Oi passa de lucros a prejuízos. Perde mil milhões no trimestre

A Oi registou um prejuízo de 6.284 milhões de reais entre janeiro e março, ou mais de 1.000 milhões de euros. Empresa justifica o resultado com a desvalorização do real.

A operadora brasileira Oi perdeu 6.284 milhões de reais (1.056 milhões de euros) entre janeiro e março, um resultado negativo que compara com os lucros de 679 milhões de reais (114 milhões de euros) obtidos no mesmo trimestre de 2019.

A empresa de telecomunicações explica que os resultados foram “fortemente afetados pelos impactos da variação cambial”. Mais concretamente a desvalorização do real face ao dólar.

No mesmo período, os lucros antes de juros e impostos (EBIT) fixaram-se em 188 milhões de reais (31,6 milhões de euros), uma queda expressiva face aos 925 milhões de reais (155,5 milhões de euros) registados no primeiro trimestre de 2019.

As receitas da Oi caíram 7,4% no primeiro trimestre comparativamente com o período homólogo, tendo-se fixado em 7.749 milhões de reais (1.302 milhões de euros). É também uma queda de 3,4% na análise em cadeia.

Ao nível operacional, a companhia destaca o ter alcançado a meta do milhão de clientes de fibra ótica, assim como o disparo de 701% nas receitas com os clientes desta tecnologia, que passaram de 26 milhões de reais (4,3 milhões de euros) no primeiro trimestre de 2019 para 205 milhões de reais (34,5 milhões de euros) no primeiro trimestre deste ano.

Esta semana foi conhecido o plano da Oi para vender a rede móvel no Brasil ao maior lance, tendo estipulado um preço mínimo de 15 mil milhões de reais (2.500 milhões de euros). A empresa propôs também um aditamento ao plano de recuperação judicial que poderá facilitar a criação e alienação de unidades produtivas dentro da empresa.

A Oi é detida em 4,94% pela Bratel, uma empresa controlada na totalidade pela portuguesa Pharol PHR 2,04% . A Pharol é a antiga holding da Portugal Telecom e as respetivas são cotadas na bolsa de Lisboa.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Oi passa de lucros a prejuízos. Perde mil milhões no trimestre

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião