CGD: PSD lamenta “situação imperdoável”

  • Rita Atalaia
  • 3 Janeiro 2017

Hugo Soares diz que a CGD vive uma "situação imperdoável e a responsabilidade é do ministro das Finanças e o primeiro-ministro".

Ainda antes do início da primeira comissão de inquérito do ano, o PSD lamentou ausência do ministro das Finanças e do presidente demissionário da CGD na comissão. Isto depois de a esquerda se ter oposto à convocação de Centeno e Domingues para uma comissão onde teriam de respeitar regras próprias, como responder obrigatoriamente às questões dos deputados.

“A CGD vive uma situação imperdoável e a responsabilidade é do ministro das Finanças [Mário Centeno] e o primeiro-ministro [António Costa]. Nunca se assistiu a nada assim”, afirmou aos jornalistas o deputado social-democrata Hugo Soares, antes do início dos trabalhos sobre a gestão do banco público.

Apesar de não estar presente nesta comissão, António Domingues vai a 4 de janeiro, pelas 10h00, à comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA), onde deverá explicar aos deputados os motivos da sua demissão e a polémica em torno dos salários da CGD, incluindo a recusa de entregar a declaração de rendimento e património ao Tribunal Constitucional.

Mas também as notícias de que se recusou a entregar uma nova declaração ao Tribunal Constitucional para se manter em funções em 2017, informação que foi entretanto desmentida pelo gestor. Domingues diz que esta acusação é mentira e que nunca chegou a falar da entrega de um novo documento com o Governo. O ex-BPI aceitava ficar na liderança da Caixa, mas impôs condições, a que o Ministério das Finanças nunca terá respondido.

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