Google exige indemnização de mil milhões à Uber

A Waymo, a empresa da Google responsável pelo carro sem condutor, terá exigido o pagamento de mil milhões de dólares à Uber no processo por alegado roubo de tecnologia, avançou a Reuters.

A Waymo está responsável pelo carro sem condutor da GoogleWaymo

A Waymo, a subsidiária da Google que está a desenvolver o projeto do carro sem condutor, exige à Uber o pagamento de uma indemnização de pelo menos mil milhões de dólares e um pedido de desculpas público. Em causa, o processo colocado pela multinacional à conhecida empresa de transporte devido ao alegado roubo de tecnologia.

A notícia foi avançada esta quinta-feira pela Reuters, que cita fontes próximas do processo. A figura central é, como se sabe, Anthony Levandowski, um antigo engenheiro da Google que trabalhou no projeto do carro sem condutor. Levandowski mudou-se a dada altura para a Uber, onde ficou a trabalhar num projeto do mesmo género. Foi depois acusado de ter roubado tecnologias à Google e usado as mesmas no carro autónomo da Uber. Neste momento, já não trabalha para nenhuma das duas empresas.

A Google é uma das mais antigas investidoras da Uber, mas nem isso impediu de avançar judicialmente contra a empresa de transporte privado. Atualmente, decorrem as conversações entre ambas as companhias, que procuram um acordo. Mas não está fácil. A Waymo estará a impor condições apertadas à Uber e, para além do pagamento de mil milhões e do pedido de desculpas público (que iria afetar ainda mais a já muito abalada imagem da empresa), exige que seja destacado um auditor independente que garanta que a Uber não volta a usar as tecnologias da Google em causa.

À Reuters, fontes garantem que a Uber rejeitou estes termos e considerou-os um mau arranque negocial. Mas a Waymo estará suficientemente (e judicialmente) confiante para manter as exigências num processo capaz de ditar qual das duas empresas fica à frente na corrida a esta tecnologia emergente.

Os carros autónomos estão a proliferar-se cada vez mais e inúmeras empresas tecnológicas e fabricantes automóveis empenham esforços na investigação destas tecnologias. Os testes destes automóveis que não precisam de um condutor humano também já chegaram à via pública em várias cidades norte-americanas.

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