Apple condenada a pagar 502,6 milhões de dólares por ter copiado iMessage

O tribunal do Texas condenou a Apple ao pagamento de 502,6 milhões de dólares à VirnetX, pelo uso inválido de patentes em serviços como o iMessage.

O tribunal do Texas condenou a Apple ao pagamento de 502,6 milhões de dólares à VirnetX, após esta ter acusado a empresa de Steve Jobs de ter infringido patentes utilizadas nas aplicações de comunicação. Ainda que a Apple tenha negado as acusações, não foi o suficiente para ser ilibada desta acusação de plágio.

A acusação deu entrada na Justiça em 2010, com a VirnetX a alegar que a Apple tinha violado as propriedades intelectuais e modelos de segurança do iMessage, do FaceTime e do VPN on Demand. A empresa com sede em Nevada, nos Estados Unidos, é conhecida por registar ideias para posteriormente processar gigantes tecnológicas por supostas violações de propriedades intelectuais.

Desde essa altura que o processo tem saltado de entidade para entidade, incluindo vários testes com dispositivos da marca da maçã. O primeiro juiz decidiu um pagamento de 302 milhões de dólares, valor que foi aumentado para 439,7 milhões por um segundo juiz, escreve a Bloomberg (conteúdo em inglês). Por último, um terceiro juiz fixou esse valor nos 502,6 milhões.

Kendall Larsen, CEO da VirnetX, considera que este é “um valor justo”, uma vez que foi calculado tendo em conta os mais de 400 milhões de aparelhos vendidos pela Apple. “A evidência era clara”, diz. Quanto à Apple, esta não quis pronunciar-se.

Após ser público este resultado, as ações da VirnetX disparado 44%, fechando o dia de terça-feira a cotar nos 4,10 dólares. Por sua vez, as ações da empresa de Steve Jobs não registaram uma variação significativa, uma vez que o valor da multa é bastante irrisório em comparação com os lucros da Apple. No primeiro trimestre do ano, foram registados lucros de 20 mil milhões de dólares (16,2 mil milhões de euros), escreve a Bloomberg.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Apple condenada a pagar 502,6 milhões de dólares por ter copiado iMessage

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião