Há 10 portuguesas entre as startups mais “quentes” da Europa, segundo a Wired

Dublin, Helsínquia, Londres, Berlim e... Lisboa. A capital portuguesa é uma das eleitas pela Wired como das mais "quentes" da Europa em matéria de startups. A revista britânica destaca 10 nomes.

Sound Particles. Attentive. Barkyn. SWORD Health. Heptasense. DefinedCrowd. Undandy. Koala Rest. EatTasty. Sensei. Há dez startups portuguesas destacadas entre as 100 mais “quentes” da Europa, segundo a Wired. Todos os anos, a revista britânica divulga algumas das mais “brilhantes mentes e empresas” em toda a Europa que “podem fazer a diferença na corrida a longo prazo”. As reportagens são publicadas a conta-gotas e, esta quarta-feira, foi a vez de a publicação destacar nomes com pronúncia portuguesa.

“Lisboa voltou à vida numa onda de empreendedorismo tecnológico e isso reflete-se numa diversidade de startups”, lê-se no artigo, acrescentando que Lisboa é capital de um país que já criou unicórnios como a OutSystems, a Talkdesk ou a Farfetch“, escreve o jornalista João Medeiros.

Além das startups destacadas, o artigo refere ainda projetos como o do Hub Criativo do Beato, uma parceria entre a Startup Lisboa e a câmara municipal da cidade, e cujas primeiras aberturas estão previstas para o início do próximo ano.

Em julho, a Startup Portugal, responsável pela criação e implementação da estratégia nacional para o empreendedorismo, anunciou que o ecossistema empreendedor já representa 1,1% do PIB nacional. De acordo com dados da associação, as vendas e serviços oferecidos pelas startups e pelos empreendedores nacionais em 2018 chegaram aos 2,2 mil milhões de euros. As exportações também aumentaram desde que foi lançada a Startup Portugal: se, em 2016, os bens e serviços exportados chegaram aos 673 milhões de euros, dois anos depois, em 2018, quase duplicaram para 1.121 milhões de euros, representando 1,9% do total das exportações nacionais.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Há 10 portuguesas entre as startups mais “quentes” da Europa, segundo a Wired

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião