Oi garante já ter propostas vinculativas pela Oi Móvel e pelas torres de telecomunicações

Em duas notas enviadas à CMVM através da acionista portuguesa Pharol, a brasileira Oi confirma já ter propostas vinculativas pela Oi Móvel e pela unidade das torres de telecomunicações.

A operadora brasileira Oi recebeu uma proposta vinculativa de 1,08 mil milhões de reais (177,1 milhões de euros) da Highline pela unidade produtiva que agrega as torres de telecomunicações da empresa. A empresa confirma também que recebeu propostas vinculativas pelo negócio de comunicação móvel.

“A Oi […] vem informar a seus acionistas e ao mercado em geral que as suas subsidiárias integrais Telemar Norte Leste e Oi Móvel receberam […] proposta vinculante, irrevogável e irretratável […] para a aquisição da unidade produtiva isolada a ser formada com 100% das ações de emissão da sociedade de propósito específico que reunirá os ativos e passivos relacionados às atividades de sites de telecomunicação outdoor e indoor de transmissão de radiofrequência da companhia e suas subsidiárias”, lê-se num comunicado.

De acordo com a imprensa brasileira, em causa estão 657 torres de telecomunicações e infraestruturas de instalação de equipamentos em terraços, bem como cabos e antenas em 255 ambientes internos, nomeadamente 223 em centros comerciais, um hospital e um estádio desportivo. O negócio abrange ainda uma receita anual estimada em 94,35 milhões de reais (cerca de 15,4 milhões de euros) ao abrigo de alugueres de infraestruturas pagos pela Oi Móvel e por outras empresas do setor que recorrem a estas.

Numa outra nota submetida aos mercados, a Oi confirma ainda que o assessor financeiro Bank of America Merrill Lynch recebeu “propostas vinculantes de terceiros pelo ativo móvel da companhia”. Em causa estará, uma proposta submetida em conjunto pela Telefônica Brasil (Vivo), pela Tim e pela Claro, três operadoras de telecomunicações. Para a Oi, estas propostas “confirmam o interesse do mercado no seu negócio móvel”.

Estes negócios inserem-se num plano de venda de ativos que está a ser levado a cabo pela Oi. Nos comunicados, a operadora brasileira “reitera” o “compromisso” de executar o plano estratégico e garante estar focada em ser a maior fornecedora de infraestrutura de telecomunicações do Brasil, “a partir da massificação da fibra ótica e internet de alta velocidade, do provimento de soluções para empresas e da preparação para a evolução do 5G”. A Oi diz-se ainda “voltada para negócios de maior valor agregado e com tendência de crescimento e visão de futuro”.

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