BCP sobe 1% e anima bolsa lisboeta

O índice de referência nacional está a avançar em linha com a Europa, com os títulos do BCP a puxar pela praça nacional. Sonae e Semapa somam mais de 1%.

Depois de uma semana turbulenta, o BCP arrancou a sessão a valorizar mais de 1%, puxando pela praça nacional. Lisboa está, assim, em terreno positivo com apenas duas das 18 cotadas nacionais abaixo da linha de água. A dar gás à praça nacional está também a Sonae e a Semapa.

Na última sessão da semana, o índice de referência nacional está a avançar em linha com as demais praças do Velho Continente. O PSI-20 soma 0,48% para 4.740,88 pontos. Lá fora, o Stoxx 600 valoriza 0,2%, o alemão DAX sobe 0,4%, o francês CAC 40 ganha 0,3% e o espanhol IBEX soma 0,2%.

Por cá, é o BCP a cotada que mais puxa pela bolsa nacional. Os títulos do banco liderado por Miguel Maya sobem 1,02% para 0,1980 euros. Há mais de cinco semanas que o BCP tem registado um ciclo negativo, o que foi intensificado, esta semana, com a nota de que os 10% da Pharol que pertenciam à High Bridge deverão passar para as mãos do banco. A guerra comercial e as perspetivas de descida nos juros pelo Banco Central Europeu ajudam também a explicar essas perdas.

Acima da linha de água esta manhã, destaque também para a Sonae, cujas ações sobem 1,46% para 0,7975 euros, e para a Semapa, cujos títulos valorizam 1,22% para 11,6 euros. No mesmo setor, as ações da Navigator somam 0,7% para 2,872 euros.

Na energia, os títulos da EDP sobem 0,85% para 3,324 euros, os da EDP Renováveis valorizam 0,65% para 9,27 euros e os da Galp Energia avançam 0,44% para 12,555 euros. Do outro lado da linha de água, as ações da Pharol recuam 1,14% para 1,1214 euros.

Fora do PSI-20 e um dia depois de ter sido confirmado que a Prisa está a negociar com a Cofina a alienação da Media Capital, as ações do grupo espanhol estão a valorizar 3,85% para 1,35 euros. As negociações dos títulos da Cofina e da Media Capital continuam suspensas.

Na quarta-feira, o Expresso deu conta de que a Cofina, dona do Correio da Manhã, assinou há três semanas com a Prisa um memorando de entendimento com vista à compra da Media Capital, a dona da TVI. A notícia, entretanto confirmada oficialmente, levou o supervisor a suspender os títulos na bolsa, até que informação adicional fosse dada pelas duas cotadas do PSI Geral.

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