Prejuízos da Oi disparam no terceiro trimestre. Operadora perde 1,3 mil milhões de reais

A Oi acentuou os prejuízos no terceiro trimestre, período no qual a empresa perdeu 1,3 mil milhões de reais. No acumulado do ano, até setembro, deu lucro de 27,9 mil milhões de reais.

Os prejuízos da brasileira Oi dispararam no terceiro trimestre, de 19 milhões de reais para 1,3 mil milhões de reais (312,82 milhões de euros). A empresa explica o resultado mais negativo com o impacto das “despesas de variação cambial sobre investimentos no exterior”.

Apesar do fraco desempenho trimestral, a operadora registou, nos primeiros nove meses do ano, um lucro líquido de 27,9 mil milhões de reais, ou 6,5 mil milhões de euros, uma melhoria significativa face aos prejuízos de 4,3 mil milhões de reais registados no mesmo período do ano passado.

Na reta final do processo de recuperação judicial, a empresa — na qual a portuguesa Pharol é agora um acionista com muito menos relevância no capital –, viu o EBITDA encolher 7,1% entre janeiro e setembro, em termos homólogos, mas “em linha” com o definido no plano que decorre no Brasil para evitar a sua falência. O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações cifrou-se em 4,6 mil milhões de reais.

A receita líquida total caiu 6,9% neste período de nove meses, para 16,54 mil milhões de reais, ou 3,85 mil milhões de euros. Contudo, a empresa dá conta de uma receita total superior a 31 mil milhões de reais entre janeiro e setembro.

A Oi também cortou nas despesas e assume-o nos destaques do desempenho deste período. Fala mesmo na “continuidade na melhoria de eficiência operacional e controlo rígido de custos”. No Brasil, a despesa operacional fixou-se em 11,96 mil milhões de reais no período de nove meses, enquanto as operações internacionais acumularam uma despesa de 134 milhões de reais.

Já em relação ao passivo, a Oi fechou o mês de setembro com uma dívida líquida de 10,97 mil milhões de reais, inferior em 75% à que era registada no período homólogo.

Face a estes resultados, a Pharol está a valorizar na bolsa portuguesa. A empresa que é acionista da Oi está a valorizar 3,21%, para 18,2 cêntimos cada título.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Prejuízos da Oi disparam no terceiro trimestre. Operadora perde 1,3 mil milhões de reais

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião