Mais comissões? Bancos afastam novos aumentos no próximo ano

Caixa, BCP, Santander Totta, BPI e Novo Banco: os principais bancos portugueses afastam aumentos das comissões no próximo ano. Banqueiros criticam polémica em torno do tema.

Money Conference/EY - 22NOV19
Da esquerda para a direita: Rosália Amorim (Dinheiro Vivo), António Ramalho (Novo Banco), Miguel Maya (BCP), Pablo Forero (BPI), Paulo Macedo (CGD) e Pedro Castro e Almeida (Santander Totta).Hugo Amaral/ECO

Os principais bancos portugueses afastam aumentos das comissões no próximo ano. Os banqueiros criticaram a polémica que tem sido criada em torno do tema, argumentando que os serviços bancários devem ser pagos como qualquer outro serviço.

Paulo Macedo, da Caixa Geral de Depósitos (CGD), reafirmou o que tinha dito na apresentação dos resultados, dizendo que não está nos planos aumentar as comissões para lá das que já foram anunciadas, e instou os outros bancos a serem tão transparentes como o banco público nesta matéria.

A mesma pergunta sobre política de comissões em 2020 foi colocada aos presidentes dos outros bancos presentes na Money Conference, organizada pelo Dinheiro Vivo e TSF.

Do lado do Santander Totta, Pedro Castro e Almeida revelou que o banco “não prevê grandes alterações” em termos de comissões. “Mais do que aumentar comissões é como podemos ter os clientes fidelizados e fazer com que os clientes saibam que serviços usufruem pelas comissões que pagam”, disse o presidente do Santander Totta, lembrando que há serviços dos bancos que os clientes usufruem e pelos quais não paga nada.

“Se o cliente vai ao multibanco não paga comissão. Se consulta saldos, não paga comissão. Se vai à app, que tem o seu custo, também não paga”, recordou.

Para Castro e Almeida, “a comissão está associada a um serviço” e “tem de haver a perceção do serviço” para que o cliente valorize o serviço que tem e esteja disposto a pagar a comissão. “Isto acontece em qualquer setor”, disse o líder do Santander Totta.

A seu lado, o presidente do BPI também disse que o banco não irá aumentar comissões. “Também não temos planeada nenhuma mudança”, disse.

Miguel Maya colocou o tema na melhoria do serviço: se o BCP conseguir melhorar o serviço que presta aos clientes, há espaço para melhorar o preço. “Se pagar mais posso comer melhor”, disse ainda assim. Em resposta a Macedo, Miguel Maya sublinhou que não há falta de transparência neste tema, lembrando que o Banco de Portugal tem um comparador de comissões.

O líder do Novo Banco, António Ramalho, afirmou que o tema das comissões tem “um interesse muito reduzido”. Adiantou, porém, que o não fez nenhuma alteração de preçário, mas que “seguramente” o Novo Banco estará atento ao mercado. “Se melhorarmos o serviço, temos muito gosto em prestá-lo aos clientes. É isto que os clientes querem de nós”, disse.

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