Juncker quer discutir futuro da UE sem Reino Unido na sala

  • Lusa
  • 16 Abril 2019

O presidente da Comissão Europeia defendeu em Estrasburgo que os 27 Estados-membros da União Europeia devem poder discutir o futuro sem a presença do Reino Unido, que está de saída do bloco.

O presidente da Comissão Europeia disse em Estrasburgo que “não há Estados-membros de segunda categoria”, mas defendeu que os 27 têm direito a reunir-se sem o Reino Unido para discutir os desafios futuros, apontando o Eurogrupo como exemplo.

Num debate no Parlamento Europeu sobre os resultados do Conselho Europeu extraordinário de 10 de abril, no qual foi decidida uma extensão flexível da data de saída do Reino Unido do bloco europeu até 31 de outubro, Jean-Claude Juncker sublinhou que “o Brexit não pode e não vai entravar o trabalho” da União Europeia, que tem pela frente, nos próximos meses, “desafios estratégicos”, que deve discutir sem o Reino Unido na sala.

Apontando que o Reino Unido, enquanto permanecer no bloco europeu, deve à União Europeia uma “cooperação construtiva, responsável e leal”, tal com está consagrado nos Tratados, o presidente do executivo comunitário realçou, por outro lado, o direito dos 27 a trabalharem sem o envolvimento dos britânicos em questões sobre o futuro.

“Não há Estados-membros de segunda categoria, mas se um Estado-membro decide deixar a UE, os 27 outros devem ter o direito de se reunir separadamente sobre as questões futuras. Isto não é uma novidade: em 1997, enquanto presidente do Conselho (enquanto primeiro-ministro do Luxemburgo), lancei o Eurogrupo, contra a opinião dos britânicos, dinamarqueses, suecos, entre outros”, apontou.

Argumentando que o fórum informal de ministros das Finanças da zona euro, hoje presidido pelo ministro português Mário Centeno, foi criado para que aqueles que estavam diretamente envolvidos na construção da moeda única pudessem discutir entre si, Juncker comentou que “os resultados foram apreciáveis”.

No mesmo sentido, disse, os 27 devem poder discutir entre si — sem o Reino Unido, em vias de abandonar o bloco europeu — os desafios estratégicos, e, entre as prioridades para os próximos meses, destacou a cimeira informal de Sibiu (Roménia), em 9 de maio, para discutir uma “orientação estratégica para os anos seguintes”, assim como as negociações sobre o próximo orçamento comunitário plurianual, acordos comerciais com os grandes parceiros internacional, além da eleição dos futuros dirigentes da União na sequência das eleições europeias.

“Tudo isso é mas importante que as peripécias que gravitam em torno do Brexit. A Europa continua”, concluiu.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Juncker quer discutir futuro da UE sem Reino Unido na sala

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião