Benefícios fiscais do tempo da PT travam prejuízos da Pharol

Reembolsos do Fisco, relativos a benefícios fiscais que tinham sido anulados no tempo da PT, tiveram um impacto positivo de 12,5 milhões de euros nas contas da Pharol no primeiro semestre.

Luís Palha da Silva, presidente executivo da Pharol.Hugo Amaral/ECO

O Fisco ajudou a travar os prejuízos da Pharol PHR 0,00% no primeiro semestre deste ano. Em causa estão 12,5 milhões de euros em reembolsos da Autoridade Tributária (AT), realizados neste período, em que a Pharol registou resultados líquidos negativos no valor de 2,8 milhões de euros.

“Foram registados reembolsos da autoridade tributária no valor de 12,5 milhões de euros no primeiro semestre de 2018”, lê-se no relatório e contas da Pharol. Ou seja, estes reembolsos representaram um impacto positivo nos resultados semestrais da empresa em mais de uma dezena de milhões de euros.

O ECO tentou obter mais detalhes sobre estes reembolsos junto da Pharol. Questionada sobre as origens destes montantes, fonte oficial da empresa apontou para benefícios fiscais que tinham sido anulados no passado, ainda no tempo em que a Pharol era a PT SGPS. “A PT tinha feito pagamentos e visto determinados benefícios fiscais serem anulados. Agora, houve correções”, disse a mesma fonte.

A Pharol registou um resultado líquido negativo de 2,8 milhões de euros no primeiro semestre, que contrasta com os 200 mil euros de lucro registados no mesmo período de 2017. A penalizar as contas esteve a desvalorização da participação na brasileira Oi em 24,7 milhões de euros, os custos operacionais recorrentes na ordem dos 2,4 milhões de euros e ainda a desvalorização do real face ao euro. Em sentido inverso, os reembolsos do Fisco aliviaram as contas em 12,5 milhões.

Evolução das ações da Pharol na bolsa de Lisboa

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