Obama: “A Presidência e a vice-presidência são maiores do que nós”

  • Margarida Peixoto
  • 9 Novembro 2016

Barack Obama reconheceu a derrota dos democratas, pediu aos jovens que não se deixem tornar cínicos e apelou à união entre os americanos. Vale sempre a pena lutar pelo que acreditamos, frisou.

União, democracia, fé na política. O discurso de Barack Obama foi direto ao ponto: Hillary perdeu as eleições mas merece admiração, os jovens que acreditaram nela e se envolveram na política não se devem tornar cínicos, a derrota faz parte da democracia e há que unir o país. Obama passa o testemunho a Donald Trump: “A Presidência e a vice-presidência são maiores do que nós”, lembra.

Barack Obama falou logo a seguir a Hillary Clinton e fez questão de elogiar a derrotada. Não podia estar mais orgulhoso da candidata democrata, apesar dos resultados: “Estou orgulhoso dela”, frisou. Até porque, lembrou, as derrotas fazem parte da democracia. “Já perdi eleições antes, é assim que a política funciona”, diz. “Lambemos as feridas, sacudimo-nos e voltamos a jogo, seguimos em frente. Essa presunção de boa-fé é essencial para uma democracia vibrante”, defendeu.

O ainda Presidente dos EUA citou Hillary para se dirigir aos jovens. “Não fiquem desiludidos. Não se tornem cínicos”, pediu. “Tal como disse Hillary, lutar por aquilo em que acreditamos, vale a pena”, defendeu.

Daí que o mais importante, agora, seja unir a América. Mesmo que as diferenças entre aquilo em que acredita e o que Donald Trump defende sejam enormes. “Não é segredo que Trump e eu temos diferenças significativas”, reconheceu.

Por isso, frisou, há que unir os americanos: “Não somos democratas primeiro, ou republicanos primeiro. Somos América primeiro.” O país precisa de um “sentido de união, de inclusão, de respeito pelas instituições, do nosso modo de vida e do respeito uns pelos outros”, disse, pedindo a Trump que mantenha estes princípios. “Estamos todos a torcer pelo seu sucesso na união e na liderança deste país”, garantiu.

A transição de poder será assim suave. “No final de contas, estamos todos na mesma equipa”, disse, referindo-se à democracia.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Obama: “A Presidência e a vice-presidência são maiores do que nós”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião