em Lisboa, um centro de coinovação em Matosinhos e um bloco logístico na Póvoa de Varzim. Para além dos escritórios na capital, a Mercadona quer construir uma plataforma logística totalmente automatizada de 500 mil metros quadrados, em Lisboa. Este centro logístico servirá a zona Centro, o Alentejo, o Algarve e ainda dará apoio a Espanha. “Já está a ser pensado para quando a cadeia espanhola chegar às 150 lojas em Portugal”, conclui a diretora-geral internacional de relações externas da Mercadona.

 

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Mercadona cria em Gaia escritórios que podem ser “modelo” em Espanha. Investe 8 milhões

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião