Dívida pública sobe 2,3 mil milhões em janeiro. Está nos 252,1 mil milhões

A dívida pública começou o ano a subir. Aumentou 2,3 mil milhões de euros em janeiro, atingindo os 252,1 mil milhões de euros, segundo o Banco de Portugal.

A dívida pública portuguesa arrancou o novo ano a subir 2,3 mil milhões de euros, atingindo os 252,1 mil milhões de euros em janeiro, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal. É o valor mais elevado desde setembro do ano passado.

“Para este aumento contribuiu essencialmente o acréscimo dos títulos de dívida, que foi parcialmente compensado pela redução de Certificados do Tesouro“, explica a instituição liderada por Carlos Costa.

Em janeiro, o IGCP realizou uma emissão sindicada de Obrigações do Tesouro a dez anos, numa operação em que obteve um financiamento de 4.000 milhões de euros. Por outro lado, o investimento nos produtos de poupança do Estado afundaram mais de 650 milhões no primeiro mês de 2020, com os Certificados do Tesouro a perderem 690 milhões de euros.

Acrescenta o Banco de Portugal que os ativos em depósitos das administrações públicas aumentaram 2,9 mil milhões de euros, “pelo que a dívida pública líquida de depósitos diminuiu 500 milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando 234,7 mil milhões de euros”.

Fonte: Banco de Portugal

Este desempenho surge depois de o Governo ter fechado 2019 com a dívida pública nos 117,7% do Produto Interno Bruto (PIB), menos 12,2 pontos percentuais do que o estimado pelo Executivo. É o valor mais baixo desde 2011, e acontece não só por via da redução nominal da dívida, mas também pelo andamento positivo da economia. Em 2019, a economia cresceu 2,2%.

Para 2020, Mário Centeno prevê nova descida da dívida pública, apontando para uma descida para 116,2% do PIB.

(Notícia atualizada às 11h06)

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Dívida pública sobe 2,3 mil milhões em janeiro. Está nos 252,1 mil milhões

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião