Banco CTT muda sede para edifício do grupo. Poupa 800 mil euros

CTT vão transferir os serviços do banco postal do edifício Adamastor para a sede do grupo, poucos metros ao lado, no Parque das Nações. Medida vai permitir poupança de 800 mil euros com a renda.

O Banco CTT está de saída do edifício Adamastor, no Parque das Nações, em Lisboa. O ECO apurou que a sede do banco postal vai ser transferida para o edifício onde o próprio grupo CTT CTT 1,55% está sediado, poucos metros ao lado, numa medida que deverá permitir uma poupança anual de 800 mil euros com rendas.

Nas últimas semanas decorreram negociações com os responsáveis da Imopolis, o fundo imobiliário que faz a gestão do edifício. Mas a ordem é mesmo para desocupar, disseram várias fontes ao ECO. E as algumas centenas de trabalhadores do banco postal que ocupam praticamente toda a torre A do edifício Adamastor vão ser transferidas para o edifício Báltico, na mesma Avenida D. João II, e onde o grupo tem sede desde 2013. De resto, já começaram as obras na sede do grupo para poder acomodar os serviços centrais do banco postal lançado em março de 2016.

Contactados, os CTT apenas dizem que “não comentam matérias de gestão interna”, sem responder quanto vão poupar com esta medida. O ECO também contactou a Imopolis mas não obteve resposta.

Ainda assim, fontes do setor imobiliário salientaram que o edifício terá uma renda anual a rondar os 800 mil euros, tendo em conta os preços praticados naquela zona da Lisboa. Lembraram, porém, que a renda até poderá ser inferior tendo em conta que o Banco CTT se instalou no Adamastor há alguns anos, quando a realidade do mercado mobiliário era completamente diferente dos dias de hoje.

A empresa liderada por Francisco Lacerda tem em curso um ambicioso plano de contenção de custos e que passa também para redução dos encargos com rendas de imóveis. Segundo o plano de transformação operacional anunciado em dezembro, os CTT esperam alcançar poupanças anuais de 45 milhões de euros até 2020.

Entre seis e sete milhões de euros serão conseguidos através de cortes nos salários da gestão e na redução de gastos com fornecimento de eletricidade, comunicações, frota e contratos de arrendamento. Alguns dos imóveis estão a ser desocupados no âmbito do ajustamento da rede dos correios que levou ao encerramento de mais de duas dezenas de lojas — processo através do qual os CTT passaram a gestão do posto para terceiros, como juntas de freguesia ou comércio local, conforme o ECO avançou em primeira mão.

Outros imóveis, como o edifício na Casal Ribeiro, em Lisboa, também terão de ser entregues aos proprietários nos próximos meses. Aliás, o edifício da Casal Ribeiro e o histórico edifício dos CTT na baixa do Porto — e que está já numa fase adiantada de desocupação — fazem parte de um conjunto de imóveis que foram vendidos na década passada a diversos investidores para financiar o fundo de pensões dos trabalhadores aquando da passagem do fundo para a Caixa Geral de Aposentações. E os contratos de arrendamento estão agora a expirar.

Recentemente, os CTT venderam a antiga sede por 25 milhões de euros, num negócio que representou uma mais-valia de 16 milhões de euros.

Estas medidas de contenção de custos surgem depois de o operador postal ter registado uma quebra de mais de 50% nos lucros em 2017, para os 27 milhões de euros, perante a redução do tráfego postal e o impacto das rescisões.

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