Michael O’Leary deixa liderança da Ryanair para “restaurar reputação” da transportadora

Michael O'Leary vai deixar o cargo de CEO da maior transportadora aérea low-cost da Europa. O irlandês espera que assim a empresa restaure a sua reputação.

Depois de 30 anos à frente da Ryanair, Michael O’Leary vai deixar a direção executiva da maior transportadora aérea low-cost europeia. Segundo o Financial Times, o irlandês vai passar a gerir, ainda este ano, a Ryanair Holdings, passando a supervisionar não só a companhia que liderou durante três décadas, mas também as suas filiais austríaca, polaca e britânica. Em declarações a esse jornal, O’Leary salientou que a sua polémica reputação tem causado inconvenientes à companhia irlandesa, o que justifica a sua saída.

“Um dos pontos negativos da Ryanair é a sua ligação a mim. Sou um alvo fácil. Boa parte da imagem negativa atribuída à Ryanair deve-se a algo estúpido que disse há 25 anos“, defendeu o gestor, referindo-se à posição que assumiu em relação aos sindicatos. O’Leary defendia que essas estruturas não deviam ser reconhecidas como interlocutores negociais, mas uma série de greves levou a que tal acabasse por acontecer.

Com esta mudança de posição, Michael O’Leary deixa a gestão diária da Ryanair, mas passa a supervisionar o novo CEO dessa transportadora low-cost, bem como os diretores executivos da Laudamotion (filial austríaca), da Ryanair Sun (filial polaca) e da Ryanair UK (filial britânica).

“O que precisamos de fazer no próximo ano, e certamente este ano, é calarmo-nos e trabalhar”, frisou o irlandês, explicando que a sua saída deverá permitir à Ryanair “restaurar” a sua reputação. De notar que há meses que se sabia da pressão dos acionistas para afastar O’Leary da gestão do dia-a-dia da empresa.

No último trimestre do ano passado, a Ryanair registou um prejuízo de 22 milhões de euros, um resultado que a empresa considerou “desapontante” face aos lucro de 113 milhões de euros contabilizado no ano anterior. Isto porque a concorrência no segmento de curta distância na Europa fez a Ryanair reduzir os seus preços, diminuindo igualmente as margens de lucro.

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