Moody’s volta a subir rating do BCP. Faltam dois níveis para sair de “lixo”

É a segunda melhoria do rating do BCP em seis meses. Moody's justifica decisão com redução do malparado e reforço da rentabilidade do banco de Maya.

A Moody’s voltou a subir o rating do BCP BCP 3,02% , menos de seis meses depois do último “upgrade”, justificando a decisão com a redução do malparado e com a melhoria da rentabilidade do banco liderado por Miguel Maya. Faltam ainda dois níveis para a dívida do banco ser considerada “investimento com grau de qualidade”, um estatuto que o BCP perdeu com a crise.

Foi uma subida num degrau, de “Ba3” para “Ba2”, que foi promovida esta segunda-feira pela Moody’s relativamente ao rating da dívida sénior do BCP. Também o rating dos depósitos foi aumentado de “Ba3” para “Ba1”, tratando-se de uma subida de dois níveis, revelou a agência norte-americana.

“A ação de rating de hoje reflete a melhoria do perfil de crédito do BCP, mediante a redução significativa do volume de ativos problemáticos e o reforço das métricas de rentabilidade doméstica face aos níveis fracos, assim como a expectativa da Moody’s de que os fundamentais financeiros do banco vão registar progressos adicional em 2019″, explicam os analistas da Moody’s.

“A melhoria do rating também foi desencadeada pela expectativa da Moody’s de uma emissão adicional de capital para a absorção de perdas em resposta aos requisitos regulatórios. Esta emissão vai reduzir a severidade das perdas para os depositantes seniores e juniores”, acrescentam ainda.

No caso do rating da dívida, a Moody’s atribui-lhe agora um outlook (perspetivas de evolução) “estável”, não perspetivando qualquer alteração nos próximos meses. Também a notação de risco dos depósitos tem agora um outlook “estável”.

Em outubro do ano passado, a Moody’s tinha subido o rating do BCP na sequência da melhoria da notação financeira da República portuguesa. Ainda assim, desde 2011 que a dívida do banco é considerada “investimento especulativo”.

O BCP fechou 2018 com lucros de 301 milhões de euros, um aumento de 60% face ao ano anterior. O banco vai distribuir dividendos de cerca de 30 milhões de euros.

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