“Que 2020 seja o ano de transformação da indústria automóvel”, diz Miguel Pinto

Miguel Pinto, diretor geral da Continental Advanced Antenna Portugal, deseja que Portugal seja um dos primeiros países do mundo a alcançar a neutralidade carbónica.

O diretor geral da Continental Advanced Antenna Portugal, Miguel Pinto, alerta que “o próximo ano será um grande desafio para o setor automóvel”, tendo em conta a transformação que a indústria está está a passar. Deseja que Portugal seja um dos primeiros países do mundo a alcançar a neutralidade carbónica e que o setor olhe para este desafio como uma oportunidade.

“O setor tem vindo a passar por uma enorme mudança, baseada em novos conceitos de mobilidade. No futuro, o novo automóvel será conectado, autónomo, partilhado, sustentável e personalizado”, explica o responsável em resposta ao desafio colocado pelo ECO. Entre os seus desejos para para o país, para o setor automóvel e para a sua própria empresa, Miguel Pinto elege o “crescimento” da Continental Advanced Antenna Portugal, “com a conquista de novos projetos que contribuam para a consolidação e crescimento no mercado”.

Um desejo para o país

A aposta numa economia clean com investimento em setores que sejam menos poluentes, que tenham em conta a economia circular e o não desperdício. E que nos permitam, no médio prazo, podermos ser um país neutro em carbono (se possível um dos primeiros países do mundo).

Um desejo para o seu setor

2020 vai ser um ano desafiante para a indústria automóvel. O setor tem vindo a passar por uma enorme mudança, baseada em novos conceitos de mobilidade. No futuro, o novo automóvel será conectado, autónomo, partilhado, sustentável e personalizado. Tendo em conta o momento de instabilidade que se vive na indústria, nomeadamente o facto de, no espaço de dois anos, ter existido um decréscimo, em termos de vendas, na ordem dos 10 milhões de veículos, as empresas do setor que se pretendam destacar devem reinventar-se e procurar novas formas de se diferenciarem.

As tendências de mobilidade ditam a solução ideal para que a indústria se torne competitiva e alcance o sucesso: a Indústria 4.0, a inovação, e a requalificação dos recursos humanos. Estas são as palavras-chave para que o futuro da indústria seja risonho. Está nas mãos das empresas capitalizarem esta oportunidade e investirem cada vez mais nelas enquanto solução. Acredito que todos os desafios são uma oportunidade. Seguindo essa lógica, desejo que os diferentes players da indústria olhem para esta fase desafiante como uma oportunidade de crescimento e que 2020 seja o ano da transformação da indústria automóvel.

Um desejo para a sua empresa

A conectividade é uma das tendências da mobilidade de futuro, os analistas estimam um crescimento médio anual do mercado de, aproximadamente, 6,5% para as antenas de veículos, até 2022. Os avanços na conectividade holística dos veículos e das novas tecnologias de comunicação, como o 5G, aumentam ainda mais a procura por soluções de antenas inteligentes de alto desempenho. Tendo em conta este cenário e sendo a conectividade uma das tendências da mobilidade de futuro, desejo que este seja um ano de crescimento para a Continental Advanced Antenna Portugal, com a conquista de novos projetos que contribuam para a nossa consolidação e crescimento no mercado.

3 desejos para 2020 é uma série de artigos a antecipar o que vai acontecer no próximo ano, nos mais variados domínios. Desafiámos políticos, empresários, gestores, advogados, reguladores, sindicatos e patrões a revelarem três desejos para o próximo ano: 1) Um desejo para o país, 2) Um desejo para o seu setor e, finalmente, 3) Um desejo para a empresa/entidade que gerem. Todos os dias, até ao final do ano, não faltarão desejos aqui no ECO.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

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António Costa

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