Juncker: “Nenhuma posição do Reino Unido é satisfatória”

Reino Unido e UE não querem dar o braço a torcer. Britânicos apresentam posições, mas Juncker diz que "nenhuma delas é satisfatória". O Brexit está num impasse, mas o relógio não para.

O tempo escasseia, mas as negociações do Brexit continuam sem grandes desenvolvimentosTomek Nacho / Flickr 7 outubro, 2016

Nenhum divórcio é fácil, principalmente se as partes interessadas forem o Reino Unido e a União Europeia (UE). No entanto, com a terceira ronda de negociações em curso, ambos os lados não só não dão o braço a torcer como estão a endurecer posições face a algumas matérias.

As do Reino Unido foram explanadas numa série de 11 documentos que, segundo a Bloomberg, abrangeram um leque de assuntos que os britânicos querem ver esclarecidos e negociados com urgência. Entre eles estão temas como a segurança nuclear e a proteção de dados. Isto por um lado.

Do outro, responsáveis europeus criticaram as posições do Governo britânico. Jean-Claude Juncker foi um deles, e as declarações do presidente da Comissão Europeia foram demolidoras: “Li as posições estabelecidas pelo Governo de Sua Majestade e nenhuma delas é satisfatória. Ainda existe uma enorme quantidade de questões que precisam de ser resolvidas”, afirmou, citado pela agência.

Michael Barnier, o homem mandatado para liderar as negociações do Brexit, voltou a reunir com o secretário de Estado para o Brexit, David Davis, e tudo aponta para que o caminho em frente seja acidentado e pejado de espinhos. Segundo a Bloomberg, ambos os responsáveis não se mostraram contentes com a posição um do outro, e o apelo britânico para que a UE seja mais flexível caiu rapidamente por terra, com Barnier a acusar o Reino Unido de falta de clareza.

O tempo começa a escassear para os negociadores do Brexit que estão a tentar, a todo o custo, conseguir o melhor acordo para a parte que cada um representa. A complexidade dos temas, em conjunto com a pouca flexibilidade das partes, cria a preocupação de que o Reino Unido se desvincule da UE sem um acordo fechado, o que, contas feitas, poderá mostrar-se prejudicial para todos.

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