Mercer avalia impacto da pandemia nas empresas em tempo real

A Mercer lançou um inquérito para monitorizar em tempo real o impacto do Covid-19 nas empresas e, em simultâneo, avaliar o sucesso das estratégias para o minimizar. Qualquer empresa se pode inscrever.

A nível global, 43% das empresas refere que o impacto da pandemia do novo coronavírus nas operações é moderado, mas 68,05% afirma ter encerrado os escritórios por consequência da pandemia. Estes são alguns dos dados, à data de hoje, do inquérito global da Mercer Globally, how are companies supporting their employees during this outbreak?“, lançado a 18 de março e que pode ser acompanhado em tempo real aqui.

O objetivo é monitorizar o impacto real da pandemia nas várias dimensões da organização e, em simultâneo e, ao mesmo tempo, tratar de avaliar o sucesso das medidas de mitigação que estão a ser implementadas.

O inquérito avança agora que mais de 40% das organizações não têm qualquer intenção de contratar nos próximos tempos.

“A curto prazo, o tema da retenção das pessoas não será o maior desafio das organizações, pois a incerteza quanto à conjuntura económica irá provocar uma maior aversão dos colaboradores ao risco da mudança, e reduzir o número de oportunidades disponíveis. No entanto, a forma como as organizações responderem à pandemia e o tipo de políticas implementadas nesta fase poderão ser um elemento absolutamente diferenciador na retenção do talento das organizações“, comenta Tiago Borges, rewards leader da Mercer, citado em comunicado.

Mais de 35% das empresas inquiridas afirma ter congelado os processos de contratação em todos os departamentos, sendo que 37,33% tornou as entrevistas 100% virtuais. “O efeito conjugado de uma perspetiva de hiring freezes generalizados e de cortes nos quadros de pessoal das organizações levará necessariamente a um forte aumento da taxa de desemprego. Irá com grande probabilidade fazer com que a tendência de crescimento salarial acima da inflação, verificada nos últimos anos, seja interrompida“, alerta Tiago Borges, da Mercer.

 

O estudo revela também que quase 60% das empresas, a nível global, diz já ter um plano de continuidade ou plano de preparação para responder à ocorrência de uma pandemia. Para a Mercer, um dos critérios a acompanhar no futuro será a capacidade de as empresas serem ágeis e flexíveis, na remuneração, no recrutamento, nas infraestruturas e nas formas de trabalhar.

De acordo com a Mercer, não há ainda data prevista para o fim deste questionário. Neste estudo estão a participar cerca de 2000 empresas a nível global, e cerca de 20% com sede na Europa. As empresas interessadas podem participar no estudo, inscrevendo-se aqui.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Mercer avalia impacto da pandemia nas empresas em tempo real

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião