Santos Silva avisa que Brexit sem acordo é cenário mais provável

  • Lusa
  • 13 Março 2019

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, avisou esta terça-feira que um Brexit sem acordo é o cenário mais provável, após o novo chumbo no Parlamento britânico.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, defendeu esta terça-feira que a principal preocupação de Portugal é prosseguir a preparação para qualquer cenário do Brexit, incluindo a ausência de acordo, que “é mais possível” após o novo chumbo no Parlamento britânico.

“Essa é a nossa preocupação número um, continuarmos a prepararmo-nos, seja ao nível dos direitos dos cidadãos, seja ao nível do apoio às nossas empresas, seja ao nível do apoio ao nosso turismo, para o cenário que hoje é mais possível do que era ontem de um Brexit sem acordo”, sustentou Augusto Santos Silva em declarações à Lusa.

Após o chumbo do Acordo de Saída do Reino Unido da União Europeia pelo parlamento britânico, o chefe da diplomacia portuguesa sublinhou que “é cada vez mais claro quão importante” é o país estar preparado “para todos os cenários, incluindo um cenário de uma saída do Reino Unido sem acordo”.

“Ao mesmo tempo, estarmos e continuarmos disponíveis para dar o nosso acordo para todas as iniciativas que sejam necessárias do lado europeu para que o Reino Unido possa operar a saída da União Europeia da forma mais organizada e ordeira possível”, afirmou.

Para Santos Silva, “o pior dos cenários é a saída sem qualquer acordo, por isso, tudo o que contribua para evitar esse cenário terá o apoio de Portugal”. “Seja coordenadamente em Bruxelas, seja em cada um dos parlamentos nacionais, criamos e aplicamos planos de contingência para evitar que no dia 29 de maio houvesse qualquer espécie de rutura, nos transportes aéreos, na circulação das pessoas e por aí fora”, vincou.

Questionado sobre o efeito de possíveis eleições antecipadas nas negociações — um pedido feito pelo líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn –, Augusto Santos Silva referiu que essa matéria é do domínio da “política interna britânica”.

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