Estados Unidos retiram China da lista dos manipuladores de moeda

Os Estados Unidos retiraram esta segunda-feira a China da lista de países manipuladores de moeda. A decisão não terá sido bem aceite por alguns membros do Capitólio.

Quase um ano e meio depois o departamento do Tesouro norte-americano retirou a China da lista de “manipuladores de moeda”, numa tentativa de aliviar as tensões com Pequim antes da assinatura da primeira fase do acordo comercial entre os dois países, já esta quarta-feira, 15 de janeiro.

A China comprometeu-se a abster-se da desvalorização competitiva e, ao mesmo tempo, promover a transparência e prestação de contas”, disse Steven Mnuchin, secretário do Tesouro norte-americano, ao Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

Pequim tinha entrado para a “lista negra” dos EUA no verão passado, quando o câmbio do yuan ultrapassou os sete dólares pela primeira vez desde 2008 — ou seja, a moeda chinesa desvalorizou face à moeda norte-americana, o que tende a beneficiar as exportações chinesas para território norte-americano. Após o anúncio, o yuan teve a maior subida em cinco meses em relação ao dólar.

A decisão não terá caído bem para alguns membros do Capitólio, que têm pedido à administração norte-americana que prossiga a pressão sobre Pequim. Ao retirar o rótulo de “manipulador de moeda” agora, a Casa Branca está a levar que haja uma taxa de câmbio com “falhas”, referiu Tammy Baldwin, senadora democrata. “O presidente Trump está a cometer um erro ao recompensar a China por anos criando um campo desigual para os trabalhadores americanos”.

Ao mesmo tempo, Chuck Schumer, líder dos democratas no Senado considera que “a China é uma manipuladora de moedas”, aponta.

Este recuo poderá ser visto como uma trégua mais duradoura entre as duas maiores economias do mundo. Já que durante as tensões entre os dois países a divisa chinesa tinha-se vindo a desvalorizar em relação ao dólar, compensando o impacto das tarifas aduaneiras impostas pelos EUA.

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